HISTÓRIA CULTURAL - Setembro 2014


Foto de Jônatas David Brandão Mota.
HISTÓRIA CULTURAL I... Vamos agora nos reportar pra uma época muito anterior ao que possamos imaginar, tempos muito idos, além do que podemos vislumbrar, mas que respondem a muito do que somos, muito do temos e muito do que, por aqui, podemos encontrar. Vamos, agora, para o tempo da descoberta do Brasil, aquele passado onde todo registro era bravil, mas que também fez nosso rincão ser valente, e ao mesmo tempo, gentil. O que podemos saber daqueles momentos hostis, dá para compreender os históricos mais anteriores e servis, tudo que nos tem construído em nosso presente, no presente de nossos barris. Os tempos que Pedro Cabral aportou por esta banda, tem muito a ver com  os sonhos que atualmente o futuro nos manda, nos dando ares de grande confiança branda, que só os mais perversos conseguem ficar fora desta ciranda.


Foto de Jônatas David Brandão Mota.

Foto de Jônatas David Brandão Mota.
 Foto de Jônatas David Brandão Mota.Foto de Jônatas David Brandão Mota.
HISTÓRIA CULTURAL II... Nos tempos do Cabral, quando o Brasil era assumido pelos portugueses de além-mar, nesta região do monte Pascoal, onde a comitiva aventureira veio atracar; onde hoje se denomina o Extremo Sul da Bahia, povos indígenas por todo o litoral se distribuía, muito antigos brasileiros que por aqui, a um, vivia; eram muitos povos de muitas etnias. Índios irmãos, gente que já cuidava de nossa terra com sorriso, gente que por aqui já tinha paixão, conterrâneos que já construía nosso paraíso. Eram terras já ocupadas e defendidas, culturas vivas que já mostradas e arguidas, sempre foi suporte para o futuro que hoje desfrutamos em inspirações toadas e preferidas. Somos hoje, aqueles muitos indígenas desta terra promissora, terra que “em se plantando tudo dá”; somos a força que move nossa gente encantadora, gente que ama e promove este lugar.


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HISTÓRIA CULTURAL III... Por aqueles distantes tempos, por nossa região, a faixa costeira era ocupada pelos Tupis em seus acentos, o que eram chamados todos os indígenas por esta ocasião; o que, também, eram algumas nações de índios originadas da própria etnia tupi, em muito diferente de outras etnias, mas muito semelhantes entre si. Especificamente eram dos tupis, os Tupiniquins, nossos, também, ancestrais, nossos conterrâneos e vizinhos naqueles tempos atrás. Eram aldeias de mais ou menos quinhentos em malocas coletivas, com poligamia entre os principais. As mulheres nos afazeres domésticos, na agricultura e pesca, eram maestrais. Os homens derrubavam matas e preparavam o plantio em geral; construíam habitações, canoas, armas e ferramentas de trabalho; defendiam a aldeia e a religião medicinal. Eram antropófagos, mas, gente muito especial.


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HISTÓRIA CULTURAL IV... Saindo do litoral, por aqueles tempos de Cabral, no interior viviam povos soutos, os não-tupis como os Pataxós, Maxacalis, Botocudos, Puris e Camacãs, entre outros. Os Pataxós ("papagaios"), eram os mais próximos de nós, eram os mais tinhosos. Os Maxacalis (monacós ou kumanaxú ou tikmũ'ũn) eram grupos aparentados, falantes de línguas próximas; pequenas aldeias de famílias extensas em torno de seus líderes políticos e religiosos. Os Botocudos ou Aimorés com seus botoques nos lábios e orelhas, viviam da pesca, caça, coleta e pequena agricultura de subsistência. Os puris ou telikong ou paqui, chamados pejorativamente por “coroados”, por serem pequenos e fracos, sem nenhuma resistência. Os Camacãs e Mongoyos, valentes e destemidos eram o temor dos colonizadores daquele momento. Todos nossos ancestrais, nossos vizinhos de há muito tempo.


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HISTÓRIA CULTURAL V... Dentre muitos índios, dentre tantas tribos que nos antecipavam; dentre nossos ancestrais e vizinhos, muitos eram os aspectos culturais que os diferenciavam. Os Tupis, sempre fortes e resistentes, viviam próximos ao extenso litoral, e, por isto, desenvolviam uma grande e influente homogeneidade cultural; com isto, e por isto, em nossa região, como por onde estivessem pelo Brasil, viviam uma outra característica, da mesma forma, pela sua disposição guerreira, possuíam uma poderosa identidade linguística. Assim, os tupis, apesar de estarem divididos em unidades políticas quase bem autônomas, sabiam o momento propício para se juntarem na defesa de suas causas heterônomas. Estes eram um dos nossos vizinhos mais chegados, um dos  nossos ancestrais mais aclamados, primeiros donos de tudo que hoje  fazem esta cidade ter a beleza índia que tem.


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HISTÓRIA CULTURAL VI... Ainda cantando sobre os nossos distantes e quase esquecidos parentes tupiniquins, os tupis; orgulhosos índios moradores nesta nossa maravilhosa e rica região; nossos quase indomáveis vizinhos de muro, dispostos conterrâneos muito afins; gente embebida por este canto natural, com nossa meiga mesma paixão. Eram povos mais sedentários, que outros, nesta encantada terra da gente; valentes guerreiros vaidosos a quem foi dado o direito armado de escolher onde habitar; nativos harmônicos com toda a natureza que lhes era presente daquele presente; homens e mulheres culturalmente adaptados com a vida e as condições do lugar. Os tupis, nossos vizinhos e parentes teixeirenses; antigos moradores dos tempos do descobrimento; moravam em grandes aldeias, além do que se pense; com populações de mil a três mil pessoas em mesmo digno assentamento.


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HISTÓRIA CULTURA VII... Eles, os tupiniquins, nossos antecedentes por estes rincões; pela subsistência coletiva, praticavam a agricultura, com o melhor de seus bordões; eram excelentes no plantio, nas técnicas cotidianas que desenvolviam; plantar, cuidar e colher, para o interesse da tribo, nossos ancestrais convergiam. Todos cuidavam de tudo, pois tudo era dos cuidados de todos também; homens e mulheres se dedicavam quase voluntários, contudo; organizados socialmente nos benefícios que disto provém. Milho e mandioca, os principais produtos daquela agricultura modelar; alimentos que perduraram na produção de nossa terra, mesmo depois deles, no lagar; quando colonizadores, negros e outros selvagens chegaram e ficaram; quando muitos aventureiros foram se estabelecendo para provisão, para comércio, nestas terras, milho e mandioca, como antes, foi o que plantaram.


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HISTÓRIA CULTURAL VIII... Nossos conterrâneos, os tupiniquins, gente que nos antecedeu em muitos aspectos; por muitos considerados muito ruins, viveram no amor e cuidado com estas nossas terras de provectos; se manducavam principalmente da agricultura do milho e da mandioca, o que já vimos; e que completavam a alimentação com  o que a natureza disponibilizava aos seus tinos: com a pesca nos rios que até hoje nos dão de suas contingências e riquezas fartas; com caça que era muito abundante e variada entre os muitos animais selváticos que predominavam em nossas matas; e com a coleta de frutas, raízes e outros víveres produzida por nossa abastecida flora, comida nativamente produzida na imensidão de nossas florestas que já foram embora. Nossos irmãos tupiniquins, gente que esta terra conheceu, gente da gente que esta terra convenceu, como faz, também, tão bem, hoje, com todos nós.


