Fevereiro 2015... O GRANDE POVOADO

Foto de Jônatas David Brandão Mota.

O GRANDE POVOADO I... As muitas circunstâncias providenciaram para que antes, durante e depois da construção da BR 101, pessoas descobrissem, viessem, produzissem nestas terras; pessoas de todos os lados, de todos os cantos, que chegaram e se implantaram, cresceram e se fortaleceram, formasse este lugar, desenvolvesse este lagar, travassem aqui as suas guerras. As poucas famílias distribuídas em fazendas próximas, os poucos lavradores que se juntavam às margens do Itanhém, as poucas gentes que se cruzavam pelas matas, terminou dando no que deu; outros tantos que chegaram por seus variados e particulares motivos, outros tantos que acompanharam os demais que se fizeram daqui, cativos como um sonhador que veio, dormiu e amanheceu. Chegou o momento de se reconhecer que havia um grande povoado socado nas muitas matas que ainda se via por toda esta redondeza, neste enorme Estado da Bahia; uma mina de ouro, de gente de ouro, de sonhos e muita disposição que já estava, naturalmente construindo um farto logradouro, um entusiasmo arrebatador que por toda região se acendia.

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O GRANDE POVOADO II... Foram muitos, os caminhos trilhados por Teixeira de Freitas em sua busca por existência, espaço e progresso, foram muitos os caminhos em sua rota de aparecer; tudo se locupletava no sentido de fazer surgir, neste lugar, com estas formas, a cidade que já se tem tomado como centro cultural, econômico e político de toda uma região que por aqui se fez ser. Qualquer poeta pode afirmar, e será verdade, que todo o universo sempre conspirou para que o lugar se fizesse vilarejo, depois povoado, depois cidade, depois metrópole e tudo mais; foi num piscar de olhos para que tudo se iniciasse, seguisse e se formasse nos moldes que conhecemos, nos moldes que se tem feito, e hoje temos esta bela cidade que tanta alegria nos trás. Ela se tornou bela, hoje é uma jovem moça a formosear toda uma região, vai-se agigantando para, não demorar, ser a jovem moça de um Estado, da Bahia, de toda a Bahia, como num encanto; com a mesma pressa que a pouco tempo não existia e hoje é o que é, Teixeira se apressa a ser o que a natureza tem lhe reservado a ter, fazendo todos nós cheios de rimas para nosso acalanto.

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O GRANDE POVOADO III... Uma das origens para o povoado, uma das histórias que se tem contato, uma das hipóteses que nos tem trazido para hoje esta cidade ser o que ela tem sido; é a mata que por aqui existia, a imensa quantidade de madeira de lei que por aqui se via, o grande volume de toras e toras que a muitos enriquecia, um imenso potencial a muitos, para aqui, atraído. Neste aspecto, os capixabas muito participaram, foram eles que nos viram, que vieram, e por aqui se plantaram, levantaram serrarias, trouxeram seus caminhões, e trouxe muitas riquezas; foram eles que abriram o que havia de fechado na mata, que souberam beneficiar a madeira encontrada, que exportaram para o sul do país, para longe, divulgando, por lá, nossas belezas. Nossa cultura está repleta da cultura deles, nossos causos estão abarrotados de causos deles, e, de muitas formas, eles vieram trazer muito do que hoje somos e vivemos em nossa querida terra; devemos muito a eles, que vieram, chegaram, por aqui moraram, alguns voltaram, mas, ainda, muitos deles ainda por aqui estão, continuam contruindo esta cidade muito bela.

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O GRANDE POVOADO IV... Afirmam alguns relatos que, num segundo momento, após a exploração da madeira, após a invasão feita à mata que fechava todo este nosso rincão de belezas; as casas foram surgindo, a construção delas facilitou a chegada de famílias, de gente, muita gente, e aí estava posto o começo, o crescer e o progresso de tudo que se tornaria a Teixeira de nossa clareza. Primeiro as casas afastadas, instaladas nas fazendas que por aqui estavam, depois as casas mais próximas dos parentes e dos amigos velhos e novos que foram chegando para aqui também, morar; destas todas, outras tantas foram se juntando, se aglomerando, se posicionando em ruetas, em lugares de convívios, em espaços que se tornou um comercinho onde outros muitos passavam a cá. Daquele ajuntamentos escondido na mata, clarões foram se chegando, o vilarejo foi se expandindo, e, em pouco tempo, o casaril já se impunha, já dizia a todos que algo estava acontecendo; foi assim que a formação de tantas casas que surgiram, foram produzindo na mente de todo mundo, o que o bom senso da vida estava planejando e, por aqui, fazendo.

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O GRANDE POVOADO V... Fato é, que por volta dos iniciais anos 70, já existia, em nosso lugar, um povoado não tão grande, mas suficiente para demonstrar a pujança que o futuro reservava; vários fatores contribuíam conjuntamente para que os que por aqui moravam, não só formasse um contingente interessante de pessoas, mas, também, um mecanismo que, a crescer, se provocava. Por aqueles anos, várias casas e famílias já se espalhavam por ruas longas e largas, dando a entender que era irreversível o desenvolvimento que se mostrava e incluía aos seus muitos moradores; por aqueles anos, o comércio, a agricultura e outras atividades econômicas, por aqui, mostravam-se inicialmente imponentes, determinantes a resultados maiores e mais atrativos aos produtores. Teixeira já se fazia um povoado em franco crescimento, em franco desenvolvimento, era, como que, uma porta aberta ao enriquecimento de todos que por aqui chegassem e investissem; Teixeira era, como que, um poço de desejos, um lugar de relampejos, uma experiência que crescia e arrastava muitos pelas ondas do progresso que oferecia a todos que quisessem.

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O GRANDE POVOADO VI... Foi no início do início, quando o povoado ainda não era povoado, quando as famílias todas ainda não estavam, quando os primeiros já se organizavam coletivos; o melhor nome para o vilarejo, para o aglomerado de pouca gente morante, foi “São José do Itanhém”, graças à sua muito proximação ao rio que corria sereno, rico, por todo o vale, sadio e vivo. Por algum tempo esta era a denominação mais plausível, mais significante, foi o que veio trazer realidade ao que se estava formando por estes cantos deste imenso Estado, que todos chamavam Bahia; por algum tempo, este nome carimbou o que o pequeno povo vivido por estas bandas quis e formou, com toda a simplicidade de seus motivos, de seus interesses, e a simplicidade de suas alegrias. Tudo isto foi por volta dos meados dos anos 50, as poucas famílias que em fomenta, veio se instalando, não tão de vagar, nem tão apressadamente, formando o começo de tudo que hoje vemos; famílias e alguns lugares por perto, que vinham em busca dum certo, dum lugar, duma oportunidade, de sonhos pobres que chegavam a ter, sonhos ricos que todos nós sempre temos.

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O GRANDE POVOADO VII... Para um dos seus importantes primeiros nomes, para as primeiras atrações de muitos ao seu lugar, para o bem da agricultura e pecuária, o rio Itanhém; o povoado foi se organizando, crescendo, se fazendo importante, ao se localizar ao lado, o esquerdo, do rio vivo e atuante que cruzava esguiu pelo vale do seu destino, o nosso rio que nos traz, e nos leva também. Dentre os fatores de nascimento e desenvolvimento de nossa gente, dentre os fatores de atração e cativação de outras gentes que vêm e chegam, o rio é uma das nossa gratificantes belezas; ele está presente, em muitos momentos e contratempos, em muitos episódios de nossos primórdios, ele está sempre contente, ele está sempre entre as nossas forças e as nossas fraquezas. A história de nossa cidade, com toda sua vivacidade, está cheia de contações e canções, todas escritas, sem dúvida, com as tintas deste rio que, de todas as formas, nos tem sustentado para o futuro; ele é totalmente responsável e testemunha do tempo que já pssamos, deste momento que contamos, do assento que se nos espera, dos adventos que nos aguardam nos próximos casulos.

