Histórias da Cidade

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História...
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26ºAniversário...
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Maio 2014... INTRODUÇÃO
Maio 2014... ORIGENS
Junho 2014... POPULAÇÃO
Julho 2014... RELATOS

RELATOS - 2014



Jul01... RELATOS I... Por volta de 1916, na região que hoje é nossa Teixeira, com o melhor de sua “nata”, haviam fazendas comoa “Ibiribeira”, que era às margens do Rio Itanhém grande, próxima da fazenda Cascata; e também a fazenda Nova América onde hoje o bairro com o mesmo nome se expande. Por volta de 1924, enquanto um pequeno grupo de caboclos formava algumas casinhas de taipa em meio ao mato, onde hoje é a Praça dos Leões no centro, vivendo de caça e pesca do rio perto e atento, filhos dos fazendeiros iam morar em Alcobaça, para matemática estudar; iam, por uns quatro anos aprender a contar, conhecer muito bem sobre as quatro operações, a leitura, fazer o nome e outros conhecimentos considerados no educar.

Jul02... RELATOS II... Por volta de 1950, quando, então prefeito de Alcobaça, com a mata em colunata, Antonio Ramos mandou fazera estrada ligando aquela cidade à Fazenda Cascata. Depois, então, o fazendeiro Joaquim Muniz Neto, o “Quinca Neto”, construiu uma estrada na base da enxada e enxadão; ligando a Fazenda Cascata ao Porto de Navios em Caravelas, que serviu por vários anos para o escoamento da produção de cacau e madeirada região. Época que o Instituto do Cacau da Bahia construiu todo aquele acervo que lhe servia; conservado e existente até hoje na fazenda Cascata em Teixeira de Freitas em “relíquia”. Bom começo para tudo que somos hoje em dia; um início ousado, trabalhoso, destemido e repleto de gente com muita ousadia.

Jul03... RELATOS III... Um transporte muito utilizado pelos moradores naqueles inícios de muita raça, era a canoa, pois a grande cidade da região era a bela e convidativa Alcobaça. Normalmente estas embarcações eram carregadas de arroz, farinha, café, mandioca, e outros produtos; e desciam pelo Rio Itanhém para serem vendidosna grande cidade com seus atributos; numa viagem que durava 2 dias de rio abaixo em natural conduto. Retornavam-se, estas canoas, carregadas de sal, açúcar, óleo, roupa e outras coisas mais, numa viagem de rio acima que durava até 5 dias num mínimo capaz. Às margens do rio que corria solene, os canoeiros dormiam o sono dos cansados, sob a armadura de telheiros bem simples, que sobre as canoas, eram montados.

Jul04... RELATOS IV... Diz quem sabe, que no local onde está hoje a Praça dos Leões, foi onde toda a história da cidade começou. Ali se foi povoando aos poucos com as chegadas dos moções, naquele lugar aos poucos, muito rapidamente, as famílias se juntaram, onde tudo se abancou. Nomes foram se somando, mesmo em pouco tempo naquele crescer frenético; foi-se chamando “Comércio dos Pretos” pela raça dos primeiros que chegaram, “Mandiocal” pela colheita dos primeiros que plantaram, “Perna Aberta” pelos caminhos que os primeiros apontaram, “Tira Banha” pela criação que os primeiros cultivaram e “Arrepiado” pelo tipo de mata que os primeiros desbravaram. Não foi em vão ou sem sentido, qualquer dos nomes que os primeiros fomentaram.

Jul05... RELATOS V... Do “Comércio dos Pretos” foram nascendo acessos para localidades mais antigas e prosas;lugares avizinhadoscomo Barcelona e Santa Luzia de Nova Viçosa; estradas feitas por Eleosíbio Cunha. construtor que,a serviço do DERBA, à região,chegou. Ele bem contou com a colaboração de homens influentes na comunidade, os madeireiros Chico D’água, Manoel de Etelvina, Hemenegildo Félix de Almeida e Júlio José de Oliveira, primeiros moradores da localidade. Assim formava-se o lugarpelo grande volume de madeira de lei existente na região, o que proporcionou de muitas casas, a construção; povoado, que logo foi denominado de São José de Itanhém, por ficar próximo à margem esquerda do rio com o mesmo nome, nestas paragens que parecia ser de ninguém.

Jul06... RELATOS VI... Os jovens entre aqueles antigos moradores, por volta de 1952, neste cantão, casavam-se no distrito de Helvécia, porque só lá havia padre e cartório na região. As moças e os rapazes conheciam seus consortes enamorados à felicidade, quando tinham que ir a um ou outro canto, uma ou outra festa, um ou outro evento fora da comunidade. Para o trabalho no comércio desta juventude, neste tempo, comprava-se, entre outras coisas, porcos em Joerana, por exemplo, e gastava-se um dia inteiro para tocar os animais até a localidade, como tropeiro. Depois de crescidos e bem pesados, os animais tinham que ser levados para outras paragens, onde eram vendidos, abatidos e comercializados; favorecendo os ganhos e melhoramentos de todos, favorecendo o lugarejo ser apreciado nestas passagens.

Jul07... RELATOS VII... Quem estuda Teixeira, nos primórdios de seus tempos no nada, onde nada havia, a não ser o tudo que homens de bem, galhardos conquistadores, soçobravam em suas desbravadoras biografias; tem que buscar nas vivências e relatos de várias famílias de negros afro-descendentes; entre os pioneiros no povoamento, pela na década de 1960; o que viveram, o que foram, o que sonharam em suas mentes; como brigaram com tudo e com todos, como sobreviveram a tais lutas que não foram tão lentas. Na história triunfante de nossa terra, e de nossa gente, de todos os chames que tivemos e nos foi influente, o “Comércio dos Pretos” é quem mais denota a nossa historíola recente; são marcas profundas em nossa cultura, em nossa mentalidade e em nossa vida presente.

Jul08... RELATOS VIII... Notícias breves dão conta que, em Teixeira de Freitas, o cemitério primeiro foi criado em 1950, na região onde hoje é o Posto Pioneiro.Também conta que em 1955, chegou, a mando do governador da Bahia, o primeiro delegado na pequena comunidade, mesmo que precisar, não parecia; pois só 7 anos depois, quando nada grave aconteceu, em 1962, é que este delegado, lavrou seu primeiro auto infracional pela morte de um homem que foi vítima de um sério atentado criminal. Conta também, que em 1964, no ano do golpe chamado Revolução, o DERBA em muito ampliou suas ações com estradas e rodagens por nossa região, para que de 1965 a 1971, construísse a rodovia nacional da BR-101. Teixeira que já era nascida, agora adolescente já figura como cidade crescente, importante para toda uma nação.

Jul09... RELATOS IX... Outras notícias breves, também dão conta que nos inícios de Teixeira, numa disposição missionária e genérica, as missas religiosas iniciaram a acontecer na sede da fazenda Nova América; às margens do Rio Itanhém, onde hoje se conhece como Prainha, lugar de banho de todos que parece não pertencer a ninguém. O Frei Olavo e o Frei Simão, de canoa, vinham de Alcobaça com a necessária religião; algum tempo depois é que passaram a vir montados sobre o lombo de cavalos para celebrar a missa do Cristo em Sua paixão. Contam também, que em 1958, em 14 de abril, já na capela de São Pedro, no Comércio dos Pretos, onde o povoado surgiu, é que foi celebrado o primeiro casamento da comunidade, o matrimônio de Aurelino José de Oliveira e Isaura Matias de Jesus que deu, aos moradores, um ambiente propício de cidade.

Jul10... RELATOS X... Mais notícias breves nos dizem que pelos anos de 1965, se viajava até Juerana, o que era bem bacana, no dorso de um animal ou mais;lá se embarcava no Trem de Linha, sobre a Estrada de Ferro Mamãe África e seguia até Teófilo-Otoni, em Minas Gerais. Normalmente a viagem era feita para se comprar mercadorias como sapatos, roupas, agulhas, botões, linhas e etcétera e tal; se trazia tudo, pelo mesmo caminho e rota visando se revender no povoado do Mandiocal. Nesta ocasião a comunidade já estava a se fazer crescer; já haviam cerca de 25 residências de famílias entre amigos, vizinhos, desbravadores que na mata aprenderam a conviver. As casas foram construídasafastadas umas das outras em distâncias bem genéricas; hoje os locais delas são conhecidos por Praça dos Leões, bairro Vila Vargas e o bairro Nova América.