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HISTÓRIA CULTURAL IX... Os grupos indígenas do interior, nos tempos do Cabral; eram chamados de Aimorés, aimbirés, aimborés ou botocudos pelos Tupis-tupiniquins em desprezo visceral. Não tinham unidade, não se assemelhavam aos seus mesmos, não se pareciam com seus iguais; eram vítimas do poder e intransigência das tribos litorâneas, como estratégia, nas redondezas, de se manter a paz. Por causa disto, eram linguisticamente heterogêneos, culturalmente distanciados; os tupis os transformaram em parentes desconhecidos e antagonizados. Havia paz, muita paz, os aimorés botocudos, se odiavam e se evitavam entre si; e todos, com os mesmos temores, se evitavam em relação aos guerreiros tupis. Nesta estrutura política bem definida, nossa terra de paz e progresso, nosso lugar de paraíso amado, desde aqueles tempos áureos e distantes, tem existido sem muito sangue derramado.


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HISTÓRIA CULTURAL X... Nossos vizinhos Aimorés botocudos, gente do interior, a partir de nossas terras; não respeitados, desorganizados, meio embrumados, complicados que eram, viviam de suas próprias emperras. Costumavam organizar-se, para viver e morar, em pequenos e fracos bandos; o que os faziam ainda mais fracos, ainda menos respeitados, subservientes para outros os protegerem dos muitos e invariáveis vândalos. Formavam-se de algumas famílias, por aldeia, não ultrapassando cem pessoas; mesmo sendo inúmeros por toda parte, não conseguiam unidade, não conseguiam, entre eles, convivência boa. Viviam à margem da sombra presencial dos tupiniquins no litoral, estes, para se protegerem, mantinham uma larga área de proteção regional, e muitos grupos destes nossos vizinhos eram beneficiados, não sentindo necessidade de conveniências belicosas, ou mesmo parental.


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HISTÓRIA CULTURAL XI... Nossos vizinhos Aimorés botocudos, por várias circunstâncias favoráveis ou não; mudavam de local, de morada, a cada tempo agrícola, a cada chegada do verão. Em pequenas aldeias, saiam em busca de terras desocupadas e produtivas, lugares que pudessem morar e plantar; não iam muito longe, ficavam nas redondezas, sob os olhares, proteção e domínio que os tupiniquins podiam lhes ofertar. Mesmo com tantas idas e vindas, precisando de terras descansadas e férteis, nossos itinerantes primeiros ancestrais, eram das tribos sabidas, longe de serem inérteis, que se desdobravam em serem laborais no cuidado e proteção dos lugares por onde passavam, como tais. Os tupis ganhavam com isto, na ronda que aqueles faziam, ocupavam os espaços que lhes davam segurança, afastavam inimigos chegados às guerranças, e todos viviam em paz aproveitando as melhores abastanças.


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HISTÓRIA CULTURAL XII... Nos tempos do Cabral, conversando sobre nosso passado parental, sobre esta nossa terra ancestral; os Aimorés botocudos, em seu estilo de vida quase nômade em tudo, sobreviviam em limitada cultura, com a caça e a pesca como mais importantes que a agricultura. Para ser mais fácil de mudar de lugar, o que dificultava entrar no ciclo do colher, cuidar e plantar. Diferentes dos tupis instalados em enormes contingentes, no melhor da região, onde viviam, plantavam, colhiam e se desenvolviam; os índios do interior se desmanchavam em pequenos grupos sem união, que viviam de buscas de melhores espaços de colheita e pesca onde, por algum tempo, se acomodariam. Eram assim, uns e outros, por toda este imenso território onde Teixeira de Freitas hoje se agrega; eram assim, nos tempos antes do chamado “descobrimento” trazer uns “diferentes”, como nós, quando a indiada se entrega.


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HISTÓRIA CULTURAL XIII... Com a chegada dos europeus, nossos outros irmãos, invasores; nossos ancestrais de bem longe, nossos parentes portugueses;  com o tempo, foram alteradas muitas situações e valores; os legítimos moradores se tornaram fregueses. A presença dominante de uma nova postural cultural, mais que os tupis tupiniquins do litoral, interferiu nas relações pessoais daqueles que por aqui viviam, nas relações de poder entre as aldeias que por aqui existiam, na distribuição espacial dos indígenas do lugar, interferiu até na sobrevivência coletiva dos que sempre por aqui estiveram a habitar. Agora, novos ancestrais nossos, surgem no cenário, e a nossa terra sente a diferença, e o nosso ambiente natural sente a convergência, o nosso habitat sente aquela intrusa contingência. Em pouco tempo, depois de longo período de jeitosa harmonia, tudo muda, os ares agora são outros, a vida agora, ao mundo, está desnuda.


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HISTÓRIA CULTURAL XIV... Com a chegada dos europeus, nossos outros irmãos, invasores; as gentes que vieram de outros continentes mais longe; mudanças tiveram que acontecer pela imposição dos ofensores; diferenças até com uso, pregação e atuação de monges. Entre as inovações que o novo momento se fez obrigado a impor; pela força das armas, das boas vindas, do presente, da doença e do novo a se compor; a reposição demográfica, o achegamento de massas em seus acampamentos “civilizatórios” que parecia beneficiar todo mundo, traz consigo e de forma inusitada, um desastre profundo; transformação que, principalmente, geraria todas as outras mudanças, naquele período, atuais; um avalanche de condicionamentos promovedores das mutações em todas as características culturais. Os ancestrais de longe roubaram, desde aqueles tempos, é certo; o ser ancestral daqueles que moravam por perto.


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HISTÓRIA CULTURAL XV... Nos tempos após a chegada europeia, quando os portugueses se registravam como detentores de nossas terras descobertas; como autênticos colonizadores que eram, conquistadores inveterados por implantar o conveniente aos interesses nestas terras ditas abertas; instalaram núcleos de ocupação do território sempre ocupado pelos índios dos nossos contextos; foram impondo domínios nos espaços que pareciam não serem de ninguém. Foram se fazendo presentes nos arredores das aldeias, com os mais infames pretextos, foram apertando a liberdade dos nossos primeiros ancestrais nativos, sob a bandeira do bem. A princípio, tudo era em caráter provisório, eram o cão marcando  o que acreditava ser seu novo território;  aproveitando o pensar indígena que nada era de ninguém, e que tudo poderia, harmonicamente atender às necessidades prementes de qualquer porém.