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O GRANDE POVOADO VIII... Voltemos aos anos de 1950, começo dos começos de tudo isto que nos tornamos, naqueles tempos “nada” era o pouquíssimo que por aqui existia em nossa terra; tempo que ainda existia matas virgens, lugares inexplorados entre nós, cantos apagados da ganância exploratória de homens e riquezas, floresta fechada em todos os sentidos que nela se encerra. Naqueles momentos, uma e outra fazenda, uma e outra casinha, uma e outra gente, pessoal esquecido nas bocas da mata, gente que parecia se esconder do em conturbação, lá fora; era os primeiros grãos que construiriam a cidade que temos, a cidade que somos, rara gente que começou a fincar pé em nossa paragem, em nosso lugar comum, gente que veio e não foi embora. Nos anos da década de 50, éramos sós, nós e mais ninguém, éramos um Brasil de poucos, de quase ninguém, um páis embranhado no esquecimento de matas virgens que, por aí, ainda sobravam; foi assim que passamos a ser gente, passamos a ser frente de um progresso que nunca mais parou, passamos a ser o que somos hoje, passamoa a ser o que seremos nos futuros que nos cobravam.

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O GRANDE POVOADO IX... Naqueles primeiros momentos da vida do povoado que haveria de se formar, surgem dois nomes importantes à construção que se estava concretizando por aqui; Hermenegildo Félix de Almeida e Júlio José de Oliveira surgem no cenário inicial de nossa terra, marcando bem suas presenças na terra, nas riquezas e na vida de todos que chegaram a seguir. Entraram nas matas fechadas qua ainda se podia ver, abriram passagens alargadas por onde se podia ter, forçaram a passagem do progresso que insistia em invadir o lugar fogoso de todos nós; iniciaram o irreversível desmatamento, abriram as clareras que nos mostraram a nós mesmos, tudo que éramos, tudo que tínhamos, e tudo que o futuro estava preparando para logo após. Dentre os pioneiros, estes dois que vieram depois, são os primeiros a abrir a nossa história para o mundo, lá fora, ansioso por derramar sobre nosso rincão, as suas próprias vidas, trabalho e sonhos; foi com eles dois que as portas, por eles abertas, se abriram para que devagar, depois mais apressados, o mundo todo viesse nos conhecer, se apaixonar, trazendo-nos seus motivos bons ou bisonhos.

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O GRANDE POVOADO X... Depois dos anos 50, quando, já, algumas pessoas essenciais chegaram e se juntaram aos essenciais que por aqui já estavam, mais gente chega nos anos seguintes; depois daqueles, considerados, primeiros momentos de nossa história de organização, chegou para cá, e ficou no nosso meio, a “firma” Eleusíbio Cunha, uma das que veio nos trazer sonhos de requintes. Foram anos difíceis, tempos de muitas limitações e lutas, oportunidades de construção, portas abertas para homens e mulheres destemidos, comprometidos com aquele presente de nossa gente; quando o empresário chegou, encontrou o seu lugar para crescer, o seu espaço para desenvolver, compra e venda de madeira, de muita madeira, uma bela história de progresso comovente. Com esse seu comércio maior, e com outras iniciativas menores, a empresa se fez grande na economia do vilarejo, inclusive com construção de estradas, pontes, casas e outros valores mais; o proprietário era influente e respeitado, inteligente e ousado, tornou-se fator primordial para que nossa história ingressasse pelos caminhos que tomou, com a participação de outros muitos tais.

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O GRANDE POVOADO XI... Logo que chegou a primeira grande “firma” em nossa história, um primeiro impacto aconteceu, fazendo entender que algo novo e grande estava para acontecer; um grande acampamento, mesmo coberto de palha, estabeleceu-se não só no território de nosso pequeno povoado, mas na credulidade de nossa gente que via muito longe no novo que estavam a ver. Eleusíbio Cunha, em sua visão empresarial, trazia, naquele momento de nossa história iniciante, os primeiros embriões sonhadores de progressos que estavam traçados para nossa convivência; enfrentou a mata fechada, enfrentou a falta de estradas, enfrentou a falta de tudo, enfrentou um pessoal sisudo, foi muito determinado a superar empecilhos mil em muitas de suas contingências. Mas veio, se estabeleceu com muita galhardia, mostrou coragem e confiança no que podia fazer, fincou estacas e arregaçou as mangas num trabalho consistente e acrescido de estratégias; em pouco tempo já via os resultados benéficos de seus investimentos, os lucros motivadores de suas ações, em pouco tempo já atraia a atenção das concorrências, que chegavam enérgicas.

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O GRANDE POVOADO XII... No final da década de 50 e início da década seguinte, Eleusíbio Cunha, com sua empresa, já estava em alta extração, beneficiamento e exportação de madeira; caminhões e caminhões deixavam o pequeno povoado existente, em direção ao nordeste, mas, principalmente, em direção ao centro-oeste e sul do país com o resultado de nossa gente trabalhadeira. A muita madeira de lei que era colhida, faziam enormes toras renderem rios de dinheiro não só ao empresário, mas à economia regional, já que tantos trabalhadores locais ou não eram seus empregados; muitos de muitas cidades e vilarejos vizinhos, saiam de seus lugares, saiam de seus Estados, vinham “ganhar a vida” naquele serviço que estava juntando tantos fortes, destemidos e abnegados. Teixeira encontrou um viés de desenvolvimento, o pequeno lugar promissor estendeu-se a colher resultados de crescimento, em muitos sentidos, com este novo e primeiro negócio grande; no passar dos dias e anos, este ramo comercial irá produzir mais madeireiras, mais gente, mais dinheiro, mais desenvolvimento, mais tudo que trará Teixeira para o lugar de quem se expande.

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O GRANDE POVOADO XIII... Depois do Eleusíbio Cunha, por causa dele, através dele, e apoiados por ele, outros passaram a chegar e a se achegar à nossa história, ao que estava acontecendo conosco; outros muitos passaram a, para aqui, entre nós, a morar, a consoco viver, a conosco trabalhar, e, portanto, nos fazendo lugar próspero, nos fazendo deixar de ser gente de um lugar tosco. Com estes tantos que vieram por meio do que a empresa fazia entre nós, com nossa madeira, outros empresários foram se engraçando com o que tínhamos a oferecer com nossa natureza rica; mais empresários foram se aproximando, muitos foram chegando, muitos foram morando, e traziam muitos de seus empregados, muitos de seus negócios, como até hoje nossa natureza fabrica. Nos anos 60 já tínhamos um lugar bem conhecido, um lugar que crescia com muito vapor, atraindo muita gente, e dando muita condição para todos trabalharem e se enriquecerem com o que faziam; era um pequeno paraíso ainda com muitas limitações, um pequeno paraíso com exorbitantes privações, mas que crescia, que atraia, que dava fôlego e esperança a todos que mereciam.