Jul11... RELATOS XI... Mais notícias breves ainda, afirmam que, logo depois da sua chegado, o DERBA trouxe de Salvador, e no povoado deu entrada: Maria Ely Cerqueira e Marlene Câmara as professoras;vieram para que lecionassem à criançada do povoado, sendo-lhes do saber as precursoras.Assumiram uma escolinha improvisada,onde hoje é o bairro Teixeirinha no local que funciona a EMBASA. Estas profissionais, a seu tempo, e naqueles ventos, foram as primeiras professoras, com seus intentos, de todo mundo que na época estudava;ecom as suas formações em magistério, formas e conteúdos, uma toda geração se moldava. Foi assim, com ótimo alicerce que nossa cidade foi brotando com a melhor credibilidade, e entre as muitas gratidões que nossa gente tem, uma é a estas mulheres determinadas que se deram por nossa comunidade.

Jul12... RELATOS XII... Contam, também, sobre junho de 1960, as boas línguas, do que está inscrito: que aqui chegou um grande fazendeiro da cidade de Itapetinga, por nome Manoel Cardoso Neto, o “Nelito”. Chegou entusiasmado como mais um, dos muitos, desbravador, e aqui, bem recebido por todos, com seu muito ardor, comprou terras depois de muito negociar;tornou-se dono de muitos alqueires de fazenda, justamente onde hoje estão os bairros Nova América, Castelinho e Caminho do Mar. Queria investir mais, e com a chancela de Lomanto Júnior, o então da Bahia, governador, montou uma charqueada que promoveu empregos, produção, progresso e, no povo, o próprio valor. Ele foi, também, um dos incentivadores de mais serrarias a chegar, época que foram extraídas dessas áreas muita madeira da espécie Peroba e Jacarandá.

Jul13... RELATOS XIII... De alguns dos muitos desbravadores temos como lembrar de suas ações feitas, mas o povoado crescente, hoje, se chama grande cidade de Teixeira de Freitas. Esta sua denominação foi conclamada em homenagem a Mário Augusto Teixeira de Freitas, ilustre baiano; nascido em 31 de março de 1890 na cidade de São Francisco do Conde se não me engano. Falecido em 22 de fevereiro de 1956 na cidade do Rio de Janeiro, depois de tanta importância, tanto serviço, promovendo um Brasil mais ordeiro. Foi o estatístico brasileiro que fundou o Instituto Nacional de Estatística, órgão que já começou fundamental para o país se conhecer melhor, com a melhor da balística;órgão que em 1938, o nome foi mudado, chama-se Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, que tem mudando o país para um Brasil bem estudado.

Jul14... RELATOS XIV... O baiano Mário Augusto Teixeira de Freitas, jovem destemido, formou-se em Direito em 1908, mas já se mostrava interessado no mundo político assumido. Se destacou, em sua época,no país, como um dos mais expressivos, pensadores de requinte; em um período marcado por expoentes saídos de movimentos modernistas e revolucionários dos anos 20. Contemporâneo de nomes como Alceu Amoroso Lima, Gilberto Freire, Azevedo Amaral e Oliveira Viana, contribuiu seriamente com a intelectualidade nacional, contra a politicagem, no seu tempo, encomendada e leviana. O seu pensamento teve como marca, ainda mesmo no futuro, a abrangência da reflexão teórica e científica; bem como a eficácia da intervenção no sistema político, administrativo, social, técnico e científico do país, tirando o povo da acomodação pacífica.

Jul15... RELATOS XV... O nome para o povoado, como homenagem ao recém-falecido baiano intelectual, ocorreu porque o governo da Bahia achou por bem prestar-lhe uma homenagem póstuma a este nome nacional. Paralelo a isto, os chefes das agências de estatísticas, distribuídos pela Bahia, haviam recebido ordens da direção central do IBGE, no sentido de propor junto aos prefeitos de cada município baiano que fosse dado o nome de Teixeira de Freitas a um logradouro importante qualquer. Assim, num canto muito rosco, um nome que não tinha nada a ver conosco, nada a ver com nossa história, de uma forma muito simplória, não só passou a fazer parte do nosso rico existir, mas clareou nossos horizontes, nos fazendo ver que não somos locais, nem regionais, somos nacionais; temos um papel fundamental para o desenvolvimento deste país

Jul16... RELATOS XVI... Eis que em 1957, no início do ano, então; quando nosso povoado já se fazia interessante e relativamente significativo à região; o chefe da agência de estatísticas na querida Alcobaça-lendária, Miguel Geraldo Farias Pires, homem forte de uma visão política extraordinária; atendeu,em caráter oficial, determinações emanadas da Inspetoria do IBGE no Estado; solicitou à Prefeitura e Câmara daquelacidade a homenagem póstuma a um imortal baiano muito bem avaliado.Mário Augusto Teixeira de Freitas, brasileiro digno de honras até de nações amigas além, como o melhor nome indicado ao crescente Povoado de São José de Itanhém. Esta proposta foi bem aceita, sem ressalvas, pelo Executivo e Legislativo do momento, o nome “Teixeira de Freitas”, oficialmente, tornou-se o nome da nossa gente ordeira, da nossa história e alento.

Jul17... RELATOS XVII... Oalforriar do município, numa festa cívica e de envolvimento com toda a gente do lugar, juntou forças as mais variadas, as mais destacadas e as mais mobilizadoras que se podia, na época, comungar; foi estabelecida, assim,a Lei 4.452 de 9 de maio de 1985 numa social convulsão; quando se concretizou, para a alegria de todos, num comemorar inesquecível, a tão esperada emancipação. A instalação de Teixeira de Freitas se deu em 1º de janeiro de 1986, tendo o chefe político Temóteo Alves de Brito sido empossado como primeiro prefeito do município com muita honradez. Após longa caminhada na liderança política pela emancipação de nosso gostoso e crescente lugar, foi, depois, eleito pelo voto direto do povo, administrador com a prudente, diplomata e previdente sabedoria que sempre lhe é peculiar.

Jul18... RELATOS XVIII... Na época da festa jurídica, politica e civil da emancipação de Teixeira de Freitas, a nossa terra sem igual; homens constituídos politicamente tomara a frente para a formulação deste tão esperado trunfo social. Um foi o vice-prefeito de Alcobaça, Gilson Roque do Nascimento com toda sua simpática sensatez;o outro foi o presidente da Câmara, Permindio Muniz Bomfim, gente de caráter e altivez; outro foi o vereador Gessé Inácio do Nascimento, a quem se devota a melhor intrepidez; e, por último, entre outros mais, foi Pedro Guerra e José Militão Guerra com seu melhor exemplo de honradez. Estes tantos encabeçaram, de um jeito ou outro, o projeto de Lei da emancipação de Teixeira de Freitas. A eles, com o melhor do nosso respeito varonil, devemos um momento histórico e singular, da nossa existência na história do Brasil.

Jul19... RELATOS XIX... A história da cidade de Teixeira de Freitas, embora recente, guarda aspectos pitorescos e valiosos que auxiliam a analisar a situação socioeconômica atual no município. Vários destes aspectos são relatados pelo seus mais antigos moradores, que testemunharam muitos deles deste o princípio. Entre eles o fato de que em 1965 e 66 já existiam vários núcleos ou futuros bairros, que, embora vizinhos, eram de municípios diferentes: Vila Vargas, Jerusalém, São Lourenço e o povoado Duque de Caxias, que do município de Caravelas, eram pertencentes. Monte Castelo, Bairro da Lagoa e o bairro Wilson Brito (também chamado Buraquinho), de Alcobaça eram remanescentes. Assim, Teixeira de Freitas foi criado com o desmembramento de terras destas duas cidades; pedacinhos de cada uma vieram fomentar virtudes em nossa unidade.

Jul20... RELATOS XX... Devido ao bifurcamento das estradas de rodagem para Alcobaça e para Água Fria, hoje cidade de Medeiros Neto, o povoado de São José de Itanhém era conhecido popularmente como “Perna Aberta”, bom lugar de muito e fraternal afeto. Hoje no centro de Teixeira de Freitas, as antigas rodagens estão localizadas na Avenida Marechal Castelo Branco e a rua Princesa Isabel, fazem junção na esquina em frente ao Bradesco, na antiga Casa Barbosa, dali chegavam e iam todos que, de um jeito ou outro traziam, rescaldo daquela economia fogosa. Outra estrada, neste mesmo ronco progressista em nossa prosa, é a que ligava o povoado ao porto de Santa Luzia, no município de Nova Viçosa, a qual foi dainiciativa da firma madeireira Eleosíbio Cunha, sua construção;Teixeira de Freitas sempre foi um entroncamento de boas amizades na região.