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HISTÓRIA CULTURAL XVI... Naqueles tempos após Cabral, no cotidiano de nossos ancestrais vindos e nativos; os núcleos de ocupação estavam sendo implantados pelo litoral; por entre as aldeias, aquelas menos resistentes, sem improvisos. Os primeiros locais foram basicamente, um em Porto Seguro, como central; entendido como favorável à disseminação dos núcleos por todo o extenso litoral; depois, então, como para o interior. Para o território especificado no Tratado de Tordesilhas, entre Portugal e Espanha; aquele era realmente o melhor lugar para uma invasão solidificada em campanhas. O outro primeiro núcleo de ocupação, por sua vez, foi em Caravelas, onde até hoje vivemos a influência de seu progresso, talvez. Teixeira de Freitas e a região foram muito beneficiadas com aquela furança; se considerarmos a presença portuguesa já valorizando e propiciando as terras que nos deixaram de herança.


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HISTÓRIA CULTURAL XVII... Nos tempos Pós-Cabral, na estratégia de dominação, os núcleos tinham importância cabal, para os nossos ancestrais de longe, auferirem a ocupação. Atendendo às exigências da religião nacional, à proliferação europeia, a visão do Vaticano global, e aos tratados das descobertas divididas com a Espanha, nesta epopeia; a benevolente Portugal, nos núcleos que foram edificados por entre as aldeias já estabelecidas então, construiu capelas, a presença católica da boa intenção. Diziam: Os nativos precisavam de civilidade e salvação, as novas terras deveriam ser resgatadas do paganismo, e os conceitos do cristianismo nas almas de todos era premissa essencial para se levar, aos nativos, a civilização. Assim, cada capela se tornou um centro cultural religioso a vigorar; sempre disposto a suplantar todas as demais culturas permeadas pela “idolatria ignorante” dos indígenas do lugar.


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HISTÓRIA CULTURAL XVIII... Nos tempos que chegaram nossos familiares europeus, nosso distante parental; quando suas presenças impositivas já se faziam notar no cotidiano indígena do momento; os invasores, nos núcleos de ocupação, distribuídos, inicialmente ao longo do litoral; estabeleceram centros de administração, pontos responsáveis pela interiorização do “descobrimento”; e, nos espaços “conquistados”, fortalecer o devido domínio de Portugal. Era, para tudo isto, muito comum o estabelecimento, também; de postos avançados em todos os vários lugares já chegados, para o armazenamento de madeira e fortificações; no objetivo de proteger os chegantes portugueses dos ataques dos rebeldes nativos; e até dos franceses e holandeses que já conheciam, de antes, aquelas possessões; que sabiam das terras e das suas muitas riquezas, fazendo-os piratas ativos; e, assim, se achavam no direito de exercer legais dominações.


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HISTÓRIA CULTURAL XIX... Depois dos primeiros tempos, quando nossos parentes brancos já haviam chegado para o chamado “descobrimento”; durante o estabelecimento dos muitos núcleos de ocupação, quando o intuito era o domínio consciente de toda a população; os índios Tupis-tupiniquins, os donos de nossas terras de hoje, aqueles que viviam próximos ao litoral; os que eram guerreiros, valentes, destemidos, os principais detentores da nossa herança parental; estes logo foram “civilizados”, ou seja, foram logo subjugados pelos portugueses; deles foram roubados a cultura, as terras, a lavoura, a vida, estes logo foram mutilados, ou seja, dos invasores sutis, logo se tornaram fregueses. Para isto, nossos parentes de longe, usaram todos os apetrechos necessários e violentos; para que, como colonizadores, pudessem ser atendidos seus intentos; em favor de uma coroa sedenta de poder e riquezas, com domínio sangrento.


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HISTÓRIA CULTURAL XX... Nos tempos depois do descobrimento; completando a invasão que Portugal entendia ser seu direito; tudo a partir do acordo feito com a Espanha e o Vaticano para aquele momento; se utilizando dos núcleos de ocupação, com ajuda a seu proveito; e sob a bênção e interesses da Igreja Católica nos seus proventos; através de ordens religiosas, como os temíveis jesuítas e seus preceitos; sob, cristianizar estes povos, o que era um bom argumento; os índios foram subjugados juntamente com suas vidas, seus bens, sua cultura e toda a dor; bem como com a vida na natureza que sempre esteve ao seu dispor. Tendo tudo isto a sua mercê, dentro dos escrúpulos de sua  então, civilidade; os indígenas, de Portugal, escravos passaram a ser; nossos parentes nativos, como objetos sem liberdade. Nossa terra vivenciou esta memória, nossas redondezas foram palco desta atrocidade, contra nós e nossa história.


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HISTÓRIA CULTURAL XXI... Naqueles tempos de outrora, quando nossos parentes brancos chegaram da Europa; quando impuseram que toda cultura nativa fosse embora, usando até a bondade da religião como bagagem de tropa. Nossos parentes vermelhos, que aqui habitavam; afastados de tudo e de todos que os milênios lhe comungavam; sofreram, entre outros muitos infortúnios; pelo contato com os colonizadores infames e tão primeiramente simpáticos; o contágio de doenças aos portugueses oportuno; mas aos nossos parentes sofridos e mal visitados, resultado lunático. De todas formas, as populações indígenas passaram a sofrer com varíola, sarampo e gripes; passaram a conviver com vícios, malogros e maus estirpes; passaram a se envolver com decepções, impetrações e acepipes. Mais frágeis ficaram, mais dependentes se apresentaram, mais escravizados se mostraram, mais carentes de cuidados e senhorio se ofertaram.


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HISTÓRIA CULTURAL XXII... Depois que nossos ancestrais brancos chegaram em contra-mão, quando atuaram contra tudo e todos que impediam seus domínios territoriais; quando usaram de tudo e de todos para plantar o que diziam ser a civilização, forçando o que descreviam ser seus melhores mananciais. Em pouco tempo já se notava a mudança espalhada por todos os cantos do lugar; em pouco tempo já se mostrava a desgraça empalhada que o além mar trazia para em nossas terras plantar. O nosso chão e a nossa gente nativa tornou-se enferma em muitos sentidos; os invasores, nossos parentes de longe, assumiram papeis mais severos e atrevidos; e destruída foi a cultura e a identidade étnica dos nossos índios por aqueles que usaram até a religião como carrascos assumidos. Primeiro de todos, foram os nossos Tupis, os tupiniquins do nosso litoral; os guerreiros de outrora, protetores dos interiores, foram sucumbidos ao papel serviçal.


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HISTÓRIA CULTURAL XXIII... Depois que nossos avós europeus chegaram; enquanto aprimoravam as investidas para a dominação completa do “descobrimento”; primeiro, e sem muita da resistência que esperavam; caíram ao poder sedutor e bélico-religioso, os índios valentes do antes daqueles momentos. De uma forma ou outra, por uma ou outra maneira estonteante; os portugueses venceram os nossos avós nativos do litoral; foram, um a um, sucumbindo diante do poder chegante; iam sendo conquistados, dominados e até domesticados, como se faz com um animal. Coube aos indígenas do interior; aqueles fracos, submetidos, distribuídos em pequenas aldeias andarolantes;  oferecer resistência à dominação, no momento posterior; quando a estratégia era ampliar a invasão dos brancos chegantes. Protegendo nossas terras, guardando nossa cultura anterior, foram os frágeis e caçoados botocudos quem deu resistência aos temíveis navegantes.