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O GRANDE POVOADO XIV... Durante ou depois daqueles primeiros anos da década de 60, alguns nomes e famílias, dentre outras muitas que foram chegando, se destacaram em nossa história; João Antunes, Manoel de Etelvina, Aurélio de Oliveira, Duca Ferreira e membros da família Guerra, foram nomes que até hoje devemos muitos para o que somos, o que temos, nos relatos de nossas glórias. Cada um com seu jeito, em seus eitos e contextos, cada um de uma maneira eficaz, com espírito capaz, todos estes e alguns outros deixaram marcas que se perpetuam até nossos dias; fazendo comércio, participando da criação e plantação que inundavam nossa economia, estes homens e famílias se juntaram a construir este futuro de agora, e o futuro que colheremos mesmo a porfias. Vieram de longe, aqui chegaram, aqui se juntaram, formaram um povo só, uma gente só, uma sociedade trabalhadeira, em muitos sentidos, altaneira, gente que foi a gente naqueles desdobramentos; todos que plantaram com desvelo e empenho a Teixeira que hoje vivemos, a cidade que amanhã viveremos, o lugar poético que todos nós sonhamos e temos no pensamento.

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O GRANDE POVOADO XV... Fato é que, no final dos anos 50, já tínhamos algumas famílias, algumas pessoas, alguma ligeira importância no cenário regional, neste canto esquecido da Bahia; com aqueles que por aqui estavam, algumas coisas aconteciam dando vida à convivência, dando relevância ao mundo vivo que por aqui se instalava, dando significado ao que por aqui se instruía. Algumas atividades já se verificavam no contexto social onde as pessoas se viam, se encontravam, se conheciam, onde elas casavam-se e se davam em casamento, se firmavam e se afirmavam no que queriam; alguns relatos ainda lembrados, dão conta de momentos festivos, cerimoniais, representativos ao estado de coisa que se norteava no cotidiano das muitas pessoas que aqui viviam. Naquele momento de nossa história, já éramos um vilarejo de episódios, um emaranhado de factódios capazes de mover todo o pessoal vizinho a participar de desenvolver de uma população; era Teixeira de Freitas que se arrumava, se ornamentava toda, na conquista de seus anseios, na teimosia de seus perneios, fazendo marchar os muitos motivos para edificar a sua aptidão.

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O GRANDE POVOADO XVI... No final dos anos 50, a Igreja Católica já estava presente no nosso meio, já cumpria seu papel religioso e social em nossa comunidade, já fazia parte de nossa história; a capela de São Pedro já era realidade, já reunia fiéis, já divulgava seu ensino bíblico, já cuidava dos muitos católicos que pertenciam ao nosso convívio, nosso cotidiano, à nossa trajetória. A capela foi construída onde sempre esteve, pregava o que sempre pregou, fucionava como sempre funcionou, era importante ao povoado como sempre foi, e assim congregou os muitos, por aqui, cristãos; inicialmente pequena e simples, mas o suficiente para ser a catlizadora que foi, o suficiente para ser a convergência que foi, para ser a dignatária que sempre foi até entre os pagãos. Naquele tempo, por causa daquela capela, já éramos como que um povoado, até com certo orgulho avoado, de lugar civilizado que se organizava naturalmente, espontaneamente, com os que aqui moravam; por causa dela, cumprindo seu papel formidável, nosso lugar já se mostrava relevante, muito cativante, recomendável, exuberante aos que estavam, e aos muitos que, aqui, chegavam.

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O GRANDE POVOADO XVII... A história diz que em 1958, no dia 14 de Abril, aconteceu o primeiro casamento religioso no povoado, primeiro matrimônio católico em nossos registros; o celebrante foi o Frei Olavo, de Alcobaça, que, muitas vezes, vinha ao povoado para muitos serviços religiosos, atendendo a necessidades de nossa gente em nossas alegrias, e em nossos sinistros. Naquela oportunidade, a capela se encheu de gente, curiosos com o primeiro evento, alardiosos com aquele primeiro intento, muita gente participou daquela festa que, para outras, abriu caminho; das pessoas que já moravam, das pessoas que chegavam, muitos outros casamentos se enfileiraram, promovendo encontros e desencontros naquela gente alegre em nosso cantinho. Foi uma data que marcou a história, lembrada e relembrada por muitos e muitos anos, foi uma data que ajudou a se ter uma visão otimista para o aglomerado de pessoas que se firmava neste nosso rincão; um casamento, um momento de enlace que nos trouxe o impasse para sonharmos neste lugar que hoje é o que é, que sonha num amanhã bem maior, com mais casamentos, de antemão.

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O GRANDE POVOADO XVIII... A história conta que o primeiro casamento religioso em nosso primeiro povoado, no final dos anos 50, ocorrido na Capela de São Pedro, fez, entre nós marco histórico; os nubentes foram moradores de nosso lugar, Aurélio José de Oliveira que casou-se com Izaura Matias de Jesus, dois jovens que deram início à vida a dois, e a mesma vida à muitos outros eufóricos. Estava aberta a temporada aos casamentos locais, a Capela já tomava categoria de local reconhecido a eventos como aquele, a Igreja Católica já dava ares novos à paróquia que crescia desenfreada; um padre e uma estrutura mínima já se encaminhava de Alcobaça para atender às necessidades religiosas de nossa gente, a catolicidade regional já via bem o futuro que o destino nos emparedava. Depois do casamento memorável, a Capela machou em passos mais largos na direção de se constituir uma igreja como deveria, passou a ser uma outra fase de existência, presença e atuação religiosa; isso veio trazer outro comportamento mais aprimorado, mais comprometido, mais determinado, por parte da população vigente, em relação à religião, à própria igreja e sua constância laboriosa.

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O GRANDE POVOADO XIX... Por volta do final dos anos 50, durante os anos 60, e, principalmente, até meados dos anos 70, muita ebulição estava acontecendo no povoado de Teixeira de Freitas; a economia estava sendo movida largamente pelo crescente mercado da madeira de lei, da fartura que tínhamos por todos os cantos, das riquezas em pé que todas as fazendas tinham afeitas. De todas as madeiras possíveis à Mata Atlântica, nosso lugar tinha de todas, nosso lugar tinha muitas, e as descobertas foram se acentuando, e mais gente vinha cá buscar o que tínhamos a todo quinhão; chegamos ao ápce de todos os dias, durante todo o tempo de cada dia, caminhões e caminhões saírem de nossas matas, abarrotados de madeira que iam para o sul e para o norte, por nossa região. Muitos ficaram muito ricos, todos ficaram mais enriquecidos, o povoado ganhou muito com tudo aquilo, a nossa gente chegou a dar inveja a muitos que sabiam que por aqui estávamos a viver; isso atraiu muita gente, isto valorizou a nossa gente, isto facilitou comodidades que nos faziam contentes, isto nos deu orgulho, e, sem barulhos, crescemos na medida que era bom pra se crescer.

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O GRANDE POVOADO XX... Nos anos 70, sim, o povoado desenvolveu-se bastante, foi a estrada nova, a BR 101 que abriu portas mil para saída do nosso trabalho, e para a vinda de trabalhadores; a estrada nova colocou o país todo a passar diante de nossa porta, o Brasil todo a ver com seus próprios olhos o que estava acontecendo conosco, em nossa terra, nós, como desbravadores. Depois dela, até estrangeiros vieram nos visitar, até gente de outras culturas passaram a nos encarar, e junto com todos eles, trouxeram tecnologias, ousadias, trouxeram outras muitas oportunidades; naqueles anos, com nossa madeira, com nosso braço forte sem canseira, quanto mais saia nossas notícias para o mundo, mais o mundo vinha deixar entre nós as suas contribuições e bondades. Depois daqueles tempos, tudo passou, mais ainda, a contribuir para nosso desenvolvimento, a construir nossos acentamentos, a conferir os nossos entrosamentos, para que sejamos confiantes quanto ao futuro; É com este espírito, foi com ele também, que estivemos, todos, muito comprometidos com o que acontecia, com tudo que nos envolvia, com tudo que nos vinha, tudo que nos tem feito vivos e maduros.