Jul21... RELATOS XXI... Com um pujante comércio de madeira de lei, o povoado se desenvolveu bastante de forma varonil, provocando a imigração de comerciantes, de agricultores e de pecuaristas de outras regiões do Estado e do Brasil; entre estes chegantes, inclui-se os Senhores Alcenor Barbosa e Hegberto Rabelo Pina, valorosos homens cuja vinda e presença, nos enriqueceu, como a história nos afirma. Mesmo com as limitações daqueles momentos, sem contar com qualquer infra-estrutura comovias de acessos razoáveis e energia elétrica inicialmente ideal, o povoado atraiu contingentes migratórios consideráveis em tamanho e qualidade social. Assim, pelos anos de 1980, Teixeira de Freitas já era um expressivo centro regional, com mais de 60 mil habitantes, sem ainda ser emancipado na política estadual.

Jul22... RELATOS XXII... Até a década de 70, não faz tanto tempo assim,como enorme povoado perdido na Mata Atlântica, naquela mata do que ainda tinha no interior baiano, mata do que resta do que a natureza ainda planta;Teixeira de Freias era apenas uma grata referência para os seus próprios e muitos moradores no local, ocasião em que a localidade, mesmo tendo um nome reconhecido, era ainda apelidada de “Mandiocal”.A constituição do município é muito recente, sua organização política é muito particular, porém até há pouco tempo, 1986, o núcleo urbano possuía uma situação muito singular. Em comparação com outras cidades, mesmo em nossa região, a nossa biografia é diferente, ela é feita com muita paixão; os homens e famílias que nossa contingência atraiu, são marcas profundas que nossa história fantasiosamente construiu

Jul23... RELATOS XXIII... Antes de sua rápida, crescente e significativa emancipação, o território de Teixeira de Freitas era divido, quase igualmente, entre dois magníficos municípios, em sua administrativa subordinação. A vila que já nascia grande, que atualmente deu origem à nossa cidade e que gerou tantas querelas, estava localizava exatamente na linha divisória entre os municípios de Alcobaça e Caravelas. Poeticamente, isto nos fazia um povo ordeiro e bonzinho, de tal modo que algumas ruas estavam em um município e outras no seu vizinho; uns bairros estavam em um município e outros no seu juntinho; algumas famílias estavam em um município e outras no seu chegadinho. Com esta proximidade histórica e bem faceja, a cidade se formou, ela se contornou, criou um jeito singular de crescer, progredir, atrair e todo mundo se cuidar, cuidando de si.

Jul24... RELATOS XXIV... Antes de sua emancipação, Teixeira sofria suas naturais limitações de povoado; por não ter um acompanhamento mais de perto, por não ter uma organização planejada, por estar com crescimento desenfreado e instaurado. Alcobaça dispensava uma atenção pouco maior que Caravelas, ao povoado em desenvolvimento; diante da simplicidade da organização administrativa e a pouca importância que a Vila de Teixeira de Freitas tinha no momento.O povoamento não possuía nenhum mecanismo legal e constante para o acompanhamento e a fiscalização sobre o que e como se construía; não havia um aparato legal e constante para se formalizar a normatização da lei, no tudo que por aqui se fazia. Assim o núcleo urbano ia se estendendo, se expandindo, de muitas formas, desorientado; era o progresso que vinha, todo desatinado.

Jul25... RELATOS XXV... A partir da movimentada década de 70, com a construção impulsionadora da rodovia BR-101, numa disposição que só o progresso ostenta, numa ousadia que não reconhece obstáculo nenhum, e, também, num movimento que já havia se iniciado alguns anos antes com muito pouca intensidade, a mata foi sendo derrubada sem nenhuma animosidade e substituída por pastagens, conforme os chegantes criadores vinham em suas capacidades. Inicialmente, a partir de meados dos anos sescentanos, num processo mais lento e invisível, chegaram os criadores do interior baiano. Assim, com portas já abertas pela rodovia, vieram imediatamente os criadores mineiros; junto a estes, os capixabas madeireiros; que, numa conjugação de interesses, intensificaram a tomada da mata, foram mudando o espaço teixeirense inteiro.

Jul26... RELATOS XXVI... Final dos anos 60 com suas culturas e manias, até meados dos anos 70, é o tempo da chegada paulatina das serrarias. Considera-se que estas chegadas naquele tempo foi decisiva e contorneadora do grande aumento verificado no contextualizado movimento da já dinâmica região; e reforçou a tendência de todo o comercio, em sua exuberante expansão. Entendia-se que, em nossa terra, o solo se mostrava adequado para a agricultura, e nesta postura o povoado se fazia exportador de madeira, plantios e carne bovina. A fase econômica do “milagre brasileiro”, no início da década, promoveu a expansão do mercado consumidor no sul do país, e, nesta matriz, Teixeira, em seu ávido progresso, passa a atrair migrantes agricultores e empresas cooperativas, sedentos de produção e lucro rápido, no abastecimento daquele processo.

Jul27... RELATOS XXVII... Durante os anos 70, muitas condições favoráveis se acumulavam a favor de nossa Teixeira, a nossa gente, por aqueles tempos, poderia ser chamada de “empreendeira”. O beneficiamento da madeira nativa, a pujante agricultura produtiva, um mercado certo e comprador, nas pastagens um bom gado reprodutor e a rodovia abrindo as portas ao migrante ávido de oportunidades, aceleram o crescimento do povoado com várias agilidades. Sem emancipação, Teixeira estava ainda na vinculação Político-administrativo de Alcobaça e Caravelas; naquele momento de desprendimento em suas trelas, o povoamento se erguia para uma posição ascendente, marca que lhe caracteriza até os dias presentes, fazendo-lhe atrativa, aguerrida, um lugar gostoso de se viver, um lar pomposo para se trabalhar com muito estilo para crescer.

Jul28... RELATOS XXVIII... A nossa cidade de Teixeira de Freitas tem se notabilizada em seu canteiro, atualmente se destaca com promissora expansão no bom nordeste brasileiro. Seu grande crescimento econômico no fazendo uma locomotiva regional, vê-se principalmente, sem esforço, no crescer do seu pólo comercial. Da mesma forma, para qualquer observador, a princípio; vê-se todo vigor de sua importância, no aquecimento constante da construção civil no município. Há outros aspectos se concretizando na vida econômica desta belezura de cidade, um pólo moveleiro e um comércio vivo em competitividade, um forte e “orgulhante” polo educacional, e uma poderosa agricultura exportadora sem igual. Temos todos os motivos para onde chegamos estar, e já temos todos muitos mais motivos para chegarmos aonde haveremos de chegar

Jul29... RELATOS XXIX... Como acontece por todos os cantos na vida da Bahia, em Teixeira o ano todo, por tudo, é muita festa, é festa, por qualquer motivo, todo o dia. Nestes anos que já se passaram, a festa de maior tradição do calendário anual é a festança em homenagem ao aniversário da emancipação; ele sempre acontece em Maio, e para esta data todos esperam grande comemoração. Uma outra que faz parte do calendário de todos, que já é muito tradicional; a Exposição Agropecuária que sempre dá graça e encanto a nossa gente, no circuito nacional. Outra festa que parece vai dar o que falar e fazer, nestes próximos anos que hão de vir, é a festa da melancia, ao gosto que a maioria aprecia, um tempo de todos, a economia municipal, conhecer e sentir. Assim é Teixeira, uma linda baiana, que por todo o ano tem motivo bacana de ser sem igual.

Jul30... RELATOS XXX... Teixeira de Freitas, nosso torrão natal, é a maior cidade do extremo sul da Bahia, em todo sentido real. É tida, pelos mais entendidos, como a capital dessa região administrativa e fecunda, com mais de 160 mil habitantes com muito progresso que os circunda. Ladeada prazeirosamente, e disto tirando muito proveito, por 13 municípios que formam um gracioso laço estreito. Avizinhada, também, como por encanto, pelas regiões nordeste das Minas Gerais e o extremo-norte do Espírito Santo. A nossa querida cidade é reconhecida como o maior pólo comercial, é quem dá forma e crescimento a esse triângulo mesorregional. Entretanto é o 15º maior território do extremo sul, da Bahia e do Brasil, as paisagens mais belas; com uma área de apenas 1.154 km² desmembrado dos municípios de Alcobaça, 68%; e 32% de Caravelas.