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HISTÓRIA CULTURAL XXIV... Chegados os europeus, nossos avós brancos, e, iniciadas as estratégias de consolidação de domínios aos fregueses; logo os índios mais valentes, os tupis tupiniquins de nosso litoral, aos bandos; foram se rendendo, foram se entregando ao convívio colonizador dos portugueses; ao contrário de nossos irmãos vencidos; os  outros nativos do interior, declaradamente aborrecidos; se mostraram, diferente de antes, nada em nada inferior. Resistiram, assumiram defender nosso torrão e nossa cultura atacados; ante a imposição dos europeus arrogantes;  Se organizando em ataques devotados e inesperados; principalmente aos povoados dos invasores, assaltos constantes. Foi assim por toda as terras tordesilhadas de Portugal; por um bom período de tempo, enquanto os domínios eram consolidados a todo mal; os ancestrais que antes eram os valentes “do pedaço”, escravizados; e a brasilidade manifestada pelos ex-hostilizados.


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HISTÓRIA CULTURAL XXV... Nos tempos da consolidação da descoberta de nossas terras, com nossos ancestrais brancos dominando vermelhos escravos e sendo atacados pelos vermelhos insurgentes; nossa região era o retrato da colônia que a história nos encerra; um ambiente de revolta e tentativa de liberdade contra os intrusos emergentes. Os confrontos sangrentos entre índios amotinados e não índios se repetiram ao longo de todo um tempo; o que não impediu a maior presença de Portugal com nosso lugar; o que não atrapalhou a chamada civilização branca religiosa em nenhum momento; o que não foi suficiente para evitar que mais e mais europeus assumissem as terras que não eram deles, a cá. Estes embates frequentes, insignificantes, muitas vezes sangrentos, duraram até o final do século dezenove; quando já, quase, não havia índio guerreiro ou índio escravo; não, quase, havia mais índio para ser, pelos brancos, chamado de civilizado.


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HISTÓRIA CULTURAL XXVI... Naqueles tempos da injusta imposição; dos nossos irmãos europeus sobre habitantes nativos, nossos irmãos; motivados pela necessidade da dominadora ocupação; no território tordesilhado da Terra de Santa Cruz; após a coroa colonizadora perceber a riqueza da agroindústria açucareira que desenvolver; explorando ao máximo ao máximo, a mão-de-obra disponível e de graça a lhe prouver. Para sobreviverem, indígenas se submeteram, outros fugiram, outros se rebelaram e outros guerrearam. Nossos ancestrais “descobridores”, se dizendo donos de tudo e de todos, produziram riquezas sustentadoras da coroa e seus herdeiros gastadores. Nossos ancestrais invadidos e humilhados em suas vidas, culturas, terras e valores, passaram a ser dizimados pelo trabalho pesado, ou pelas doenças trazidas como flores; pelas armas e emboscadas que os tratavam como selvagens; pelos civilizados que os tratavam como rebeldes em suas bobagens.


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HISTÓRIA CULTURAL XXVII... Os primeiros tempos de nossa história, éramos só “nóis” e nossa terra amada; éramos só nossa gente e nós mesmos, com nossa terra do nosso jeito; nossos segundos tempos, já não éramos só “nóis” em nossa estada; outros, de longe, chegaram e se fizeram donos, colonizaram em seus, entre eles, acertos. Nesses segundos momentos de nossos Brasil particular, nosso mesmo; quando os índios, nossos irmãos, nossos ancestrais estavam sendo dizimados ou escravizados com lampejo; o mercado de escravos africanos estava em preços elevados; o próprio Portugal fornecedor, não conseguia comprar diante da fome escravocrata dos brancos civilizados; e, a única solução para os interesses colonizadores das Terras de Vera Cruz, era a captura e a servidão dos povos indígenas, aqui, encontrados. Foi deste jeito, sem tirar nem por, que a nossa região e todo o Brasil foram construídos: no roubo das terras, da cultura e da vida de nossos pais extinguidos.


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HISTÓRIA CULTURAL XVIII... Naqueles segundos tempos do que, na pele, nos aconteceu; com os ancestrais chegantes de longe, no domínio de tudo; e os ancestrais nativos sofrendo na pele, o “pereceu”; nossas terras aqui, sofria o mesmo que as terras próximas ou distantes dos mesmos nativos mudos. Tem-se registro que um oficio assinado pelo subdelegado de policia do Prado; isto a outro dia atrás, no século XIX, em seu meados; mostrando o “civilizado” costume de envolver "índios mansos", mesmo assim, com estes dizeres; nativos que podiam ser levados pelo interior a dentro, em muitos escravos-afazeres; eram levados, tanto nas expedições, chamadas Entradas, de iniciativa do governo português; como também as Bandeiras, de iniciativa privada de bandeirantes com muita intrepidez; ambas iniciativas, que saiam em busca de conquistas de novos territórios dominados, ou de riquezas em aglomerados; exploraram duramente os verdadeiros donos de tudo que roubaram.


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HISTÓRIA CULTURAL XXIX... Naqueles macabros tempos do pós descobrimento; quando nossos ancestrais de longe chegaram para nos fazer cativos de seus interesses e atrocidades religiosas; “Índios Mansos” eram duramente usados nas mais variadas expedições pelo interior das terras dordesilhadas do momento; chãos que Portugal ganhara na caneta dos acordos entre Espanha, Vaticano e pazes falaciosas. As expedições, com todos os espíritos frustrantes aos nativos; os verdadeiros donos de tudo que estava sendo tomado e abusado sem atrativo; eram Entradas e Bandeiras, todas, essencialmente em seus objetivos e pretensão; buscavam conquistar novos territórios e capturar novos indígenas à servidão. Nossos pais nativos pagando caro pela riqueza que tinham; com suas próprias vidas e liberdade, satisfazendo a ganância devotada que os chegantes traziam. Muito daquele sangue, sacrifício e peita; foi espargido sobre as terras que somos e construímos com a beleza de Teixeira de Freitas.


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HISTÓRIA CULTURAL XXX... Em 1500, chegam nossos pais europeus com muita fome e sede de poder, riquezas e expansão; chegam de navios cheios de gente de toda espécie, até degredados bastardos que vinham por liberdade maior para suas fúrias criminosas e corrupção; uma invasão de todo tipo de males e maldades que o lixo europeu poderia produzir no distante cantão. Estes são os nosso pais brancos, tudo que nossa sociedade despreza e abomina com dor; são estes tipos, ou grande parte deles, que descem em nossa terra como dominador; os homens que traziam armas e a força da ganância para obrigar nossos pais nativos à submissão, em nome da paz que diziam trazer, da amizade que diziam fazer, da fé que diziam conter na religião. Era a civilização que chegava com todo um aparato injusto, opressor, mentiroso e profundamente explorador... nossos ancestrais nativos caíram neste vil, e esta nossa terra amada, como todo os cantos pelo Brasil, viveu na pele a mesma dor tramada.