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O GRANDE POVOADO XXI... No final dos anos 60, até meados dos anos 70, de maneira inicial e bem intensa, o que acontecia em Teixeira, gerava outros acontecimentos singulares; neste período, principalmente, inicial e intensamente, a imigração de comerciantes, vindos de tantas partes próximas e distantes, caracterizavam o crescimento do povoado em seus pilares. Rapidamente as principais ruas do lugar foram tomados pelos mais variados ramos de negócios, atendendo a população, a agricultura vigente, e o desmatamento sem igual; o comércio se estendia, a toda região se oferecia, e fazia tudo e todos se convergirem para o que, por aqui, se desprendia, o que tanto movia para compras, para vendas, visando o apogeu comercial. Foi um período inesquecível, muita coisa estava acontecendo, e mais isto que se ia vivendo, era uma transformação sem paralelo que desenhava a cidade que o futuro não poderia negar; foi, realmente, um período inesquecível, o nosso lugar tomava formas de desenvolvimento, sem dar tempo qualquer condição de preparo, ou reparo, naquela pressa infinda de voar.

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O GRANDE POVOADO XXII... Ainda no período, até meados dos anos 70, outro grupo de imigrantes chegavam por aqui, de forma intensa, juntando-se aos que por aqui já atuavam; os agricultores, os plantadores, os que entenderam a riqueza da terra que tínhamos, do clima nos rendíamos, das facilidades que nos atrevíamos a ter e oferecer aos que chegavam. De um momento para o outro, num suspiro de intrepidez e discernimento, eles chegaram aos montões, trazendo seus bordões, fazendo transparecer a riqueza que estava ao nosso dispor; eles chegaram e, logo, tomaram frente ao trabalho, volveram-se logo pelos assoalhos, fazendo a terra mostrar seu aflorar, fazendo o nosso canto se mostrar, a música nova que tinham a compor. No final daquela década, por assim dizer, Teixeira já estava tomada de gente e tudo mais que favorecesse a produção intensa que presenciávamos, caminhão a caminhão, todos os dias; era uma beleza só, era como ouro em pó, jeitos e jeitos de ver gente a ganhar, muita gente a plantar, ver todo um povoado a sonhar, ter os sonhos frutificar como músicas cantadas e sadias.

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O GRANDE POVOADO XXIII... Da mesma forma, desde o meio dos anos 60, ao meio dos anos 70, entre os chegantes para estarem conosco, para enriquecerem conosco, trabalharem conosco; os pecuaristas, os criadores, homens de negócios que trouxeram seu gado, seus empregos, suas mangas arregaçadas, homens que trouxeram muito contra nosso futuro tosco. Usando os espaços abertos pelas madeireiras, comprando terras de matas já abertas pelos fazendeiros, famílias vindas do interior baiano e mineiro chegaram e por cá, se instalaram; sem demoras, sem muitos esforços, nosso rebanho, em finais daquele período, já era um dos maiores do Estado, pelo estremo sul da Bahia, estes pecuaristas vieram e entre nós, ficaram. Muito contribuíram, com os demais setores, com os demais empresários, para que por aquele tempo, a nossa Teixeira já fosse proeminente, já se mostrasse essencial até para toda a nação; muito se deram, com suas famílias e investimentos, com seus trabalhos e produção, para nosso povoado abastecer muito do mercado consumidor distante ou dentro de nossa região.

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O GRANDE POVOADO XXIV... Isso mesmo, entre 1965 e 1975, as regiões próximas e distantes se esvaziaram em direção ao nosso povoado em rápida e grande formação, todo mundo estava vindo; todo dia, dia após dia, gente e mais gente chegava, famílias e famílias se instalavam, a BR. 101 recém-inaugurada, ficava abarrotada dos carros e ônibus que chegavam, o povoado estava tinindo. Era gente de todo jeito, com os mais variados predicados, com os mais significativos interesses futricados, a primeira grande reiqueza de nosso lugar, os que estavam e os que chegavam pra cá; de um momento para outro, como se fosse de um dia para a noite, Teixeira se encheu de parceiros, verdadeiros tropeiros, gente elencada, com consciência desbravada, trazendo esperanças sem parar. Muitas fatias a serem distribuídas, muitas riquezas a serem consumidas, cada um ao seu jeito, num desenfrear perfeito, parecia que o rápido crescer estava organizado e sob todo o controle; mais gente apressada, mais ansiedades atreladas, havia sucesso no arsenal, o futuro reservava o maravilhoso e esperado bem geral.

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O GRANDE POVOADO XXV... Chegaram e foram muito bem recebidos todos quantos chegaram, chegaram, e por serem homens de bem, foram muito bem recebidos em nossa terra; chegaram trazendo esperanças, trazendo disposição, tranzendo bonanças, trazendo comoção, vieram trazendo na bagagem, o que melhor podiam oferecer ao desenvolvimento que viram, e acreditaram no que o povo, até hoje, encerra. Nomes essenciais, importantes àquele momento da história, ainda hoje fazem coro com os demais vultos que se deram a todo empenho, para promover os caminhos que trilhamos pra nossos dias; nomes como Hegberto Rabelo Pina, Alcenor Barbosa, Otacílio Barbosa dos Santos, Oto Morbeck e outros, gente da melhor qualidade, gente séria e determinada que nos trouxe características que compuseram o teor das nossas canções sadias. Naquele período, logo depois de 65, pela década que se seguiu, chegaram muitos deste quilate, chegaram muitos para todo embate, e disto tudo nascia e frutificava o povoado com se construía para além; era nossa história que se estruturava, ardil histório que se implacava, a nossa força histórica que se mancheteava nos braços robustos e dinâmicos destes tantos novos que nos chegavam, e nos fizeram muito bem.

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O GRANDE POVOADO XXVI... No final dos anos 50, morre o estatístico, o baiano e Dr. Mário Augusto Teixeira de Freitas, o idealizador e organizador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, e e deixou serviço duradouro; o governo da Bahia, achou por bem prestar uma homenagem póstuma, orientou os chefes das Agências de Estatísticas a proporem aos prefeitos de cada município que dessem o nome dele a logradouros. Foi nesta circunstância que o grande povoado se incorporou à devida homenagem proposta, desse jeito também entramos na história do Estado e na história do Brasil; também, deste jeito, o Estado e o país entraram na nossa história, no nosso existir, entraram definitivamente nos relatos de nossa caminhada desperta, envolvente, decisiva e varonil. Na evolução de nossa existência, aquele momento fechava um ciclo inicial de nosso ser povoado, era começo de um novo momento no desenvolvimento que não poderia mais deixar de acontecer com a gente; até à emancipação, este segundo instante histórico passou a constar como essencial para a formação do “caráter” que hoje desfrutamos, como cidade de progresso com olhar e alvos bem à frente. Todos que chegaram, e os fatos que nos envolveram, passos que nos armaram, sonhos que precaveram.