Jul31... RELATOS XXXI... Teixeira de Freitas é uma história, uma longa história, uma rica história; os relatos se somam e contam muitas coisas, inclusive a economia, a convivência e a vida migratória. Os que aqui chegaram, os que aqui nasceram, os que aqui passaram, todos têm um mavioso encanto a contar sobre o que por aqui viveram e os impactaram. Em cada vida, em cada jeito, em cada maneira de olhar, há uma história, há um relato, há um novo encanto a se pronunciar; e, assim, é Teixeira, a nossa gostosa cidade querida, essa doce e singular beleza que facilmente nos é a preferida, e, com seu jeito feminino e sedutor, nos faz sempre cada vez mais sonhador; um desejo que nutre todas as almas que por aqui vivem, que por aqui se incidem, gente atraída pelos encantos de nossa gente e que por aqui se dão e convivem. Isso tudo nos fazem Teixeira de Freitas.

POPULAÇÃO - 2014



Jun01... POPULAÇÃO I...Tem tudo para ser sempre muito amada... Foi no início da década de cinquenta, na vida às espreitas, chegaram os primeiros habitantes ao local onde mais tarde seria a nossa Teixeira de Freitas. Traziam um coração cheio de esperanças, cheio de ansiedade, nas instâncias daqueles tempos assumidos, volviam-se em deslumbres de bonanças, ataviados de bondades e confrontos com seus talentos consumidos. Naqueles tempos abstrusos, quase que embrenhando-se pelas matas de madeiras de toda lei, nossos primeiros habitantes intrusos, forjavam uma bela história de conquistadores que hoje nos enchem de orgulho de grei. O tempo foi e sempre será nosso melhor companheiro, a garota Teixeira nunca poderá reclamar disto; o povo sempre é guerreiro, o povo sempre é quisto.

Jun02... POPULAÇÃO II... Na época na origem em seu encaminhamento, destacava-se entre os nobres já moradores, o senhor Servídio Nascimento. Em seu espírito aventureiro, em sua alma determinada, um dos primeiros entre os pioneiros, um ansioso de morar e crescer nesta que se tornaria sua terra amada. Dele, como rama prolongada de seu amor e determinação, como se fosse ele próprio, derramando seu próprio coração, nasce um dos vereadores mais presentes neste fausto lenimento, filho que haveria de participar do progresso de nossa gente, dele nasceu o respeitado, homem de bem, Osair Nascimento.

Jun03... POPULAÇÃO III... Aurelino José de Oliveira, outro nome entre os chegantes, outro homem valente por estas beiras. Chegou como quem não queria nada, mas muito claramente demonstrando espírito guerreiro e conquistador, veio construir uma vida que lhe fosse amada. Não veio só para a família sustentar com seu braço e determinação, não foi só isto que lhe fez introduzir-se nas matas e vir a este lugar, trouxe consigo um determinismo poético no coração, trouxe uma vontade feroz e contagiante de crescer em trabalhar. Hoje é um dos nomes que marcam o início de tudo, um dos bravos que nos faz cidade pra rir e cantar.

Jun04... POPULAÇÃO IV... José Félix de Freitas Correia, chegante também, nome entre os valentes de sangue na veia, chegante que veio de longe para nos fazer bem. Destemido como todos que a natureza exigia dos que vinham, outro que deixara tudo e todos de suas origens, vieram para construir a terra e a cidade que hoje o orgulho e a felicidade nos aninham. Trouxe algumas riquezas e tudo investiu na compra de terras, trabalhos e sonhos; empenhou sua família no progresso do lugar e da gente que convivia; pagou sem medida para ver um povoado risonho; foi e hoje é um dos nomes fundamentais para uma Teixeira de Freitas que com outros convivia.

Jun05... POPULAÇÃO V... Hermenegildo Félix de Almeida, “desbravador de matas” é como se torna conhecido, deixou das cidades a seda, para abrir à vida, um caminho no capão entenebrecido. Foi um dos primeiros, embora tenha chegado algum tempo depois, veio abrindo espaços inteiros, veio usando a força e a vontade de dois. Chegou, mudou, transformou, construiu; o desbravador mostrou o que nossa terra e nossa gente se tornou e lhe atribuiu. Sua lembrança está espalhada por todos os lados, e como os demais iniciantes, seu nome está pelas ruas e alambrados. Não tem sido esquecido, não se consegue desmemorizar a vida, a vontade deste homem e seus atados.

Jun06... POPULAÇÃO VI... Júlio José de Oliveira, o conhecido Júlio Rico de Itanhém, outro desbravador que se juntou às nossas origens, outro que nos trouxe a coragem, o determinismo e a paixão também. Outro que veio abrir espaços de moradia, dentro do seio da mata fechada; trouxe braços fortes para o machado que havia, trouxe mais gente para morar na mata embrenhada. Alçou voos que direcionaram a história da gente que aqui se juntava, calçou entoos que impulsionaram a vitória de repente que por aqui se murava. Um dos homens que tem tudo a ver com esta terra, este povo, todas as nossas lembranças; homem que tem tudo a ver com nossas bairranças.

Jun07... POPULAÇÃO VII... “e, mais tarde, Joel Antunes chegou”, nos diz os melhores relatos que podemos juntar; mais um dos primeiros que se importou, mais um dos primeiros que veio sonhar. Tudo era favorável para homens de garra como os que aqui acampavam, a muita chuva, a muita lama, a muita mata, as muitas limitações não soavam lamúrias para estes valorosos que se achegavam. Teixeira atraia, de uma forma ou outra, num canto ou outro, e os valentes se norteavam a estas paragens sem fim, de onde quer que estivessem, seus olhos se voltavam para cá e todos traziam-se assim. Não mudou, muitos joéis de longe continuam se encontrando por aqui.

Jun08... POPULAÇÃO VIII... Um outro também é iniciador, embora tenha chegado mais tarde, Manoel de Etelvina, outro desbravador, outro que chega sema alarde. Chegou como quem não queria nada, mais um que veio começar o já começado povoado; juntou-se aos outros com disposição endiabrada (no melhor do bom sentido, claro), juntou-se aos da galeria que por nós são muito amados. Veio ser mais um exemplo de determinação e calor de alma, veio ser mais um exemplo de homem do destino que chega para construir esperanças; tornou-se um patrimônio de nossa história em palma, tornou-se um nosso herói que nossa gente gentil, que em si mesmo, alcança.

Jun09... POPULAÇÃO IX... Dos até aqui ditos, e outros nomes de nossas origens, seguindo uma natural tradição; até na legislatura passada, a Câmara Municipal sempre tinha um fundador em seu quadro de eleição; o que engrandecia o extraordinário povo teixeirense, o que nos retornava ao nosso digno embrião. Homens reconhecidos por suas presenças, suas lutas e ousadias que nos construíram; homens de vidas referências, vultas e maestria que muito, por todos nós contribuíram. Fundaram Teixeira, participaram convulsivamente pelo crescimento deste lugar; foram eleitos e politicamente abriram estribeiras; continuaram cidadãos disponíveis a progressos se galgar.

Jun10... POPULAÇÃO X... Atualmente a Câmara de Vereadores não seguiu sua tradição, não foram eleitos homens que participaram do baldrame de nossa gente; desta feita os votos populares não escolheram desbravadores de nosso rincão. O belo e significativo costume de trazer as origens às decisões, de promover os matizes ao centro do poder atual, foi rompido tirando a luminosidade dos nossos brasões, tirando da história o que a história teria com seu toque pessoal. Mas Teixeira é maior que isto, sabe superar muito bem tudo isto, ainda assim, sabe ser a bela que em seu desfile de encanto, por todos, visto; se encarrega de seguir em frente com seu povo bem quisto.

Jun11... POPULAÇÃO XI...Há quem afirme que inicialmente, a localidade recebeu o nome de “Arrepiado”, ou “Ripiado” para os chegantes; outros garantem que primeiro houve o chamado de “Perna Aberta” pela bifurcação que o lugar oferecia aos passantes; um nome ou outro, Teixeira emergia para chegar a “Bananal”, a bela menina nascia para, também ser chamada de “Comércio dos Pretos” pelo seu próprio pessoal. Um nome ou outro, nossos começos nos fazem uma história de enlevos, rituais bem contados que imprimem vivências com muitos segredos; mistérios abertos a todos, com nada ter a esconder, mistérios conhecidos e divulgados que fazem em brilho, o nosso passado ser.

