Dezembro 2014... EXTRA DO ANIVERSÁRIO IBC

EXTRA DO ANIVERSÁRIO IBC I... O Município de Teixeira de Freitas tem população estimada de 156.000 habitantes, área de 1.163 quilômetros quadrados, foi emancipada em 1985. A cidade tem localização geográfica privilegiada, pois situa-se à margem da BR 101, facilitando o acesso ao Espírito Santo (Vitória) e Minas Gerais (Belo Horizonte) bem como Salvador (Bahia). Teixeira é denominada capital do Extremo Sul Baiano, visto que centraliza toda uma região, onde as cidades circunvizinhas convergem para ela dinamizando o comércio local que é forte, bem como para transações comerciais e bancárias. O comércio atende à demanda de produtos e serviços em todas as áreas à população. A cidade já dispõe de um bom padrão em gastronomia, onde já existem bons restaurantes, pizzarias, até mesmo comida chinesa e japonesa. Recebemos recentemente um bom shopping (Pátio Mix) com excelentes instalações, lojas renomadas do mercado brasileiro com investimentos da ordem de 50 milhões, obra de alto padrão, para oferecer segurança, conforto e bem estar à população no seu dia a dia. Uma das marcas do teixeirense é ser um povo bom, hospitaleiro, generoso, acolhedor e receptivo. A cidade, também, já dispõe de um aeroporto em operação, com voos regulares para Belo Horizonte (MG), devendo em breve estar operando para outros destinos do país. Temos várias concessionárias de veículos nacionais e importados à disposição da população. Teixeira de vetas vem se notabilizando como um polo de educação, onde existem várias universidades e faculdades oferecendo vários cursos presenciais e também ensino à distância (EAD) com um número expressivo de estudantes e tendência de expansão, consolidando definitivamente um grande e forte polo educacional. Teixeira de Freitas possui várias opções de lazer, com praias próximas como Mucuri, Nova Viçosa, Alcobaça, Prado, Cumuruxativa, Corumbau, Porto Seguro, Trancoso, etc. Finalizando vejo que Teixeira de Freitas já nasceu com vocação para ser grande, com apensas 29 anos de emancipação já desponta no cenário nacional como município promissor, devendo crescer exponencialmente na próxima década, propiciando aos seus habitantes excelentes qualidade de vida em todas as áreas. (Luis Reis, Teixeira de Freitas, 2 de Dezembro de 2014)

Foto de Jônatas David Brandão Mota.

EXTRA DO ANIVERSÁRIO IBC II... Lista de alguns itens em Teixeira de Freitas que contribuem para que a cidade seja vista como em franco progresso, desde tempos antigos... 1.Madereiras, 2. Carvão, 3.Pecuária, 4.Mamão, 5.Melancia, 6.Abóbora, 7.Melão, 8.Madeira Tratada, 9.Pólo Industrial, 10.Café, 11.Eucalípto, 12.Shopping Teixeira Mall, 13.Shopping Patio Mix, 14.Comércio Forte, 15.Emancipação, 16.Timóteo Brito, primeiro Prefeito, 17.Francistônio Pinto, ex-Prefeito, 18.Wagner Mendonça, ex-Prefeito, 19.Aparecido Staut, ex-Prefeito, 20.João Bosco, atual Prefeito, 21.Uneb, 22.Factef, hoje Faculdade Pitágoras, 23.Faculdade Fasb, 24.Pólo UNOPAR TF, 25.Construção Civil, 26.Batalhão da Polícia Militar e Bombeiros, 27.Hospitais com referências, 28.Bancos, nove agências, 29.Instituto Baiano, 30.Aeroporto. (Edvaldo Almeida, 3 de Dezembro de 2014)