PRAÇA DA PREFEITURA - Agosto 2014

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PRAÇA DA PREFEITURA I... Hoje, por alguns, chamada de Praça da antiga prefeitura, o espaço contíguo às histórias na cidade, e às estórias ocorridas em suas estruturas, faz do lugar um gostoso repousar, um ninho intenso que deixa todos propensos aos cantos e contos de quem nela sabe sonhar. Pela sua localização, pelo seu tamanho e importância de ação, o pátio público que já abrigou todas as conjunturas e reflexões fundamentais para nosso município, é um marco invejável, pelo passado, o presente e o futuro a princípio, mas, essencialmente pelo seu lugar histórico impecável. O imenso, belo e condecorado jardim que o adorna, complementa o significado político e social que o contorna; a Praça é um patrimônio, que embora ainda não seja totalmente entendido em seu valor, será sempre, portanto, marco muito maior como, na cidade, manancial inovador.

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PRAÇA DA PREFEITURA II... De tanto que se sabe, de tanto que se ouve falar, quantas histórias esta praça-jardim tem escondidas em seu radar? Quantas mais estórias, entre seus “capins”, nós podermos, entusiastas, contar? Muita gente envolvida, muita gente com suas vidas contidas, que passaram, fizeram o que acontecesse, e, também, marcasse outros muitos causos que por cá, ocorresse. Há tantas evocações em torno deste lugar que dar para escrever um livro; há tantas falas, tantas aspirações que envolvem este lagar, que dar para escrever mais que muitos livros. Há muito de muitas existências, há muito, até, de muitas resistências, uma enorme enciclopédia de convivências, resultado do tempo, registros de momentos que se imperam em cada um dos muitos que por ali passaram, que por ali sentaram, que por ali se encantaram..

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PRAÇA DA PREFEITURA III... Gratas recordações, singelas esperanças, contagiantes sonhos de outrora, Isso é exatamente o que sente um teixeirense quando passa por ela, quando relembra o que já se foi embora. Além de tudo que já viveu, todos que já envolveu, tudo e todos que comoveu, a praça-jardim sabe, como nada, como ninguém, trazer, em todo o tempo, por quem por ela passa, por quem por ela pensa em passar, as mais remotas lembranças, até, mesmo, de quem nunca viveu, com ela, o que ela já fez tantos contemplar. Há um aspecto de nostalgia, há um encanto de magia, há alguma coisa sobrenatural, se assim fosse, que faz com que ela transforme as passarelas das avenidas em volta, um túnel do tempo que o destino trouxe. A praça é um museu particular de todo cidadão, lugar de gratas recordações que abrasa todo coração.

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PRAÇA DA PREFEITURA IV... Lembremos, e isto com o melhor de nossas memórias, como ideal, a escadaria larga e viva, conveniente e ativa, construída ao lado do Paço Municipal. O subir e descer de gente, no mesmo ímpeto e importância, a história de uma cidade; a exuberante escada externa e lateral que faz o passado cívico dos que por ali passaram, um manto de civilidade, um gesto sem igual. Por si só, os degraus ricos em muitos registros, se fazem imponentes; eles se fazem presentes, contam tudo que antes, durante e depois da emancipação, a cidade se fez contente. Levando e trazendo idéias, criando ou providenciando feitos, cada passo exigido de seus passantes, concede a cada dia em seus conceitos, novos horizontes políticos, modalidades administrativas e poéticas aviltantes. Sentar, estar, passar, sonhar, ou qualquer outra ação, ganha vida na “escadaria da população”.

Foto de Jônatas David Brandão Mota.

PRAÇA DA PREFEITURA V... Há muitas marcas que demandam esta praça municipal, uma delas é o jardim sempre cuidado, um cartão visita que Prefeitos e Prefeitura sempre agem de modo igual. A variedade de formas, de verdes, de cheiros e de belezas, faz deste jardim de todo mundo, um laboratório que no fundo, no fundo, é a alma de nossa gente e da nossa história em seu significado profundo. O lugar com todos os cuidados jardineiros que tem recebido, serve para toda fotografia, serve para toda foto que se queira ali ilustrar qualquer biografia. A lindeza do jardim é como a cidade, é popular, tem cheiro e gosto de povo feliz, quem por ali passa, mesmo a andar, sente-se gente, sente-se cidadão, vê-se município em tudo que, nisto, diz. O jardim produz um ambiente cívico imensurável, um espaço próprio para a democracia se sentir viva, atuante e bem confortável.

Foto de Jônatas David Brandão Mota.

PRAÇA DA PREFEITURA VI... Estonteando a visão, as lembranças e todos os sentimentos que todo o ambiente proporciona com seus louros, as árvores bem espalhadas em vertical e horizontal, se fazem testemunhas de muitos tantos namoros. A praça, em sua localização e tamanho estratégicos para a função-pulmão desta nossa cidade, não só é benefício passado e presente para a graciosa e exigente coletividade, mas, também, em sua poesia, com alguma melancolia, tem sempre se feito palácio de sonhos para a sua mocidade. Muitos namoros começaram por ali, muitos carinhos foram feitos bem assim, e histórias de paixão prometeram até vir. Muitos outros namoros se alimentaram por ali, muitos outros carinhos se incentivaram bem assim, e histórias de paixão se pressagiaram até vir. Todas que até hoje estão, árvores que anunciam uma cidade em convulsão, abrem os olhos de todos em alguma paixão.

Foto de Jônatas David Brandão Mota.

PRAÇA DA PREFEITURA VII... Outra "brilheza" que aos olhos pulam, neste que é um espaço de contemplas francas, são os passeios de pedras de moisaico português em forma de ondas pretas e brancas. São fantasias que de belas, sinuosas e encantadas, parecem trilhas a serem seguidas, por onde muitos e muitos eventos já passaram, são realmente trilhas que parecendo, pelo tempo, embotadas, trilhas no momento já muito sofridas, trilhas que se mostram entusiastas pelos muitos triunfos que já encaminharam. Os sábios por elas passam, de alguma forma, por todas as formas; os sonhadores por elas "farçam", e cada uma informa, e o tempo transforma. Política, romance, amizades, negócios, tudo é motivo para um encontro na praça, tudo é motivo para um reencontro pelos passeios da massa; por aquelas curvas retas, em preto e branco, que o jardim-praça da prefeitura oferece em cada registro franco.

Foto de Jônatas David Brandão Mota.

PRAÇA DA PREFEITURA VIII... Aos arredores do jardim-praça, vivendo intencionalmente, as ocasiões do local, brilhando em todos os sentidos cidadão, ergueu-se a igreja batista central. Margeando, nuns momentos discretos, noutros de forma bem presente e marcante, a igreja tem se feito notória, influente, preocupada e muitas vezes ofegante. Ela é Teixeira, faz parte dos contornos iniciais nas significativas lutas pela emancipação, faz parte da história que a praça tem com requintes de protagonismos de pura paixão. Calada ou agente, em vários turbilhões ela a tudo assistiu, viu nascer idéias, viu reivindicações brotar, participou de movimentos, ajudou, muitas vezes, a cidade cantar. Ela é a praça, ela é o jardim, para ela tudo está muito próximo, faz parte do que pensa e quer, a Prefeitura é logo ali. Saindo de uma, se entra na outra em frente, são tão uma só que deixando um espaço, ninguém, no local, deixa de estar presente.