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O GRANDE POVOADO XVII... Assim que em 1957, o então chefe da Agência de Estatísticas de Alcobaça, órgão instalado naquela cidade, para cumprir seu papel em nossa imensa região; em cumprimento às determinações emanadas da Inspetoria do IBGE na Bahia, em Salvador, na busca de perpetuar o nome que queriam homenagear, pelo seu papel essencial em toda a operação; à Prefeitura e Câmara naquela cidade, homenagem póstuma ao imortal baiano Teixeira de Freitas, como definitivo nome do povoado de São José de Itanhém, fez a honrosa solicitação. E assim foi, e assim aconteceu, Comercinho dos Pretos, Mandiocal, Tira Banha, Duas Pernas, São José do Itanhém, nossa terra e nossa gente assumiu, de vez, um nome já com grande significado a considerar; o povoado, que já era razoavelmente grande, assumiu um nome consideravelmente grande, nome que ultrapassava os limites da região, e do Estado, um nome tão grande quanto muito grande o povoado iria se tornar; a partir daquele ano o futuro enorme que nos aguardava na vida e na história, estava estampado no nome que a própria história se encarregou de nos dar; naquele momento só nos restava aceitar, só nos restava acreditar e nos afobar, só nos restava mesmo era para o futuro nos deixar levar.



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O GRANDE POVOADO XVIII... Teixeira se tornaria Teixeira, proposta que foi bem aceita pelo, então, Prefeito Municipal de Alcobaça, homem honrado e de visão, Manoel Euclides Medeiros, que logo tornou a idéia verdade jurídica; através do Ofício de nº 91, de 14 de fevereiro de 1957, documento que demonstrava sua perspicácia sociológica, com profunda sabedoria e vivência política. Era, este documento, mais ou menos com o seguinte teor: Sr. Agente, tenho a satisfação de comunicar a V. S. que no entroncamento da rodovia, que liga esta Cidade a Medeiros Neto com o ramal do Porto São José, está sendo fundado um povoado, obedecendo todas as técnicas urbanísticas que houver, que por deliberação desta Prefeitura, e legislações afeitas, em homenagem ao grande criador do IBGE, recebeu o nome de Teixeira de Freitas. De lá para cá, no correr que os anos fizeram ajustar, o povoado tornou-se grande e importante, tornou-se muito maior e desenvolvido, cresceu demais; com isto trouxe e levou gente, deu oportunidades inigualáveis a todos que se dispuseram a dar sangue e suor ao trabalho e ao progresso de nossa gente, a todos que mostraram que somos uma gente capaz. Neste tempo, desde o povoado que foi se tornando grande, nossa cidade é um sonho que se expande.

Janeiro 2015... CULTURAS QUE CHEGARAM

Foto de Jônatas David Brandão Mota.

CULTURAS QUE CHEGARAM I... A História de nossa terra está muito fixada no século XVII, antes do Brasil ser país, quando ainda éramos Colônia portuguesa, terras de Portugal; por aquele tempo muito esteve acontecendo em nosso lugar, em nossa região, muita história já povoava este nosso rincão, e, não foram fatos espontâneos, mas muito político-proposital. Por aquele tempo o rei da matriz já tinha olhos voltados para este pedaço de Brasil, e, de lá, atuou a favor de cá, e, com isto, fez acontecer muitos feitos que a história nos permite saber; foi por esta porta, principalmente, que outras culturas a nós chegou, antes mesmo que a nossa estivesse formada, antes mesmo que a nossa pudesse, por nós mesmos, se fazer conhecer. Somos o que somos, e, temos o que temos, graças, também, àquelas iniciativas valorosas; iniciativas que em canto avassalador, nos construiu, nos tem feito cidade gloriosa.

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CULTURAS QUE CHEGARAM II... Depois do descobrimento do país, depois de Portugal tomar posse do descoberto, depois das Capitanias para melhor administrar a possessão achada; o rei, de lá do seu lugar, toma decisões na busca de desenvolver o grande continente que estava sob seu domínio, assumindo posturas que chegaram a atingir nossa região encantada. No século XVII, mesmo antes da independência, pela estratégia, pela importância, pelo crescimento, pela visão da monarquia portuguesa, novidades nos povoados a fora, passaram a acontecer; paulatinamente, um após outro, num ou noutro tempo, em nossa região, e por outras regiões por toda a Colônia, vários povoados, em condições jurídicas de Vilas, foram levados a se reconhecer. Com isto, novas estruturas administrativas passaram a se organizar; durante o século, foi assim que nossa região, em uma das prioridades da coroa, passou a se estruturar.

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CULTURAS QUE CHEGARAM III... Em 1700, em nossa região, Caravelas é o primeiro povoado a tornar-se Vila, primeiro pessoal a tornar-se pequena cidade com status de pequena cidade; o reino de Portugal iniciando o século com novas iniciativas de alguma independência aos grupamentos distribuídos pelo território da imensa colônia em sua necessária e urgente governabilidade. Lugarejo fundado em 1581, como apoio à expansão que a coroa tinha, pelas Capitanias, para cobrir e apossar de toda a extensão que lhe estava designada como descoberta pelo Tratado de Tordesilhas em vigor; a considerada valorosa Vila, em 1855, pela sua importância e crescimento, torna-se cidade, com todas os conceitos e status que se deveria ter e precisar numa cidade em pleno labor. Em nossa região, naquele tempo, surge a primeira Vila, a primeira cidade pequena; surge uma Caravelas cheia de esperanças, completa de fantasias plenas

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CULTURAS QUE CHEGARAM IV... Em 1772 foi a vez de Alcobaça, de povoado tornou-se Vila, naquele momento já era um lugar saudável, crescente, importante, essencial à nossa região; de um momento para o outro, esta façanha histórica fez a Vila dar passos grandes em seu progresso, o que beneficiou mais ainda o nosso canto regional, fez nossa terra ser outra, desde então. O povoado fora fundado numa região indígena, a partir de 1747, com famílias chegadas de Caravelas, por causa de suas terra, próximas ao rio Itanhém, serem muito férteis para a agricultura; foi somente em 1896 que esta Vila veio a se tornar uma cidade, mas até lá, era imponente e vistosa em sua organização urbana, era bela e encantadora em suas virtudes naturais e bravuras. Alcobaça, de muitas formas, sempre foi nome significativo nas histórias de nosso rincão; Alcobaça sempre foi protagonista aos progressos que plantamos na região.

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CULTURAS QUE CHEGARAM V... Antes, em 1755, talvez, foi a vez de outro povoado tornar-se Vila, pelo reconhecimento da coroa portuguesa, São José do Porto Alegre, mais tarde, Mucuri; localizada à margem do Mercurim, a Vila surge já com grandes predicados de terra com muito a oferecer aos que nela habitava, aos que nela pudesse ir buscar riqueza e bem estar por ali. Lugar antes habitado por temidos botocudos canibais, primeiramente visitados, no sec. XVI, por bandeirantes como Martim Carvalho e pelo mestre-de-campo Antônio da Silva Guimarães em busca de ouro; o povoado foi depois composto pelos índios dali e portugueses degredados que no local passou a encontrar refúgio contra as garras da justiça portuguesa em outros logradouros. Alemães e Suíços por lá chegaram trazendo suas civilidades tecnologias; chegaram para plantar café, e com ele, vieram para somar conosco, as suas etinias.