Dezembro 2014... A HISTÓRIA GEOGRÁFICA



Foto de Jônatas David Brandão Mota.
A HISTÓRIA GEOGRÁFICA I... Pelo início do século XVIII, em nossa região, por toda a região, só havia Caravelas, uma grande extensão territorial, só Caravelas no registro de então; por toda uma extensa área nestas paragens, nas divisões territoriais, a única unidade político-administrativa, era a bela e encantadora cidade, por todo esse cantão. Neste tempo, iniciou-se os estabelecimentos documentários quanto às propriedades e as conformações territoriais pelo país, por estas bandas, por toda parte que houvesse; cada povoamento mais dinâmico, mais rico, mais produtor tomou a frente, organizou-se politicamente, administrativamente, registrou tudo que lhe coubesse. Nesse tempo, Teixeira existia no futuro, não tinha como ser prevista, mas, de qualquer forma, estava por aqui, de alguma forma se preparando para intervir no que seria; por certo, ansiosa por chegar seu momento de aparecer, de florescer, de se fazer a bela encantada que, deixar de ser, como hipótese, não havia.

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A HISTÓRIA GEOGRÁFICA II... Desde, então, do século XVIII até o XX, o recente século passado, especialmente a partir dos anos de 1950, as delimitações aconteceram; registros passaram a ser mais exigidos, e mudanças vieram, naturalmente, formatizar aspectos geográficos geradores de situações para progressos que nasceram. Estava tudo muito atrasado, evidenciavam, assim, o quanto o Extremo Sul era região esquecida de todo um enorme Estado, o quanto era, literalmente, a última região da nossa Bahia; Outros espaços já estavam além, outros territórios já estavam em passos mais largos e distantes, a nossa região era a última, nesta ação administrativa, que se venceria. Até hoje temos muitas propriedades sem registros adequados, até hoje temos muitas glebas que não se sabe de quem, realmente, cobrar qualquer pertencimento; mas, muitos já se avançou, e geograficamente este extremo do extremo de um continente estadual já se ganhou no passo a passo deste necessário registramento.

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A HISTÓRIA GEOGRÁFICA III... Registros reclamam que até os anos de 1970, a nossa cidade de Teixeira de Freitas, era um ponto perdido dentro da Mata Atlântica; era um povoado sem expressão camuflado, esquecido, embrenhado no matagal que restava na Bahia, da esplendorosa Mata que até hoje nos traz beleza com toda a sua semântica. Era assim o nosso município, naquele perto tempo, como um grupo de árvores e casas que existiam abrindo caminhos por entre a floresta que verdeava toda a região do nosso Estado; Era assim a nossa terra e a nossa gente, vivendo como nativos, donos de terras que não eram deles, mas, também, donos de uma garra sem par dum lugar ainda não desbravado. Era um simples vilarejo sem graça que juntava famílias e fazendas, criação de alguns poucos animais, e uma agricultura de subsistência, sem nenhuma pretensão de se sair do indeciso; um potencial enorme que de tão adormecido, fraquejava até seus moradores, intimidava até seus fundadores a qualquer esforço que fosse preciso.

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A HISTÓRIA GEOGRÁFICA IV... Nos idos de 1970, escondida nas matas sobrantes da região, Teixeira de Freitas era um povoado sem significação, sem nenhuma expressão; nenhum registro externo, nada que demonstrasse ser um lugar conhecido ou lembrado fora do pequeno espaço que estava, nenhuma lembrança fora das paredes de seu torrão. Só quem aqui morava, somente os moradores em nossas terras e rios sabiam deste canto mavioso, somente estes tinham o lugar como alguma referência, por algum motivo, a se mencionar; até estes, mesmo tentando explicar em outras paragens, não conseguia ser entendido sobre o canto que moravam, o canto que faziam suas vidas, o bom canto para sonhar. Eram poucos os que aqui viviam, os que plantavam, pescavam, criavam, eram muito poucos os que poderiam ter alguma razão para conhecer o nosso lugar, e dele, por aí, falar; E, até parecia, que estes poucos não tinham vínculo com mais ninguém ou nada fora daqui, é certo que ninguém sabia, naquela época, o que, daqui, mencionar.