Foto de Jônatas David Brandão Mota.

PRAÇA DA PREFEITURA IX... Há, também, o que lembrar, nos contornos desta nossa praça-jardim, a mortuária do Julindo que lá sempre esteve, a Casa Alves e suas memórias, e o Boi Não Lambe que se canta assim. Lugares épicos do lado de cá, que adornaram a história fulgurante de nosso espaço cidadão; relatos vivos, muito presentes no passado de nosso paço em ebulição; testemunhas que em seus tempos assistiram, bem de perto, o jardim que os avizinhou, que até participaram de tudo, pode ser até que fomentaram embrenhados por puro ardor. Todos fazem parte de uma mesma história, todos contribuíram para a mesma vitória, todos comprometidos na inusitada glória de construir uma cidade do bem. Outros nomes, outros endereços vizinhos podem ser lembrados, e, de forma alguma, podem ser alijados desta cantoria, pois muitos outros participaram de tudo isto e trouxeram muita e muita alegria.

Foto de Jônatas David Brandão Mota.

PRAÇA DA PREFEITURA X... Um lado da praça é uma coisa, do outro lado é a mesma coisa, e a história também corre por lá; o Colégio Estadual Wilson Brito e sua presença cidadã; o Fórum que conspira no de todos, o amanhã; o Hospital Santa Rita do Dr. Nelson Prado a presença saúde de toda manhã. Do lado de cá uma avenida larga de muitas expressões, do lado de lá uma avenida larga de muitas canções; do lado de cá, uma Prefeitura dada a todos na busca de seu fazer, do lado de lá uma Prefeitura aberta à política, aos governos e ao poder. No meio de tudo isto, e fazendo uma transição do lá para cá ou vice-versa, uma praça de jardim harmonizado em temperaturas controversas; um jardim de praça apropriada ao ajeito de demandas adversas. É Teixeira, uma praça que ilustra sua Prefeitura na busca de fazê-la maior e melhor para todos; um jardim que elucida um povo ávido por progressos vivos, sem engôdos.

Foto de Jônatas David Brandão Mota.

PRAÇA DA PREFEITURA XI... Por tudo que nossa praça-jardim é para nós, nosso tempo e nossa história bem vivida, como não recordar a sorveteria O Pilão, O Pilequinho pela noite, o Gauchão lanches, e os trailers espalhados pela área atrevida. Eram pontos de parada para quem saía das festas e shows na cidade; Excelente lugar de encontros onde se podia medir a intensidade do entretenimento em cada momento; excelente angar de prontos onde se provia sentir a interatividade de cada evento ocorrido pela cidade. Lugares aqui e acolá inseridos na aldeia jardim, ao lado da Prefeitura, que marcaram cada canto onde estiveram; são símbolos de estações que vieram, se implantaram, criaram novas estações e deram espaço para o que cresceram e convieram. São algumas das muitas riquezas memória que podemos aviltar; são marcas indeléveis que ainda nos fazem, no passado, sonhar.

Foto de Jônatas David Brandão Mota.

PRAÇA DA PREFEITURA XII... É, sem dúvida nenhuma, um tantinho do muito que os relatos sobre esta cidade tem; um jardim-floresta que abraça a vida de todo mundo com o que de sua vivacidade vem; em registro vivo e permanente do que este município foi, o que tem sido, o que o nosso futuro contém. Cada lugarzinho que esta praça contempla parece ter um pouco de todo mundo, de cada pessoa nesta urbe; é um verdadeiro grande álbum de histórias e estórias que envolve cada cidadão que se turbe. Todo mundo já passou por ela, cada pessoa, parece, tem dado uma cor rela a esta aquarela; todo mundo, assim, pode se procurar pelos caminhos que tem o vergel, por cada passarela. Se todos se encontram por lá, se todos tem suas vidas entrelaçadas por lá, então, a cidade, com todo seu glamour, sabe o que encontra de si, nos relatos de todos os seus cidadãos naquele lugar.

Foto de Jônatas David Brandão Mota.

PRAÇA DA PREFEITURA XIII... Oficialmente ela é a Praça Bernardino Figueiredo, homenagem excelente a um dos nomes mais proeminentes na história de nossa gente; por se fazer a praça mais importante do município, onde se instala o poder, mesmo quando atualmente ausente-mudado em princípio, é ainda a marca autêntica do que, na cidade, se tem a fazer. O Bernardino esteve presente na formação valorosa de nosso povoado, merecido nome para estar entre os nomes proclamados, justa atenção a alguém que em todo tempo se mostrou, por nós, interessado. Além disto, ele, na nossa praça maior e altaneira, representa todos os demais nomes que, por um motivo ou outro, merecidos de lembrança, ficaram na esquecedeira. Ele, como nome de nossa principal praça jardim, ilustra perfeitamente, todos os homens e mulheres que sonharam por uma Teixeira crescendo sem fim.

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PRAÇA DA PREFEITURA XIV... Diz a história, que ela foi construída aproximadamente em 1974, na administração do prefeito Alcobacense Wilson Alves de Brito que atendeu às reivindicações de uma promessa-trato; suas iniciais, sua marca gestora, estão gravadas na praça para que ninguém, da obra, fosse latro.. Era-se exigido mais atenção das governanças das duas cidades mães, ao povoado em ascendência; tornava-se compreensível que mais ações prefeituais se concretizassem para atender as carências do povoadão em iminência. A praça-jardim que já era importante para a comunidade, tomou novo impulso, tornou-se o centro da futura grande cidade. Até hoje, aí está ela, imponente, convergente, estritamente envolvente, ainda fazendo muita história nos convívios da cidadania emergente. A nossa praça, ainda é ela, e, talvez, ainda mais tagarela, monumento civil de uma força paralela.

Foto de Jônatas David Brandão Mota.

PRAÇA DA PREFEITURA XV... Diz, ainda, a História, que antes de construída, já servia de lugar de passeio aos namorados, já servia de sítio de turner romântico aos apaixonados. Da mesma forma, diz ainda os relatos, em suas conformidades, que a praça, antes de construída, servia, também aos clientes dos bares das proximidades. Antes de ser erigida aos moldes que até hoje se mantém, a nossa praça jardim já se fazia pomposa aos mais variados motivos, como hoje, aos que lhe convém. Também desfrutavam dela, para momentos longos de conversas ou silêncios introspectivos, os vizinhos, os amigos dos vizinhos, os parentes dos vizinhos, os mais assertivos; muitos deles que saíam de outras bandas da cidade, para virem desfrutar do sabor romântico, intelectual e político que nela sempre foi imperativo. Nossa praça abrigava gente de toda cidade, nela, era onde se encontrava a polis da felicidade.

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PRAÇA DA PREFEITURA XVI... Dizem ainda, da nossa história, as bocas sabidas de perto, que na década de 1980, a praça reinava na cidade como ponto de encontro certo. Era lugar propício para os namorados e crianças; estes aproveitavam bem pela manhã, à tarde e à noite, às suas danças; sempre havia um canto amadorado e sutil aos seus motivos, lugares que a praça-jardim oferecia para atender aos seus cativos. Mas também, um outro grupo sabia bem como viver os moldes da nossa praça encantadora, os artistas da cidade, moços e moças, que com sua bondade, vinham apresentar-se com seus números circenses ou de cantarolação sem idade. Para serem conhecidos, ou para persistentes gorjetas, em alguns casos visados, sempre se perfilavam nos palcos improvisados, aflorando a arte em nossa gente, a formidável arte singela capaz de entreter grupos e grupos circulares aos artistas contentes.