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CULTURAS QUE CHEGARAM VI... Um pouco depois do “Antes”, chegou a vez do Prado, 1765, o próspero povoado passou a ser encarado como Vila, pelo reconhecimento da Corte em Portugal; histórias é que não falta sobre a história daquela gente e daquele lugar, tudo que de lá se fala dá orgulho e alegria, também, a todos nós aqui, é como se fosse para todos nós, um nosso madrigal. Foi no Rio Caí, quando invade o mar, no município de Prado, que a frota de Pedro Álvares Cabral desembarcou em 23 de abril de 1500, tomando posse do Brasil pelos portugueses de longe; isso é garantido por muitos dos historiadores que se debruçam a conhecer bem, e de perto, os fatos que aconteceram por aquelas terras, quando do inicio de tudo, o que a todos, pela verdade, constrange. A Vila cresceu, tornou-se ainda mais importante; e, em 1896 veio a fazer-se cidade, veio a fazer-se imponente e constante.

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CULTURAS QUE CHEGARAM VII... Pouquíssimo tempo depois do Prado, foi a vez de Viçosa, o povoado torna-se em Vila, em 1768, por determinação e reconhecimento governamentais; o povoado foi fundado em 1720 quando o capitão João Domingos Monteiro atracou às margens do Rio Peruípe, a qual, rapidamente, cresceu, tornou-se um povoado de crescimento e importância vitais. Por volta de 1832, foi visitada por Charles Darwin, no seu navio Beagle, de onde extraiu informações e observações essenciais para sua hipótese evolucionista, a partir do arquipélago de Abrolhos; mas, com atrasos, foi só em 1962 que veio a ser emancipada, tornando-se cidade, graças ao seu potencial turístico e comercial, e à sua capacidade de subsistências, o que lhe serviu de antolhos. Hoje é chamada de Nova Viçosa, a terra das belas e sadias praias; lugar que a natureza, sem medidas, promoveu verdadeiras alfaias.

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CULTURAS QUE CHEGARAM VIII... Caravelas, Alcobaça, Mucurí, Prado e Nova Viçosa, foram povoados tornados Vilas no século XVIII, atendendo preocupações vindas de Portugal; seguindo critérios e disposições seguidas por toda a Colônia, em todas as Capitanias e Províncias, os reconhecimentos essenciais da corte, chegavam atendendo a visão de uma ocupação territorial. Numa política de urbanização, melhoramentos necessários à colonização, o reino português promove muitos povoados à condição de Vila, levando cada lugar a benefícios de muitas ordens sociais; a nossa região, com povoados muito precoces, viveu, durante o século, muitas destas ações provedoras, com forte cunho político-judicial, fazendo Vilas beneficiarem inteiras regiões primordiais. Tudo isto foi inícios para uma Teixeira que somos, para a Teixeira que vivemos; estas queridas e vizinhas cidades foram o que, a ser, aprendemos.

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CULTURAS QUE CHEGARAM IX... Os povoamentos se tornaram Vilas, lugares em nossa região, no século XVIII, contemplados pelo reconhecimento formal da Coroa Portuguesa, em relação ao Brasil; povoados que se tornaram centros oficiais de atenção específica do domínio de Portugal sobre a Colônia extensa e rica que tinha sob sua governança por quase três séculos, sob ríspido perfil. Havia uma política de urbanização a ser desenvolvida, a ser praticada como meio de facilitar sua controladoria de maneira possível, com aspectos nobres de melhor colher os benefícios que tivesse; por outro lado, e principal motivo, ante as constantes investidas de outras nações pela invasão à Colônia, era o tão necessário povoamento, cobrindo toda a extensão que se aprouvesse. Portugal tinha obrigações iminentes para com tudo que tinha em seu poder; uma delas beneficiou nossa região; o que veio muito nos favorecer.

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CULTURAS QUE CHEGARAM X... Nisto tudo, há um fato a que se reportar, para que tenhamos uma visão adequada da história que notoriou a história de nossa região, e, é claro, nos alcançou; algo que determinou muito do muito que temos de Europa, de outras civilizações, correndo em nossa veia, em nossa caminhada, na estrutura que nos veio, que, nestes tempos, nos formou. Por volta de 1830, sob o entender da corte brasileira, dos designios de Dom Pedro I, como forma de aperfeiçoar todos os atributos nacionais, que tínhamos também; levas de muitos estrangeiros foram incentivadas a virem, e, para nosso canto, os suíços, todo aquele arsenal de tecnologias, toda a civilização que, na Europa, já tinha muito do que, hoje, tem. Foram incentivados a povoarem as redondezas de Porto Alegre; a vila que, mais tarde, haveria de se chamar Mucurí, o porto que a alegria persegue.

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CULTURAS QUE CHEGARAM XI... Além dos suíços que foram chamados para habitarem e viverem por aqui, da mesma forma, alemães foram motivados a, da mesma forma, virem para cá; viriam para Viçosa, entre nós produziriam, na zona rural, praticando o que muito conheciam, trazendo riquezas, fazendo riquezas, usando o que de melhor tínhamos para dar. Os alemães chegaram, trouxeram novos costumes, novas tecnologias, novas ilusões, novas gentes somando as povoações da Vila que já tinha muito para a boa disposição dos que por cá já estavam; trouxeram muito da Alemanhã, muito do muito que já tinham por lá, e que já os faziam civilizados, ricos, fomentadores, muito envolvidos nos objetivos para o qual, por aqui, habitavam. A monarquia brasileira, também, ficou pouco mais europeia, e pouco mais culta; a monarquia brasileira ganhava, com tudo isto, uma nova conduta.

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CULTURAS QUE CHEGARAM XII... Foram suíços e alemães, entre outras nações, convidados pelo Imperador do Brasil, a virem desenvolver a economia do país, com suas riquezas e trabalho; estes dois povos irmãos aceitaram e vieram, muitos deles se estabeleceram, por orientação oficial, em nossa região, e muito fizeram na construção de nosso ambiente, a um, fizeram daqui o seu assoalho. Vieram morar, uma grande parte, nos arredores de Porto Alegre, às margens do rio Mucurim, assumiram a zona rural daquele lugar, transformaram tudo, no possível, numa Europa bem brasileira; outros muitos vieram para os arredores de Viçosa, às margens do rio Peruipe, onde, com muita facilidade, se estabeleceram, trabalharam, produziram, onde astearam mais civilização como bandeira. Foram irmãos europeus que aceitaram vir; foram queridos irmãos quase brasileiros que viveram por aqui.

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CULTURAS QUE CHEGARAM XIII... Aqueles povos irmãos, vindos da Europa, atendendo ao Império brasileiro, deixaram suas terras, suas famílias, deixaram tudo e vieram, compuseram o cenário de progresso de nossa região; compraram ou ganharam, terras, com elas abriram fazendas, construíram patrimônio, produziram riquezas, fortaleceram a economia do nosso rincão. Subsidiados pela coroa, ajudados por seus países, apoiados por seus familiares distantes, os estrangeiros abrasileirados se enriqueceram, deram sangue novo até ao desenvolvimento dos nacionais; os que aqui se estabeleceram, os que por outros cantos, também, da mesma forma, se situaram, todos deram motivos para o Império se orgulhar da iniciativa para os progressos regionais. Nas fazendas, nos arredores de muitas cidades; homens e mulheres estrangeiros promoviam o Brasil em sua maturidade.