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A HISTÓRIA GEOGRÁFICA V... Até os anos de 1980 era notório, a ausência de uma constituição municipal apropriada, para um povoado com o porte de Teixeira de Freitas, no que havia; notava-se uma carência em muitos sentidos, em várias áreas, para que se pudesse entender uma visão correta política das governanças sobre a grande vila que existia. Se sabia que o núcleo urbano que pairava sobre o lugar, em todos os itens exigidos pela lei, no atender das mínimas necessidades de seus munícipes, era algo por demais singular; os primeiros Prefeitos e Vereadores pagaram, mais que qualquer outro, preço e desgastes, para tentarem fazer a engrenagem inexistente, funcionar. Já nascia grande em tamanho territorial e em tamanho demográfico, o que a fazia grande, também, em dificuldades a serem superados, a serem perseguidos no que diz; dividuldades que estão sendo abatidas com o desenrolar do tempo, com a passagem de seus eleitos, com a boa vontade de um povo ávido por crescer feliz.

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A HISTÓRIA GEOGRÁFICA VI... Antes da emancipação de 1985, geograficamente, Teixeira era subordinada a dois municípios, dois amigos e maravilhosos municípios de então; estava no limiar, fazendo limitação entre eles dois, era a marca frondosa das fronteiras glamorosas de duas cidades costeiras, belas, ricas e de boa relação. Alcobaça, mais que Caravelas, até mesmo pela lisura territorial, tinha mais presença sobre o povoado, tinha mais domínio sobre a singela e sonhadora população; Caravelas, mais que Alcobaça, com sua história militar, era mais comedida, mesmo com seus direitos de sede, no uso de sua condição jurídica, era a menos exposta à usurpação. Alcobaça ou Caravelas, Caravelas ou Alcobaça, as duas cidades não poderiam imaginar quem seria Teixeira no mapa futuro do território que elas compunham naqueles tempos; era como hoje, olhando os povoados que se avizinham a nossa cidade, quem pode imaginar o futuro de cada canto destes? Ninguém pode prever nada neste momento.

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A HISTÓRIA GEOGRÁFICA VII... Em 1985, Teixeira de Freitas, quando de sua emancipação, quando de suas lutas políticas visando sua independência e auto-determinação; instituída grande vila nos perímetros de dois municípios constituídos e de grande extensão territorial, Teixeira estava exatamente nos cantos deste cantão; assim ela se mantinha, assim ela crescia, assim o grande vilarejo se expandia, se tornava maior que cada cidade sede que lhe lhe mantinha segura sob o comando da administração. Era interessante estar no povoado naquela época, as duas cidades tinham presença quanto ao que faziam ou deixavam de fazer para o bem do povo habitante por aqui; gente que começava o dia num município e terminava noutro, que morava num e trabalhava noutro, que começava compras num e encerrava noutro, um alvoroço em si; era interessante ver muitas ruas, endereços, bairros e até casas, distribuídos sobre o território de dois territórios, plantados em dois lugares assim.

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A HISTÓRIA GEOGRÁFICA VIII... Alcobaça, um pouco diferente de Caravelas, quanto à administração que exercia sobre o território do povoado de Teixeira de Freitas, pouco antes da emancipação; notadamente era mais compassiva com a vila em crescimento, dava mais atenção às necessidades que podia atender dos reclames que surgiam, e espontaneamente surgiam daquela população. Um primeiro motivo a se entender para esta mais atenção, era o fato de que Teixeira estava mais para seu espaço territorial, ocupava mais seus domínios geográficos, e isto lhe exigia mais ação; também, por outro lado, Alcobaça, por ser menor, em relação a Caravelas, estava menos desorganizada em sua governança na sede, deixando os administradores com mais vistas para o vlarejo em expansão. Outros fatores contribuíam para que, inclusive, o Prefeito viesse aqui morar e administrar; situações que levavam todo o universo a, pela nossa cidade de hoje e do futuro, muito bem conspirar.