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PRAÇA DA PREFEITURA XVII... Dos artistas que frequentaram a beleza cultural de nossa praça-jardim, há um destaque que a memória não pode deixar de dar atenção, como afim, os artistas do grupo Consciência, uma ação artística respeitada, organizada e planejada, mesmo assim; que promovia, nesse espírito frenético e muito cidadão, no último domingo de cada mês, uma feira artística livre no nosso lugar, pelo calçadão. Nesta feira se encontrava muito de tudo que o artesanato pudesse produzir, uma oportunidade para artistas-comerciantes e artistas-artistas se encontrarem e venderem, e disponibilizarem o que seus sonhos deram corda no mês, por aqui. Havia gente que vinha de outras paragens, artistas-artistas de bregueços com arte em suas bagagens, gente alegre que se juntava aos alegres de nossa praça, gente de todo naipe que fazia nosso lugar social, um lugar cheio de graça.

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PRAÇA DA PREFEITURA XVIII... Mais um aspecto sobre o grupo Consciência que a memória não pode deixar de lembrar, algo importante que faz parte da história comovente e progressista desta cidade, e desta nossa praça, que temos a ventilar: O grupo, além de toda a contribuição artística que oferecia á nossa gente e à nossa terra, também editava um jornal de nome Opção que era um registro-perfil do que era ou se pretendia como a arte encerra, um desafio divertido, que levava o pensar a ser consumido, que narrava aqueles momentos construtores de Teixeira que a “artisticação” podia fazer de meleira. Também, o grupo, no mesmo espírito festeiro e “argüiante”, sempre realizava agradáveis shows de talentos musicais; e com o mesmo espírito “empreendedeiro” e auto-desafiante, com seu potencial, e dando chances a novos manifestos pessoais de arte, sempre realizava promissoras montagens teatrais.

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PRAÇA DA PREFEITURA XIX... Um nome tem sido sempre lembrado, daquele grupo Consciência que por anos foi baloarte da arte na vida artística de nossa cidade, nome que até hoje faz seus trabalhos e se tem espalhado por aí como testemunho vivo de nossa, daquele tempo, integridade: Zuca, o Zuca Pintor, aquele do atelier mais conhecido e “badalado” que continua vivo em sua roupa artística de maioridade. Em entrevistas que tem dado, lembra bem da importância daqueles tempos para a comunidade, a importância daqueles fomentos para a mocidade daqueles dias, o que significou tudo aquilo para, de algum jeito, fazer Teixeira ser o que é agora, encaminhar Teixeira para o centro de cultura regional que hoje tem sido quanto ao que abrolha, bem como quanto ao que tem mostrado e sola. É um artista, um nome vivo do que somos desde aqueles tempos; um nome vivo do que compomos desde aqueles ventos.

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PRAÇA DA PREFEITURA XX... Lembram-se, ainda, as boas línguas, em relação ao grupo Consciência, e o valor imensurável que constituíram na formação de nosso torrão, de nossa gente e de nossa molemolência; que a feira artística realizada na praça, aquela que por anos aconteceu nas extensões de nosso calçadão, era um dos maiores acontecimentos da cidade, era evento que marcava presença até nos mais distantes rincões de nossa região. As cidades vizinhas se sentiam orgulhosas com seus representantes “artificistas” ou interessados espectadores; a cidade tinha e se sentia glamorosa com seus “emissariantes” artistas ou apaixonados “plateiadores”. Era uma efervescente festa de muitas artes em ação; uma cantoria progressista num coro de gente amadurecida e desejosa de amoldar o coração; uma sinfonia praticista num coro de gente enfurecida e piedosa de explorar toda a sua paixão.

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PRAÇA DA PREFEITURA XXI... Foi assim, dizem os entusiastas testemunhas do movimento artístico na nossa praça: O grupo Consciência, começou com um jornal como meio de divulgação de sua poética graça; e, por necessidade do crescer da coisa que pululava nos sentimentos despertados consigo, se juntavam em convivência, conversavam em conveniência, assim se reuniam todo domingo. A praça da prefeitura era o lugar mais ideal que podiam conceber no que amavam, nela havia espaços suficientes para estarem, pensarem, planejarem, desafiarem e promoverem o fruto de tudo isto em que se embebedavam. Religiosamente, num mesmo espírito de promoção do que faziam ou gostariam de fazer em nome da arte, a nossa praça-jardim se tornou, rapidamente, um berço fértil da criatividade de nossa cultura em toda sua parte inteira, em toda sua inesquecível parte em nossa história arteira.

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PRAÇA DA PREFEITURA XXII... Nos esteios do nosso jardim-praça, por toda sua extensão, e até por sua beira; bem organizada, com objetivos muito claros e amostrados, o grupo Consciência realizava sua feira; lugar onde se vivia, com todos os envolvidos, uma alma ordeira; onde o espírito vigente se traduzia em fazer arte, mesmo com qualquer momentânea besteira. Todos os envolvidos no evento se contagiavam com a melhor da arte-paixão, e com isto foram conseguindo aglutinar ao mesmo redil, todos os artistas da região. Numa clara demonstração intelectual de vizinhança social de amados, o objetivo da feira era, juntar de toda a região, fazer seus artistas e tendências, convidados. Aquela iniciativa entusiasmada, vingou; muita gente e toda a cidade bem que aproveitou; artistas de todos os naipes mostraram suas artes, como se viu; e a história de nossa gente, da nossa terra, e da nossa praça se cumpriu.

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PRAÇA DA PREFEITURA XXIII... Bons testemunhos de bons tempos, quando boas iniciativas aconteciam, em boas oportunidades, no meio de nossa boa gente, afirmam que o grupo Consciência, grupo da arte contente, tinha muitas virtudes a serem consideradas nos tempos pra frente: eram superinteressantes, e faziam coisas impressionantes, diante de tantas dificuldades maçantes, o que os faziam fiéis ao espírito reinante, de artistas driblantes, aos muitos empecilhos minantes. Faziam muita arte, toda a arte, com o melhor da arte, por amor; davam muito de si, o melhor dos feitos assim, usando a maior disposição daqui, com o melhor da inspiração em si. Na verdade, o que eram e o que faziam, com o espírito mágico do que sentiam, os levavam pelo prazer de desenharem em arte, o que tinham. Foram, e ainda são na memória de nossa terra, ótimos exemplos de abnegação extrema de artistas que nada emperra.