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CULTURAS QUE CHEGARAM XIV... Era do interesse da coroa brasileira, o comércio internacional do café, uma grande porta de desenvolvimento para a nação em seu começo de independência; tendo muita mão de obra de livres e escravos nacionais, não tinha fazendeiros especializados no cultivo, preparo e comércio do produto no suficiente para o objetivo proposto na eminencia. Assim, trouxe, de vários cantos do mundo, de várias culturas afundo, mão de obra especializada, gente que produzia café ou semelhantes, gente que sabia o que fazer; chegaram ávido de trabalhar e ganhar, chegaram ansiosos por fazer brotar os sonhos do imperador, fazer chover café nas terras do país, ganhar o mercado europeu e americano por querer. Chegaram e logo se distribuíram por toda parte da nação; chegaram e logo se lançaram no café para uma larga produção.

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CULTURAS QUE CHEGARAM XV... Os estrangeiros chegaram, estavam espalhados por todo o país, estavam plantando e produzindo café, o Brasil crescia com a exportação do produto; os estrangeiros estavam estabelecidos, traziam consigo, toda mão de obra especializada no cultivo e produção, trazia todo o aparato essencial para elevar o país que ainda era matuto. Usavam a mão de obra escrava, eles estavam em grande número por todos os lados, sob os mais variado preços, nas mãos de ricos fazendeiros ou na cidade entre as carências cotidianas das famílias e seus hábitos comedidos; eles, muitas vezes, estavam disponibilizados pelo império, facilitando os subsídios motivadores oferecidos para que os objetivos estivessem sendo bem atendidos. Escravos bons de trabalho, acostumados ao repuxo mesmo em frangalho, dados ao pesado serviço desde pequerralho.

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CULTURAS QUE CHEGARAM XVI... Os estrangeiros chegaram, em dado momento da história de nossa região, eles já estavam bem instalados, totalmente envolvidos no progresso que se plantava por aqui; estavam entre nós, tornaram-se ricos, eram donos de muitos escravos, terras e esperanças, faziam, de todas as formas, o Brasil ter, também, orgulho deste canto desenvolvido da Bahia, assim. Eram grandes colônias deles, como nações dentro de um país hospitaleiro, que os recebiam, e ligeiros, davam todas as condições para crescerem, até, mais que todos nós, companheiros; estavam por todos os lados, com os mais variados idiomas, só a presença deles promovia a nossa gente, até o nosso trabalho, nos fazia ricos, confortados em nossos bueiros. Eles chegaram e quando já era 1853, por exemplo, já faziam parte de nossas vidas, já nos davam orgulho em suas lidas.

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CULTURAS QUE CHEGARAM XVII... Os planos do Imperador do Brasil estava dando certo, a vinda dos estrangeiros estava dando outro impulso à economia nacional, muita coisa estava acontecendo para isto acontecer; espalhara as colônias por várias províncias, dera condições para que produzissem, para que a exportação fosse consagrada como forte da riqueza nacional, conforme o seu prevêr. Em 1853, por exemplo, como mostra do êxito obtido, cerca de 90% do café exportado no porto de Salvador, vinha da colônia Leopoldina, na Vila de Viçosa, aqui da nossa rica e produtiva região; alemães e suíços, arduamente, se instalaram nesta colônia, desde 1818, e, ano após ano, cresciam o resultado do empenho que tinham, chegando números surpreendentes quanto ao café e sua produção. Outras colônias também mostraram resultados felizes, mas esta deu novas motrizes.

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CULTURAS QUE CHEGARAM XVIII... Os estrangeiros estavam entre nós, produziam muito, alimentavam a presença escrava, mas nossa região sofria com o seu povoamento ideal, para melhor aproveitamento da região; até o século xix, até meados do século xx, tínhamos sérios problemas a enfrentar para ver nosso território tomado pela presença humana e sua inteligente atuação. Além da colonização por estrangeiros, outras iniciativas foram tomadas, aqui, e por todo o país, pelo governo central, no sentido de amenizar os empecilhos que cada situação oferecia em contrário; em nosso caso, por exemplo, as iniciativas foram fracas, insisginificantes até, demorávamos de tomar postura de lugar aprazível à instalação e desenvolvimento de famílias que vencessem estes motivos vários. O tempo passou, e nos foi muito favorável, hoje somos uma região muito viável.

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CULTURAS QUE CHEGARAM XIX...Alguns pontos do Brasil, facilmente vivia uma explosão populacional, logo nos primeiros séculos de seu descobrimento, sob a égide da coroa portuguesa; isto foi ainda mais evidenciado após a independência, quando o império trabalhou arduamente para que isto acontecesse com mais organização e produtividade, se esforçando contra a pobreza. Em outros pontos, no entanto, as dificuldades foram muito visíveis, tanto antes como depois das ações da coroa brasileira, visando, principalmente, a ocupação harmônica e progressista por toda nação; um destes lugares, foi nossa região, e até no Século XIX, com os incentivos aos estrangeiros, ainda assim, era notado as grandes dificuldades que estavam presentes em nosso rincão. Estavam entre nós os tais europeus, ganhando muito dinheiro; o que não era suficiente para atrair mais estrangeiros.

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CULTURAS QUE CHEGARAM XX... Além de tudo, pelo Brasil a dentro, inclusive entre nós, em nossa terra, uma dificuldade era premente para, do império do Brasil, os interesses e objetivos conjunturais; os pequenos grupos de estrangeiros, vindos da Europa, concordantes com as vantagens oferecidas para suas vindas, para a vida e o trabalho entre nós, sofria muitos empecilhos culturais. Eram dificuldades para eles se adaptarem nas muitas limitações que o país ainda oferecia, diante dos costumes e facilidades tecnológicas que tinham de seus países originais; eram dificuldades físicas e legais quanto às terras, os subsídios, a distribuição de sementes e outras promessas feitas e garantidas, visando atraí-los ao Brasil, em sua história e riquezas convencionais. O governo imperial, assim, viu muito de seus sonhos sofrerem desalentoso e amargo fim.

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CULTURAS QUE CHEGARAM XXI... Foi num ambiente de incertezas, desperdícios, intrigas, decepções, desânimo, que os nossos estrangeiros chegaram à nossa região, aos arredores da gente; foi com toda esta situação caótica a eles e ao país, que foram instalados nas vizinhanças de São José de Porto Alegre ou Mucurí e de Viçosa ou Nova Viçosa, nossas vilas abertas aos tais emergentes. Nisto, já era os idos de 1825 a 1830, e nossa gente era contada como lugarejos bem habitados, mas com áreas enormes de espaços agricultáveis muito pouco aproveitados pelos nacionais; vieram, chegaram, assumiram seus papéis de agricultores dispostos a produzir muito, a trazer muita riqueza para suas famílias, para o Brasil e para as populações regionais. Foram muito prudentes nos relacionamentos nativos; e, partiram logo para o cumprimento de suas metas e objetivos.

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CULTURAS QUE CHEGARAM XXII... Era muito claro para os estrangeiros, era muito claro para o governo central, era muito claro para os nacionais que recebiam os tais europeus, a colonização; era muito claro para todos que se tratava de um projeto ousado, que incentivava ousadia aos que vinham, e aos que recebiam, era um projeto que visava o crescimento do Brasil em sua produção. Café e outros produtos de fácil comércio internacional, exigia pressas que o império não poderia ter nem favorecer ao que o país oferecia a si mesmo, em seu desenvolvimento; o que acontecia em outros países em semelhanças conosco, o imperador, com sugestão inglesa, resolveu implantar e incrementar no solo brasileiro, apressando o progresso daquele momento. Era uma colonização proposta ao mundo, e urgente; principalmente para europeus e americanos e suas tecnologias vigentes.