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A HISTÓRIA GEOGRÁFICA IX... Pelos idos de 1980, Teixeira era de muito pouca importância, mesmo considerando o vertiginoso crescimento que se imperava por uma ou outra situação; isso conotava muitos limites já existentes para se considerar uma organização política, mesmo que o porte do povoado já fosse maior que muitas cidades já constituídas, e, assim, com mais tempão; isso indicava que outras prioridades deveriam ser atendidas pelas cidades sede, pelo Estado, pelos políticos e até por quem interessado fosse, o que impetrava ações concretas só no futuro, ao empurrão. Essa pouca importância, por estes e outros muitos sempre lembrados, muito suficientes para atrasar a pressa crescente de nossa gente, na busca de agigantar mais ainda o premente florescer; retardava, também, numa onda consequente a tudo mais que se deixava para depois, os passos reais e legais para se estabelecer com clareza, a tão necessária organização administrativa de um povoado a crescer.

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A HISTÓRIA GEOGRÁFICA X... Antes, durante e logo depois da emancipação, Teixeira crescia, ela se expandia, ela se alastrava numa pressa tamanha, ia em frente sem nunca parar para nada; mais que depressa, as pessoas chegavam, as pessoas se juntavam, elas mascaravam a estadia, elas ficavam, e num crescimento horizontal, o povoado se esparramava numa violência muita brava. Não havia quase nada ou ninguém para ordenar tal progresso, para orientar tanto ingresso, para dar acesso a acomodações que fossem consideradas eficientes no aspecto administrativo do que se via; era todo mundo chegando, e todo mundo se arrumando, todo mundo se mostrando dono do que podia, fazendo o povovado tomar proporções gigantescas, em pouco tempo, ante o que se pretendia. Não havia outro jeito, era assim ou era assim; e a pressa do crescimento, e da busca das oportunidades não cessavam, e mais gente chegava, e mais gente era chamada por todos para cá, para “vim”.

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A HISTÓRIA GEOGRÁFICA XI... Chegou por aqui, a BR 101, chegou trazendo todo tipo de esperança, chegou trazendo oportunidades que transformaram a nossa gente, a nossa história viril; era os anos 70, o Brasil estava em ebulição, em ebulição estava a nossa região, e Teixeira passou a receber muito do tudo que chegava pela nova estrada que atravessava todo o Brasil. O povoado estava à margem de tudo que acontecia naquele momento, do nordeste que se retirava para o sul, e o sul que mantinha contato com o norte e nordeste que é o nosso lugar;  à margem de tudo isto, a futura cidade se entrosava com tudo, atraindo quem passava, mostrando oportunidade para quem passava e acreditava no melhor em aqui vir para morar. Ali estava a grande estrada, construindo Teixeira e esta construindo sua história real; ali estava a nossa estrada, dando de si para fazer nossa cidade avançar o seu futuro, nos fazendo bem maduros, na busca da emancipação, nosso sonho surreal.

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A HISTÓRIA GEOGRÁFICA XII... Pelos idos da década de 1970, com a chegada da BR 101, e por ela trazer muito, inclusive gente boa de todos os lados, mudanças passam a acontecer por todos os lados; muitas pessoas passam pela estrada, muitas pessoas chegam pela estrada, vão se estabelecendo, vão se aglomerando na expansão horizontal do povoado, do território em seus espaços vazados. As mudanças que elas trazem, as mudanças que elas produzem, passam a transformar o lugar geográfico, e uma das primeiras são as matas que passam a serem tratadas como efetivas derrubadas; para um motivo ou outro, para venda ou compras, para produção ou subsistência, a Mata Atlântica  vai sofrendo aqui, o que por outros cantos já era normal, ela já vive sua história devastada. Em seu lugar, quando não era para estabelecer fazendas e moradias para os chegantes; era com certeza para pastagens na busca de grandes lucros, para atender um progresso que se dizia ofegante.