Jun12... POPULAÇÃO XII... Outros depoimentos afirmam que chegou um momento em que o pequeno povoado foi chamado de “São José de Itanhém”. Neste processo de ser visto, reconhecido, lembrado e amadurado, mais um nome para o pessoal do aquém. Já eram presenças instaladas nos cantos de dois municípios importantes na região da Bahia, já era um bom lugar para se morar, para trabalhar, para todo que queria; os nomes já se misturavam em um ou outro canto, até mesmo entre os poucos que habitavam nas belezas do lugar, não era importante para eles, nem fazia parte dos seus prantos; na verdade, não era nem importante, isto, um nome, para os que deveriam, para o futuro, tudo registrar

Jun13... POPULAÇÃO XIII... Conta-se, também, que somente em 1957 é que o povoado passou a ser chamado de Teixeira de Freitas. Um nome definitivo, inspirado numa personalidade definitiva, baseada numa instância instrutiva e que se respeita. A orgulhosa gente do lugar encheu-se do espírito emancipatório, como que tornou-se existente, de visibilidade política perfeita. A priori, um nome masculino, de um vulto de importância nacional; mas, na verdade, um nome feminino para uma garota que já nascia esbelta, destemida e fulgurante na história regional. Teixeira em verso, é melhor chamada de princesa, a bela donzela estonteante que a todos encanta com seu jeito de progresso.

Jun14... POPULAÇÃO XIV... Conta a história, que o município foi emancipado em 9 de maio de 1985, através da Lei n’ 4.452; conta a história que o município foi instalada em 1 de janeiro de 1986, com todos os seus aparatos depois. Teixeira tornou-se moça, quase um “debut” de maioridade; uma bela donzela, inteligente que só ela, surgindo no peito de um povo eufórico de felicidade. Sonhos e mais sonhos de cada um, da coletividade, e da própria Bahia; sonhos e sonhos que se fariam realidade na vida de uma comunidade que se firmava e sorria. Todos os otimismos eram a novel cidade, aquele dia de quinta feira, ou aquela quarta feira, o povoado era uma festa só... o povo era só Teixeira.

Jun15... POPULAÇÃO XV... Nesta emancipação, e para esta emancipação, o território do município foi constituído com a fusão de áreas de terras dos municípios de Alcobaça e Caravelas; um bom tanto de um lado, e outro bom tanto de outro lado, e estava estabelecido o território da nóvel cidade, o resultado político de algumas demandas e querelas. Teixeira não trouxe perdas a ninguém, naquele momento e no correr da história, sabe-se do ganho que todos têm tido com o nascer desta garota do além. Sonhos e disposição, do turismo ao coração, com mostras de suas riquezas, e descobertas de suas belezas, as cidades e toda a região, crescem aos embalos desta garota em seu alazão.

Jun16... POPULAÇÃO XVI... Uma vez que o povoado se localiza em áreas antes pertencentes aos dois municípios, e não somente isto veio formalizar o encanto de nossa gente, mas, também a pujança modelar das duas cidades berços do nosso princípio; junto com a forma exemplar dos, de outras terras, chegantes contentes. O que foi plantado nesta terra que “tudo dá”, como disse Cabral, vingou surpreendente com estatura invejável a todos os olhos, com estrutura sem igual; o que a terra que nos ficou fez florar, do povoado implantado em suas entranhas, reclama a riqueza da herança que recebemos no emancipar, inflama a destreza que nos alcança e que no aconchegante passado nos banha.

Jun17... POPULAÇÃO XVII... Há uns números que afirmam ser o território local de Teixeira de Freitas, uma área de 104.600 hectares. Pequena, muito pequena área para um coração tão grande, muito pequena área para uma alma que muitos sonhos abrange. Mas, veio depois, herdou o de outros, não tem o que reclamar; o que tem a fazer, tão somente, é se amar, se ajustar, se planejar, e com o pouco que tem se estruturar para ainda assim, continuar sempre crescendo como é o seu destino afim. Tem muitos espaços para continuar se desenvolvendo, para cima, para baixo, e principalmente, para dentro; neste coração enorme há muito o que ser explorado, muito espaço para o município crescer amparado.

Jun18... POPULAÇÃO XVIII... Os espaços de Teixeira, confronta-se ao Norte com o município de Prado, é um dos prazeres estar neste tempo e neste lugar, estar perto daquele município amado; ao Sul nos avizinhamos com uma de nossas mães ordeiras; com o município de Caravelas, pela afinidade, uma de nossas belezas costeiras. Somos gente muito rica, somos uma terra muito privilegiada, quem vem nos conhecer, logo fica; somos o melhor cantinho, no Estado, a sua enseada. Aos nossos lados estão cidades queridas, conglomerados culturais de farta beleza; caminhadas que nos são muito preferidas; somos um todo com variedades que nos fazem ímpares no cotidiano de nossa “lordeza”.

Jun19... POPULAÇÃO XIX... Ainda há outras ótimas companhias para nossa cidade, os espaços de Teixeira confronta-se ao Leste, com o município de Alcobaça, com gente que, com sua graça, sabe promover a felicidade; a Oeste, com o município de Medeiros Neto e, hoje em dia, com o de Vereda; uns, vizinhos trabalhadores e de muito afeto, e outros, gente de fino trato como a tênue seda. Eis a gostosa e profícua vizinhança de nossa terra, cidades encantadas, harmoniosas e de doce ardor; outras garotas de belezas ímpares numa região paradisíaca que “esberra”; outras garotas sedutoras e comoventes, que na ansiedade da gente, se fazem atraentes neste imenso jardim com toda variedade de flor.

Jun20... POPULAÇÃO XX... Nos seus preâmbulos eloquentes, a história reverencia: O município foi manumitido em maio de 1985. Com todos seus contos vertentes, uma nova história se evidencia, a região e o estado se envaidece em seu mais próspero recinto. A história formaliza esta nova história, todas as atenções se focam nesta esperança que brota; é um rasgo que se acampa na memória, um farto lagar que se amoldura no progresso da Bahia em sua rota. Emancipação para esta gente sonhadora e viril, não trouxe só benefícios aos seus currais e madeireiras; abriu com largura, brandura e candura, singulares oportunidades mil, às gentes vizinhas, regionais, e, até ao Estado e ao Brasil em suas fagueiras.

Jun21... POPULAÇÃO XXI... Dizem as boas línguas que, quando da mancipação, Teixeira de Freitas já possuía uma população estimada em 63 mil habitantes. Muita gente, muita gente de bem, muita gente de além que fazia com que esta novel cidade fosse, entre as demais, a mais bela de todas, em muitos sentidos, naquele instante. A garota de lisura sem par, despontava no cenário estadual e nacional, como alguém que deveria receber o máximo de atenção política e social, uma cidade empolgante. Era destino, pelo menos neste caso, nasceu uma estrela, a estrela que deveria nascer para, nesta constelação baiana, fazer frente ao progresso que a espera, ao progresso que lhe fará cidade contagiante.

Jun22... POPULAÇÃO XXII... No primeiro censo como município, em 1991, Teixeira pulou para 85 547 mil habitantes, mais de 20 mil de mais gente no sul, uma cidade que já nascia empolgada, entre as mais importantes. O crescimentos imediato já se igualava ao tamanho de algumas cidades vizinhas, era gente de todo canto, com todas as histórias, com todos os fomentos, era gente com tudo que era e com tudo que tinha. Uma voz real e poderosa, era nascida a voz de toda uma região; seus ecos alcançaram a Bahia, os estados vizinhos ouviram a mesma canção. O futuro já havia chegado, Teixeira tinha pressa em se apresentar; muitos chegavam também apressados, nossa cidade, logo, assumia o seu lugar.

Jun23... POPULAÇÃO XXIII... No censo de 2000 população de Teixeira de Freitas já era de 107.486 habitantes. Já não era mais uma cidade, mesmo que com tão pouco tempo de emancipação; era uma “megópolis” com muitas culturas consonantes; era um grande sonho concretizado em todo apaixonado coração. Na verdade, o conglomerado não crescia, já estava voando; em rápidas pinceladas a pequena garota se expandia, já era uma bela moça, na gíria, já “estava se achando”. Não se desenvolveu sozinha, não conseguiria ser egoísta nesta vasta e contagiante região; puxou progresso para todo mundo, ou no turismo, ou em negócios, ou outro ramo qualquer, toda vizinhança embelezou-se mais com a beleza do seu coração.

Jun24... POPULAÇÃO XXIV... Em seu apressado agigantar, em 2008, estima-se uma população de mais de 123 858 mil habitantes em Teixeira de Freitas. Muita gente, muita gente que se espreita, que se adorna de prestigiosa alegria. Em pouquíssimo tempo, já é uma das maiores cidades do Estado da Bahia. Suas notícias já chegam à capital, já vão longe, muito longe, já convivem no cenário nacional, já faz parte do Brasil que quer crescer. Pela BR 101 chegam viajantes a chover, chegam caravanas deles, chegam e se encontram na história da cidade em formação. Rapidamente se amalgamam ao mesmo sentimento coletivo, participam com felicidade, pelo desenvolvimento de toda uma cidade, se entranham no mesmo arrastão.