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CULTURAS QUE CHEGARAM XXIII... Há um outro fator a se considerar, quando se entendia a colonização que o país estava vivendo sob os auspícios do Imperador, e do governo central; o projeto em execução, era quase totalmente subvencionado pelo Estado Brasileiro, que pagava quase todas as despesas da chegada, do estabelecimento, da estadia, da produção e do escoamento natural. Os estrangeiros tinham outras muitas opções para iguais ou melhores que as oferecidas pelo Brasil, como por exemplo, a americana, no desejo de ocupar seu imenso território para o oeste bravinho; assim, o governo brasileiro tinha que oferecer condições de igualdade para que houvesse uma atração muito competitiva com as que exisitiam, inclusive na América do Sul, nossos vizinhos. O Estado Brasileiro oferecia de tudo para atrair; e até que conseguiu muitas famílias para de tudo usufruir.

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CULTURAS QUE CHEGARAM XXIV... Na verdade, foi surpresa, os resultados advindos da presença dos estrangeiros na colonização promovida pelo Império brasileiro; muitos fatores concorriam para que não desse certo, e um deles era a concorrência com outros muitos países que tinham a mesma proposta para o desenvolvimento de sua gente e seu território, no comércio corriqueiro. Foi surpresa os resultado dos europeus na colonização do país, diante de outros fatores que contribuíram para o desânimo do programa, em muitos sentidos, o país não era tão interessante a eles; a Argentina, por exemplo, era mais empolgante aos imigrantes, e para lá, muitos deixaram de vir para cá, mesmo depois de terem demonstrado interesse em virem, nas exigências deles. Foi surpresa o muito que foi colhido, diante do tanto que foi, a eles, pelo governo, oferecido.

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CULTURAS QUE CHEGARAM XXV... Depois que chegaram, depois que se beneficiaram com tudo que o governo imperial ofereceu, depois que, até, um bom período, passaram; muitos europeus foram embora, voltaram, deixaram tudo para trás, simplesmente abandonaram todas as facilidades que lhe foram oferecidas para que desenvolvessem a colônia, à frente passaram. Quase 50% de todos que por aqui se instalaram, que por aqui se apresentaram como dispostos a promoverem o progresso regional, muitos que por aqui se contemplaram a fazer parte da região; quase metade voltou atrás, largaram plantações, casas, terras, e tudo mais que tinham recebido como itens facilitadores para o plantio e a comercialização do café, agricultura apropriada ao nosso quinhão. Foi muito decepcionante; para o Imperador, e, também, para todos nós, em alguns casos, humilhante.

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CULTURAS QUE CHEGARAM XXVI... Por vários motivos, a grande leva de estrangeiros que abandonaram nossa região, seguiram o exemplo de outros, em outros cantos, para o sul, indo; foram para Santos e para o Rio de Janeiro, foram para os centros desenvolvidos, onde as facilidades para a produção e o enriquecimento se mostravam maiores, melhores, para eles advindo. Eram limitações culturais e físicas entre nós, eram atrações econômicas vindas de além, eram inconformações pessoais e familiares neles próprios, tudo apontava favorável para onde eles estavam indo; Santos oferecia um grande porto e outras vantagens mais, o Rio oferecia a capital e outras vantagens mais, era uma tentação irrecusável para todos que, para enriquecer, estavam vindo. A região sofreu com a vantajosa concorrência, a nossa região sofreu muito com toda esta inconveniência.

CULTURAS QUE CHEGARAM XXVII... Os europeus vieram, aceitaram as ofertas do Império brasileiro, com o objetivo de colonizarem, se instalarem e com suas tecnologias, produzirem café; vieram se arrumaram nas imediações de Viçosa e Porto Alegre em nossa região, vilas hoje chamadas de Nova Viçosa e Mucurí, e nestes lugares, alemães e suíços chegaram com muita fé. Algumsa desculpas passaram a fazer parte do vocabulário dos tais europeus, e com isto, um a um, de família em família, muitos abandonaram o começado, foram em busca de lugares mais propícios; foram desculpas que foram se coletivizando, foram se tornando comuns, populares entre eles, e foram suficientes para que muitos deles, em muitos lugares do Brasil, seguissem outros patrícios. Com esta situação contagiante é que muitos europeus entre nós, deixassem o inicial espírito confiante.

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CULTURAS QUE CHEGARAM XXVIII... Quando os estrangeiros chegaram, quando estiveram entre nós, como também por todo o país, em colônias legais, subsidiadas pelo governo imperial; surgiu algumas dificuldades para que continuassem no programa que abraçaram, que os fizeram motivados, que os trouxeram ao país, uma das dificuldades foi a questão da alimentação, em geral. O argumento que surgiu como a uma, foi a do que teriam a comer enquanto plantavam, cultivavam e esperavam a produção gerar riquezas, o dinheiro trazido não fora suficiente para isto; além deste argumento, as comidas regionais eram muito diferente das costumeiras em suas terras natais, os alimentos disponíveis eram muito desconhecidos deles, diziam ter dificuldades na adaptação disto. Foi um forte motivo para o abandono quase geral por todo o país, nosso europeu não estava feliz.
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CULTURAS QUE CHEGARAM XXIX... Um outro fator alegado pelos estrangeiros, depois que vieram e se instalaram por todo o país, isso também em nossa região, aqui mesmo, entre nós, conosco; foi quanto à insalubridade, os receios que tinham quanto aos ambientes que foram submetidos a viver em família, os lugares, na zona rural, fora das vilas que, também, tinham pouco a oferecer naquele momento fosco. Reclamaram das sementes oferecidas, dos adubos e inseticidas, reclamaram de tudo que estava ao dispor deles, como cumprimento do prometido para que viessem; reclamaram até da temperatura, do clima instigante, do tipo de água encontrada, dos mosquitos e suas lavas, eram um poço de reclames coerentes e incoerentes, todo reclame que pudessem. Mais isto, foi motivo para desastres no programa governamental, colônias sucumbiram como tal.


CULTURAS QUE CHEGARAM XXX... Uma outra reclamação dos europeus, entre nós, e por todo o país, nos tempos das Colônias, programa instituído pelo governo imperial, por onde morariam; foi a distância, o Brasil que era continental para muitas iniciativas importantes para eles próprios como pessoas, como famílias, como colônias, como patrícios, e, também, para onde se enviava o que produziam. Acostumados a curtos destinos, em seus países de origem, e a melhores meios de condução, esse foi um dos fatores incomodadores a agitar os estrangeiros, também, em nossa região; era como que ficassem isolados, completamente, onde se estabeleceram, e isto atrapalhava até os objetivos das Colônias, até o Brasil, como um todo, sofria com esta condição. Foi mais um sério problema que existiu; foi mais um estigma a atrasar o progresso do Brasil.




CULTURAS QUE CHEGARAM XXXI... Por último, e, também muito sério e prejudicial ao programa como um todo, o colonos reclamaram outros dois motivos contra suas estadias em nosso país extenso; reclamaram a grande dificuldade quanto à comunicação, reclamaram o temor que tinham em relação aos nativos, aos índios, e estes reclames se juntaram aos demais propensos. Realmente o idioma português já era muito complicado a eles, os vários indígenas muito pior, e, ainda, os outros vários africanos, muito pior ainda, e era o comum por onde estavam; também, com sentido, o receio da convivência com os índios, basicamente aqueles rebeldes, provocadores, os que defendiam suas terras e gente, agindo com violência e mortes, por onde passavam. Nossos estrangeiros tinham muitos motivos para não se adaptarem bem, e muitos não se adaptaram.