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PRAÇA DA PREFEITURA XXIV... Ponto de encontro de artistas, era uma das principais marcas de nossa praça-jardim; lugar onde as mentes viajavam, onde as inspirações frutificavam, sem fim. Esta fama benevolente e aspirante de novos futuros para toda aquela gente que tenta, se perpetuou por um bocadinho de tempo, veio desde a década de 1980. O encerrar daquela prosopopeia cultural, da mesma forma parou no tempo como num aborto, tem ano de encerramento, tem ano de fim de tudo, durou, infelizmente, até o ano de 2008. Não foi pouco tempo, não foi muito tempo, foi tempo suficiente para marcar um período, uma geração, um vento poderoso que marcou a formação de nossa cultura, de toda uma estrutura que nos tem feito ser o que somos. Foi tempo suficiente, mesmo que poderíamos querer que fosse mais, tempo consciente, que nos fez intendentes de uma época que não volta, mais, atrás.

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PRAÇA DA PREFEITURA XXV... São muitas as virtudes sociais da nossa praça, são muitas suas vantagens e emoções, é sempre a lembrada para os encontros, é sempre muito usada para as concentrações. Nos anos de eleição, por exemplo, quando as contagens se sucediam nos interiores do Fórum, em apurações, foi sempre o lugar preferido e aconchegante, onde os moradores esperavam os resultados das eleições. Neste, também, jeito de chamar os cidadãos a ela, de convoca-los ao civismo que lhe é principal, o nosso jardim-praça se faz comandante de todos os convívios no todo do interesse municipal. É o lugar de todos se encontrarem, todas as reivindicações, todos os partidos, todos de tudo que a nossa terra possa ter, Teixeira de Freitas tem seu pulmão onde converge de maneira harmônica e progressista, todas as correntes que travam nossa gente no futuro do vencer.

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PRAÇA DA PREFEITURA XXVI... Há muito mais do que se lembrar em relação à nossa praça-jardim, as memórias são muitas do muito que ela significa pra todos nós. Sempre foi o espaço ideal para as melhores comemorações que lhes sejam afins, sempre foi o espaço leal para os festejos de tudo: antes, durante e após. Entre as comemorações que sensibilizaram a cidade e o Brasil, de coração a fundo, a comemoração das vitórias da seleção brasileira em copas do mundo; entre estas celebrações, uma que ficou no coração de muitos em seus “apois”, uma da grande multidão em volta, por toda a praça, depois do final da copa de 2002, quando ela se mostrou em toda sua graça, demonstrando o que ela é para todos, o que é para a cidade, em sua devassa. É jardim presente, é o lugar de todo mundo, é a festa inigualável para tudo e todos contentes, é o canto cidadão que temos, ela é da gente.

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PRAÇA DA PREFEITURA XXVII... Na atualidade, depois de muitas mudanças, encantos e desencantos de muitas ordens que se contemple, a nossa praça está bem ali, no mesmo lugar, com a mesma sintonia de sempre. Hoje, não é a mais frequentada, e não sendo a mais procurada nos domingos, como outrora, nos tempos já idos, o jardim continua disponível, aberto a todos, e principalmente a tudo que promova cidadaniam de todos os ventos vindos. No sete de setembro, por exemplo, é ela que primeiro acolhe os cidadãos teixeirenses; dela, inicialmente, os desfiles se fazem pomposos e contagiantes aos aplausos efusivos de nossa gente. Viva a praça, viva a nossa praça, do seu jeito calado e expansivo, viva a nossa praça-jardim; o tempo passa, as coisas mudam sem fim, os interesses mudam, o jeito de fazer muitas coisas mudam a fundo, mas ela continua a nossa praça, a praça da prefeitura de todo mundo.

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PRAÇA DA PREFEITURA XXVIII... Ela já não é mais a mesma nos valores da cidade evidente, já não é mais a Mais, porém traz consigo muitas memórias que dão significado ao presente; significado quando a cidade tem algo a festejar ou a reivindicar, quando o povo tem a se juntar na busca de soluções, as mais complicadas ou não, encontrar. Recentemente, durante algumas manifestações recentes, como o “Vem Pra Rua” que eclodiu por muitas partes do país, como um aflito; a nossa praça se fez presente, se ofereceu pra toda a gente, abriu espaço para os estudantes dar o seu grito. Ela é assim, ela está assim, parece quieta, parece desinteressada, parece fora do baralho; mas no momento em que a cidade precisar, quando o povo carecer, ela presente estará, participando como bem parecer. Nossa praça jardim é a mais cidadã de todas as praças, em Teixeira de Freitas, sem dúvida, ela é o próprio poder civil que se nos traça.

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PRAÇA DA PREFEITURA XXIX... Não há dúvida nenhuma, não há como esconder esta glória; a nossa praça da Prefeitura, toda a extensão do seu jardim, é um lugar de memória; em todos os espaços que ela oferece, em tudo nela há muito de nossa história; por todos os seus pisos, por cada marca de sua construção, estão registradas, muito e muito de nossa vitória. Há um livro inteiro em todas as páginas desse lugar, um monumento vivo e sadio dos relevantes cantos que o passado nos tem a lembrar. A própria praça é a nossa estátua de nós mesmos, toda imponente em si mesma, e no que seus significados nos trás, toda indiferente à reverência que lhe devemos e que nem sempre nos apraz; ela está ali, bem no meio de tudo, sempre uma testemunha muito ávida ao confuso, mas a melhor forma de Teixeira ser o que é, manter-se em fé, na certeza inseparável de que tem destino, que ele está nela, e ela está neste tino.

Foto de Jônatas David Brandão Mota.

PRAÇA DA PREFEITURA XXX... Depois de tudo que vimos e ouvimos, de tudo que sabemos e vivemos, há uma atitude cidadã que nos resta como teixeirenses, isto aprendemos: todo morador da cidade, toda a gente que faz parte deste histórico vivo e crescente, que nos trás felicidades, todos devem estar atentos à conservação de nossa praça-jardim; todos tem muito a ver com a conservação de toda esta história afim, todos estamos neste mesmo barco de valorização, nesta vivência sadia, num mesmo coração. Os significados prementes e memoráveis que nosso espaço possui, os relatos iminentes e contempláveis que este aglomerado de fatos e eventos que nos dá sentido à cidadania e nos instrui, tudo isto deve ser conservado a todo custo, este é o nosso melhor busto, a estátua homenagem que melhor nos identifica, que melhor conta a nossa vida cidade, que melhor nos contorna e nos pacifica.



Foto de Jônatas David Brandão Mota.

PRAÇA DA PREFEITURA XXXI... É muito causo, é muita história para se contar, é muito relato escondido, relembrado por este espaçoso lugar; é luz sobre uma toda cidade, é um grande eco que brada do silêncio de ontem, a praça traz toda a municipalidade, ela emerge nos trazendo riscos que os tempos nos apontem. Museu, eis a grande palavra para toda a espessura das páginas e páginas já escritas sobre seus passeios; museu a céu aberto, tudo que todos precisam saber e lembrar do que foi e do que tem sido Teixeira por entre seus meios. A praça é nossa cidade, ela é a nossa gente, ela é os caminhos que trilhamos para estarmos no barco progresso de nosso presente; quem por suas curvas viaja, de um canto a outro, quem por seus entroncamentos engaja, fica sabendo, sem intermediários quaisquer, o que nos tem levado a ser, a encantadora cidade que o futuro aguarda e já é.