Jun25... POPULAÇÃO XXV... Atualmente, para esta cidade de empreendedores, o estimado para 2013, são 153.385 moradores, a partir do censo de 2010 que foi de 138.341 habitantes. O IBGE ainda informa que a área da unidade territorial é de um pouco mais de 1.160 quilômetros quadrados de belezas e simpatias constantes; e a densidade demográfica é de quase 119 pessoas por quilômetro quadrante. Teixeira de Freitas é tudo assim: um crescer inteligente, um espaço comovente, uma gostosura de ambiente para se viver, para se desenvolver, para amar este lugar e esta gente amável e contente, ser sempre mais um a se embebedar com toda esta história recente, cheia de heróis que chegaram, trabalharam, e se marcaram como gente da gente.

Jun26... POPULAÇÃO XXVI... Esses últimos números são buscados no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sobre Teixeira de Freitas. Nos números retratantes desta nossa terra, todo o obelisco visto e antevisto sobre quem somos e quem seremos com todas as letras. Nos reais e nas projeções o que temos e onde haveremos de chegar nestes próximos anos que já estão às espreitas. Está claro que nada pode estancar estes crescer, não há nada que possa barrar este nosso bem próximo triunfante alvorecer. Mãos dadas, união centrada, é a única coisa que precisamos para juntos vivermos bem, com felicidade, os próximos dias de grandeza que se reserva, sob a pena do destino, para todos nós que vivemos e amamos esta cidade.

Jun27... POPULAÇÃO XXVII... Dizem os registros sobre nossa terra e nossa gente, que há fatores essenciais para se saber uma projeção numa cidade como Teixeira: Alguns itens que na pesquisa devem tomar, das observações, toda a frente; itens que os pesquisadores devem ter ao dispor com muita convicção, para se chegar ao verdadeiro retrato, da melhor maneira. Os números que mostram nossa cidade, hoje, estão com base na singular taxa de crescimento em relação a todo país; também na taxa de mortalidade que nortea nosso cotidiano, por vezes, infeliz; também na grande e lisonjeira imigração que se tem verificado pelos anos; e, ainda, a migração dos que conhecem bem por aqui, e saem em buscam de melhoras em macambúzios enganos.

Jun28... POPULAÇÃO XXVIII... Um outro item muito considerado, quando se faz projeções numa, como a nossa, cidade; são as jovens mulheres entre a faixa etária de 16 a 32 anos de idade. Presume-se, nestas pesquisas, que numa terra bonita como a nossa, com mulheres tão bonitas quanto a nossa terra tem, um fator inesquecível é a fertilidade que ao crescimento de um povoado convém. As “baianeiras” entre nós, com as “baianabas” vindo após, está certa a pesquisa, está correta a projeção, não há como esquecer a fecundidade primaveril das teixeirenses em sedução. Mulheres lindas, com doçura, que fazem nossa gentebem linda como é; belezas que fazem nossas ruas se tornarem passarelas com desfiles diários da Teixeira que é mulher.

Jun29... POPULAÇÃO XXIX... Teixeira de Freitas, hoje é a maior cidade do extremo sul baiano, o maior encanto deste canto, onde o povo, de alguma forma, por todas as formas, vive “cantano”. Uma gostosura de lugar, um recanto que não tem como se igualar, um jeito que a natureza criou e nos enfiou, de muitas provas, por muitas trovas, para que fôssemos ainda mais felizes, e felizes fizéssemos tudo e todos ao nosso redor. Na verdade, Teixeira não é só uma cidade, é um jeito de vida, um estilo que convida os mais sábios a aqui ficarem, a neste lugar se fiarem, e aqui crescerem e fazê-la crescer; e aqui viverem e fazê-la viver, com todos os seus encantos de menina crescida que nos faz gente, gente aguerrida que só quer viver contente.

Jun30... POPULAÇÃO XXX... Tem tudo para ser sempre muito amada, essa é a nossa terra, esta é a nossa gente; mesmo de muito longe, somos uma cidade cantada, uma música que em amor se encerra, “lavror” que nos faz um só coração contente. Com seu caminhar apressado e feminino, com suas curvas de contorno definido; nosso retiro encarnado em sedução, é o brilho atraente de todos os olhos, é o perfume fragoroso de toda emoção. Teixeira de Freitas, essa menina deslumbrante, é o desenho perfeito e completo do que somos e do que gostamos, é a harmonia suave que a meiguice reflete deste povo cantante. Há muita alegria no cotidiano de todos nós, há toda uma Bahia ofegante, que de apaixonada, nos emerge de um folguedo atroz.

ORIGENS - 2014



Mai06... ORIGENS I... Teixeira de Freias tem muitas histórias em muitas de suas histórias fascinantes; e, que, neste tempo de celebrações, vale a pena relembrar, viver, sentir-se em todo o esmaecer de seus contos e cantos embriagantes. A “Enciclopédia dos Municípios”, obra editada em 1958 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatístico (IBGE), hoje, Fundação IBGE, no volume XX, descreve gostosamente frenética, em detalhes muito pitorescos, os municípios de Alcobaça e Caravelas em suas longevidades poéticas. Muitos fatos que vamos nos reportar, nesta festa de recordações, aqui e agora como antonte, a partir de amanhã, nos basearemos nesta fustigante e graciosa fonte. (Estamos indo juntos ao Jubileu de Pérola da nossa igreja e de nossa cidade)

Mai07... ORIGENS II... Alcobaça e Caravelas, uma ou outra, as duas tão belas, de cada uma destas histórias ordeiras, nasceu crianças que se tornou Teixeira. Mais do que nasceu como entendemos, nosso torrão foi desmembrado, como sabemos; e em todas as nossas essências nuas, inclusive territorial e cultural, somos integralmente elas duas. É claro que estes traumas necessários, não são felizes, não são de acordos, mas é o que acontece nas matizes; é assim que politicamente se nasce, ou mais que nasce. Ao mesmo tempo que temos dívidas imensuráveis com estas nossas vizinhas, temos orgulhos irrefutáveis por termos nascido de suas melhores vinhas; ao mesmo tempo que demos angústias neste desmembrar, oferecemos benefícios que muito se tem a comungar. Teixeira são elas, da junção de duas grandes, uma maior que as levam a existirem belas, muito belas. (Estamos indo juntos ao Jubileu de Pérola da nossa igreja e de nossa cidade)

Mai08... ORIGENS III... Especificamente, para os anos da década de cinquenta, em relação ao pequeno povoado que se tornaria Teixeira, não há, registros na “Enciclopédia dos Municípios” que se sustenta; e, à margem destes relatos estatísticos e históricos meticulosos, esta povoação se aglomerou sem o devido olhar minucioso. As gentes passaram a, por aqui, se encontrar; os vários cantos da Bahia e outros vizinhos itinerantes, passaram a formar um novo canto de alegria, que no correr dos tempos haveria de se tornar, da região, o canto dos cantos de quem bem sabia. Nesse afan frenético e compensador, gentes chamavam mais gentes, e até hoje, nesse futuro encantador, Teixeira se tem feito robusta cidade crescente.

Mai09... ORIGENS IV... Outra situação não registrada na Enciclopédia dos Municípios, é o crescer vertiginoso que esta povoação teve, desde o início que continuou tendo. Impressiona os mais distraídos dos leitores, o espantoso crescimento verificado no tempo, desta que sempre se mostrou vocacionada a princesa de sua região.Em menos de 30 anos, atingiria o número de quase 124 mil habitantes, segundo o último censo. Eis Teixeira de Freitas, eis ela, a nossa terra, que hoje aniversaria, que hoje completa mais um ano de existência como terra emancipada, mas muito cheia de encantos de suas duas mães terras. Hoje 29 e nove anos, e, não demora, seus trinta anos, seu Jubileu de Pérola, seu igual à nossa igreja, o mesmo tempo, a mesma companhia, a mesma vivência o mesmo tom de vida e importância a todos que delas se achegam para ser gente.

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Mai10... ORIGENS V... Em relação ao seu começo mavioso, as poesias rompantes das testemunhas ávidas com os encantos daqueles momentos, retratam o esplendor do humilde povoado, do rosco aglomerado casebril, formado inicialmente por famílias negras, gente de suave beleza rara, que em seus cotidianos sobreviventes rastaram estas terras de um lado para outro, rancaram munidos como feras, as madeiras de lei que mobiliaram muitas distancias deste país. Aquelas primeiras gentes ainda banham os contornos desta cidade, ainda estão presentes nos sonhos ousados de nossas felicidades. Teixeira de Freitas é negra, da raça valente e destemida, baiana, que é sutil, festeira e, por demais, meiga, meiga demais.

Mai11... ORGIENS VI... Nos começos desta povoação, conhecida às vezes pelo nome de “Mandiocal”, conhecida, as vezes, também, pelo nome de “Comércio dos Pretos”, Alcobaça e Caravelas testemunhavam, em seus limites territoriais, a formação desta que seria uma gente irrequieta e “progressível”. Das mandiocas e dos “pretos” que lhe emprestavam o nome do lugar agitado, Teixeira se manifestava ataviada de belezas nos mais variados aspectos que um lugar pode ter de belo, gente e como esta gente sobreviver. Era, realmente, um início, um significativo início de cores e verdumes assimilados, que já expandia força e futuro para todos os lados, herdando o lugar de disposição gigante para o amanhã que já se mostrava.

Mai12... ORIGENS VII... O aglomerado de gente estava lá, nos cantos de dois municípios, como que, esquecidos, somente lembrados pelos passantes, pelos itinerantes, os comboios de mulas que viajavam por estes caminhos ou lhes paravam para vender mantimentos que transportavam. Um comercinho que não apresentava perspectivas de crescimento. Quem por cá se inteirava, não conseguia ver futuro maior nos históricos daquela gente negra, saudável e corajosa, neste lugar de muita chuva, muita mata, muita distância e muita pobreza. Os primeiros que aqui chegaram não encontraram motivações contagiantes, na verdade, trouxeram e plantaram, por aqui, toda tenacidade frutificante para ficarem e atraírem outros mais.

Mai13... ORIGENS VIII... Eis Teixeira naqueles primeiros momentos, um cantinho erguido às margens de uma estrada aberta por firma de madeira, no meio da mata e ventos. Da volúpia carência de árvores de lei aos pagantes, entre a fartura que estas terras oferecia aos chegantes, o jeito de marcar território e domínios, os primeiros habitantes foram plantados, tudo em formas de condomínio. A terra estava sendo possuída, as matas estavam sendo abduzidas, nossa cidade estava sendo, gente por gente, construída. É disto tudo que Teixeira nasce e sempre se renasce, e a história se faz a melhor testemunha desta povoação, história que transformou de um nada, a cultura escultural de uma agente que é só coração.

MAIO14... ORIGENS IX... Num canto de dois municípios, as quatro primeiras barracas, feitas com pedaços de madeira, palhas e taipas; marcam o inicio da povoação, guardando pessoas e, também, por mesmos motivos, aguardando outras tantas muitas pessoas, para esta mesma embarcação. Tais buraras de conforto mínimo ou nenhum, “sacrilejava” a presença fumegante de almas, mas, porém, instigava a vinda de mais almas para a vida ascendente, comunitária. Daqueles quatro cantos familiares, Teixeira se tornava embrião, constava-se como semente de um povoado que se descobria em uma bela canção. Hoje, cercados de mansões, ou mesmo de outros tantos casebres, vislumbramos aquele passado, aquele início de presságios não breves.

Mai15... ORIGENS X... A Enciclopédia dos Municípios demonstra a origem da origem de nossa terra, de nossa cidade; o que havia, os “casebículos” existentes não chegavam a merecer a atenção dos estatísticos mais intransigentes. Nada fica mostrado por eles quanto àquele tempo inicial. Não há como ser considerada, nada se evidenciava sobre a cidade magnânima que veio a se tornar daquele canto imemorial. Como aquele, naqueles momentos, muitos sempre já existiram, e muitos e muitos existem; e, da mesma forma, são desprezados como estatística de algum lugar, por qualquer iniciativa que se registre. A precariedade do espaço, e a precariedade dos assentos, por causa da precariedade dos registradores intendentes, fazia a pequena povoação ser invisível, ser totalmente inexistente.

Mai19... ORIGENS XI... Não dar a devida atenção aos primeiros momentos do “Comércio dos Pretos”, até que se podia compreender, pelas quatro ou poucas “casiléias” que compunha o ligeiro povoado a lhe envolver; mas o grau de registro, da Enciclopédia dos Municípios, de maneira alguma pode ser classificado como rigoroso neste acontecido, pois nela há referencia de aglomeração que não passam de 30 habitantes, em outros cantos, na mesma época nos nossos esquecidos. Fato é, que nem assim Teixeira de Freiras teve cobrança, pssou desapercebida, não tinha nada que lhe valesse qualquer singela lembrança. Mas, também, fato é, que isto, e outros tantos istos não foram suficiente; para impedir que esta garota, em todo seu esplendor, viesse a se tornar a bela donzela que nos encanta hoje em nossos sonhos inoscentes.

Mai20... ORIGENS XII... Em sua estirpe, nossa garota Teixeira surgia e crescia despercebida pelo mundo que hoje a assiste; a “Bananal” de belo e contagiante futuro, é uma menina sem atrativos, esquecida e apagada num muro. Mas está lá, tem nascimento, engatinha como todos, por todos os cantos, tem tudo essencial para festejos de sonhos e encantos; ainda não dá para ver, mas será uma mulher de fascínios e espantos. O mundo perde por não ter olhos para quem já marca presença onde está, Alcobaça e Caravelas perdem por não ter olhos para a doçura, nelas, notar. O destino está preparando tudo para fazê-la a sedução de toda uma região, está moldando a natureza, a riqueza e toda a presteza nativas e chegantes, para torna-la a flor exuberante que num futuro breve será, na admiração de todos, o sonho mais feminino e aloucante.

Mai21... ORIGENS XIII... Esquecida sim, era o que se via, mas não precisaria de muito tempo para se destacar no mapa econômico da Bahia. O “Comércio dos Pretos” não ficou como era, cresceu, mudou de tudo quanto houvera. Do bebê sem graça, do gentil lugar embrenhado no matagal, estava a surgir uma grossante massa, uma menina moça polida em madrigal. Mais curto que o tempo apressado, muitos já volviam suas atenções para este nosso canto do Estado; a garota encantada mostrava sinais de sedução e labor, atraindo os caminhos de todos que buscavam cruzar-se em suas estradas de riquezas e sabor. Teixeira, nossa terra de valores e encantos mil, de maestria em ser ambiente de tolerâncias, convivências e de beleza sutil, tem sempre seus braços abertos, seus sorrisos contagiantes e atrativos, seus cativantes chamados ao Brasil.

Mai22... ORIGENS XIV... Não foi muito tempo para se vê o que vemos, em menos de uma geração uma cidade robusta e sonhadora tem sido o que temos. Transformou-se em um dos mais importantes aglomerados do Estado, muito difícil para se aceitar que em pouquíssimo tempo atrás não passava de um insignificante povoado. Esta é a nossa Teixeira, sua história, sua pressa, sua vontade de ser grande, um antes formado por gente bem brejeira. Somos nós, os que aqui nasceram, os que aqui chegaram, todos que aqui se estabeleceram, todos que com seu carinho e entrega, com Teixeira, por Teixeira, amaram, produziram e aqui cresceram.

Mai23... ORIGENS XV... É muito complicado acreditar no que ocorria nos registros estatísticos em derredor; por aqui estava Teixeira, “Bananal” como se queira chamar, até “Tirabanha”, nestas estradas de pó; não existia esta gente, não eram notados nos censos demográficos das décadas de 1960, 1970 e 1980, eram invisíveis, nada consta desse aglomerado de chegantes que hoje ostenta. Crescia esta menina de beleza singular, aos cantos de qualquer reconhecimento do seu existir e do seu perambular; mas crescia, tornava-se moça recatada pela natureza, mesmo aos olhos turvos de quem deveria notar, ela se fazia a própria singeleza, ela se fazia a cidade deslumbrante que hoje não se consegue deixar de amar.

Mai24... ORIGENS XVI... Entre as pujanças de duas cidades maduras, poéticas, belas e sadias, dividida entre os dois municípios de políticas seguras e ardias, a menina Teixeira se formava, dava sinais de futuro, se robustecia. Mesmo em suas tenras origens, quem a conhecia sempre encontrava um bom motivo para voltar, para estar com ela, sempre fazia de tudo para, com outros chegantes, se juntar e viver nela. De Caravelas e Alcobaça sempre muitos, de perto e de longe, muito mais, e gentes e famílias se chegavam, traziam muito e por outros muitos vinham atrás. A menina Teixeira prometia, e de muitas bandas, muitos aventureiros, ela atraia, e eles chegavam, e chegavam, e em pouco tempo, entre as duas cidades, todos eles se rendiam.

Mai25... ORIGENS XVII... Uma das coisas muito explícitas nos anais que a Enciclopédia dos Municípios conclama, nos números registrados naquelas informações sobre o nosso lugar inexistente; era que o nosso povoado gigante servia apenas para engordar a população do distrito da simpática Juerana, nos fazendo estatística inconsistente. A pesar das distâncias que nos avizinham do outro povoado já presente e reconhecido, era como se fôssemos do mesmo canto, da mesma história, enriquecidos; visíveis apenas como parte daqueles que nos amigam com seus encantos. Pecaram contra nós, pecaram contra nosso passado, no mínimo, nos fazendo pobres do que contar, no mínimo nos fazendo menores no que lembrar.

Mai26... ORIGENS XVIII... Eis o Bananal a crescer, esquecida e invisível, injustiçada em seus primórdios, lançadada à própria sorte irreversível. Não era, e o que conseguia ser, só alcançavam ver como parte distante de outro povoado que, junto, a abraça, Juerana, do município de Caravelas, e do distrito sede de Alcobaça. Teixeria, A bela menina gentil se fazia presente de muitas maneiras, até já campairava pelos comércios da região, mas, por motivos políticos ou outros, que se faziam falhos e às beiras, isolavam-na fazendo-na iniforme e sem significados em seu quinhão. Enquanto crescia era apagada, enquanto existia era desalmada, mas sua magnânime teimosia não lhe dava motivos para fraquejar em seu destino de estrela a contemplada.

Mai27... ORIGENS XIX... Um testemunho contra nossa história, nosso olhar à meninice de nosso rincão, nos registros oficiais sobre a gênese de nossa população; um dos censos demográficos, por exemplo, para Juerana, vila de pouco mais de 990 habitantes naqueles tempos, aparece com uma população rural de 28.244 habitantes naquele momento, enquanto Teixeira não existia para contagens significativas em seus assentamentos. Era assim, foi assim, e para tais contingentes, o grande povoado apareceu do nada em fim, de uma hora para outra, como que caídos do céu em gentes, ou em mudanças coletivas por si; queriam fazer crer que a garota Teixeira surgiu a encantar, pronta, bela, moça, deslumbrante como ninguém poderia nunca imaginar.

Mai28... ORIGENS XX... Outro testemunho contra nossa história, nosso olhar à meninice de nosso rincão, nos registros oficiais sobre a gênese de nossa população; um dos censos demográficos, por exemplo, para Alcobaça, a cidade boa, era de pouco mais de 3.500 habitantes, enquanto a população rural era superior a 30 mil pessoas. Teixeira esquecida, era somada a Juerana, e magnitava o tanta gente numa numeração pra lá de profana. Mas tudo bem, entre perdas e feridas, eis a povoação que cresceu, eis a garota aparecida que driblou os olhares distraídos e em progresso se converteu. Chega Teixeira aos quase trinta anos de emancipação, ainda uma adolescente cheia de mistérios, contemplos, esperanças e muito e doce coração.

Mai29... ORIGENS XXI... E, nasceu Teixeira, num cenário esquecido pelos olhos, apagado pelos registros que lhe beira; e hoje não podemos deslumbrar o nascer e o crescer desta moça elegante e feliz de ser. Mas, mesmo assim, é uma história cheia de informes; por ter sido como ontem, muitos ainda vivos testemunham tudo nos conformes. Um caso aqui, outro acolá, e a riqueza de detalhes inunda a história deste lugar. Somos uma gente marcada pela aventura, somos impetuosos e muito comedidos, somos sonhadores e férteis criaturas. Em pouco tempo chegamos, investimos, produzimos, e com tudo isto construímos uma cidade moderna e aconchegante; vindos de muitos cantos, hoje somos Teixeira de Freitas, uma cidade bela e empolgante.

Mai30... ORIGENS XXII... Em suas origens, Bananal, Comércio dos Pretos, Tirabanha, ou outro nome que os vários cantos tenham lhe dado, Teixeira nasce e se assanha, o povoado aparece no melhor canto que a natureza lhe tenha presenteado. Surgiu essa gente simpática, com todos os dotes possíveis para ser sempre muito amada; com todos os atrativos sedutores para no início e no seu futuro profíquo, continuar muito, de muitos, namorada. Se destino há, não há como ter dúvida da exuberância que se reserva para esta cidade querida; não há como ter dúvida da fragrância que se enerva nesta felicidade remida, chamada Teixeira, que hoje, então, mulher de beleza singela, é fantasia de sonhos sonhados, em seus muitos filhos, em cada coração.

Mai31... ORIGENS XXIII... Disto tudo que já relembramos, está muito de tudo que nossa Teixeira foi e é, esta a marcha silenciosa e altaneira que participamos, está o jeito atrevido desta terra encantada ser mulher. É claro que há muito mais a se rememorar, há muito mais a se recompor nos registros de nossa gente, há filhos nativos que viram e ouviram muito deste contar, e que hoje são testemunhas vivas e surpresas que, contando, sabem nos fazer um povo contente. Em poucos anos de vida, que nossa história tem para se celebrar, muitos e muitos livros não seriam capazes de atender; se todos os detalhes e fatos vividos por aqui fossem em opúsculos enletrar, nunca se poderia, o quanto possível de páginas, um exímio escritor, mesmo em sonho, prever.

INTRODUÇÃO - 2014

Mai01... Tem tudo para ser sempre muito amada... Esta é a Teixeira que conheço, que tenho em mim, que me é achada; um presente que entrou em minha vida, que marcou a minha lida, tem me feito crescer, uma jovem bela, muito bela adormecida. Com seus encantos em vários sotaques, com seus acantos de várias culturas e fraques, faz-se a face mais atraente e encantadora, uma menina-moça cheia de charmes, uma garota sedutora. Tem tudo para ser sempre muito amada, uma cidade de gente cativante e animada, uma belezura de sonhos que chama a todos à ternura ideada.
Mai02... Tem tudo para ser sempre muito amada... É assim que Teixeira se mostra em meus sonhos, é assim que se mostra no meu cotidiano e “monhos”. Todo dia, a cada dia, com mais e melhor molho, os temperos desta gente, desta terra é o que colho, é o que tem enchido o meu olho, o meu olhar apaixonado, cativo, o meu soriso já atraído, um demente de paixão por um lugar como este, cheio de "agrêste", um paraíso que se avoluma em sua vocação. Cada dia, todo dia, essa menina sorridente, que se cerca, cada vez mais de toda gente, dá mais e mais motivos para ser amada como merece e quer.

Mai03... Tem tudo pra ser amada, tudo para ser sempre muito amada... Teixeira de Freitas é um doce, um doce de gente, uma doçura especial diferente, uma candura anormal de incandescente, alarmante, grande demais para ser verdade. Este torrão poético de fascínio alado, que exubera os filhos e deixa o mundo calado, é o melhor lugar da terra, o melhor “alar” na terra para se estar e viver, para se desfrutar e conviver; um “estoril" polvoroso que, sim, tem tudo para ser muito amada; sim, faz de tudo para ser sempre muito, a melhor das amadas.

Mai04... Eu sou desta terra, eu sou teixeirense; “Honorário”, mas sou, sou mesmo, determinado e bravio, com todo um dos meus muitos orgulhos de ser, sou gente deste chão gentil, com muito prazer. Amo ser daqui, amo ser assim, vivo intensamente o melhor que Teixeira é e tem a oferecer; amo ver, saber, e conviver com gente que ama esta terra querida e que a faz crescer. Sou um apaixonado pelos apaixonados por ela, devoto fascinado por todos que se somam a esta gente bela, buscando o melhor das querelas, abrindo mão de si mesmos para fazê-la mais linda, mais rica, mais “trela”.

Mai05... Como não ser perdido de amor por este torrão? Como ser apático em qualquer sentimento por esta paixão? Há de se ser muito incoerente, muito improcedente, totalmente inconsequente, chegar aqui, banhar-se nas águas daqui, beber desta cultura vívida e emocionante, mesmo que por pouco tempo que seja, e não ter anseio de pousar a vida como amante, deste sonho vivido e saboreado como nunca na existência de cada um. É impossível ser normal, e, como qualquer desigual, achegar-se à doçura angelical desta garota de beleza própria, sem igual, e não apaixonar-se incondicional.