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A HISTÓRIA GEOGRÁFICA XIII... Quando da chegada da BR 101, o que já acontecia mui lentamente, a invasão da mata que já ocorria serenamente, pelos vários motivos econômicos no lugar; de uma forma mais abusada, mais intrépida, mais violenta, agora, passou a efervescer a economia de nossas terras, as ambições de nossa gente, e o progresso corrosivo se implantou para ficar. Num instante, sem que ninguém percebesse, imensas regiões de nossa vizinhança passou a sofrer a mão dura das derrubadas, a voz severa do comércio, passou a por no chão, o verde celeste da nossa verdadeira riqueza; era a estrada nacional que trazia e levava, que abria horizontes vassalais para o escoamento do que antes nos era caro e, pra o futuro, nos trazia ameaças de pobreza. Teixeira está se encontrando com a nova estrada, Teixeira está se modernizando naquela nova estada; mas, em compensação, Teixeira está se roubando, está se fazendo molestada.

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A HISTÓRIA GEOGRÁFICA XIV... Em meados dos anos de 1970, a sorte estava lançada, a BR 101 estava plantada e já produzia seus resultados avassaladores sobre o possante povoado aqui; um processo antigo e lento de progresso já tomava mais corpo e coro, já tomava mais força e constância, tudo já se armava silenciosamente para a Teixeira que hoje desfrutamos a seguir. Repentinamente, mas de forma lenta e gradual, foram chegando os criadores de gado, baianos de outros cantos que vinham dar sua contribuição ao desenvolvimento que se declarava como teixeirense; chegavam de outras regiões, traziam suas culturas e padrões, lotavam nossos canteiros de anfitriões, nos faziam submersos na alegria de recebe-los e com eles crescermos para o futuro que nos pertence. Chegaram com suas riquezas e compraram terras e mais terras para a tarefa da criação; chegaram com seus sonhos e nos ganharam com o carinho do seu trabalho e dedicação.

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A HISTÓRIA GEOGRÁFICA XV... Depois dos criadores baianos que por aqui chegaram pela nova estrada nacional que por aqui passava, mais gente continuou a chegar para ficar com a gente; o fluxo de famílias, de todas as partes, era comum aportarem por nossas ruas, vindos pela rodoviária ou pelos comboios de carros que os trazia são e salvos para esta terra de esperança nascente. Chegou o momento dos criadores mineiros, homens e mulheres que traziam sotaques diferentes do “painho e mainha” que, ainda, continuavam a vir, formando a leva dos chegantes para aqui viver; vieram criar gado, comprar terras boas para a carne e o leite, trazer e produzir riquezas que somaram aos que aqui estavam, elevando o povoado ao lugar promissor, como era de se querer. Teixeira agora não era mais um território, como antes, baiano; a mineirada invadira, estava por todo canto, ganhando e se doando, construindo o paraíso que hoje estamos conformando.

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A HISTÓRIA GEOGRÁFICA XVI... E a estrada está para trazer mais gente, e vai continuar seu papel de pousar muita gente de todas as partes, trazendo mais gente para a Teixeira de então; vieram os baianos aumentando o gado que já tínhamos por nossa redondeza, vieram também os mineiros trazendo mais gado aumentando a riqueza de nossa nossa criação; vieram, agora, os capixabas, os madeireiros homens e mulheres do Espírito Santo, vieram dar contas da madeira derrubada pelos primeiros quando transformou em pastos, uma grande gleba da nossa região. Eram todos bem vindos, e não havia como não recebe-los com a melhor recepção que pudíamos oferecer; a estrada trazia todos, oferecendo o paraíso que éramos, o lugar próspero que tínhamos, o encanto de nossa convivência, o que nossa terra se mostrava fértil ao enriquecer; a estrada trazia todos, os atraía de muito longe, restava-nos apenas a boa recepção do receber.

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A HISTÓRIA GEOGRÁFICA XVII... Nos anos de 1970, a grande estrada nacional iniciou uma leva de gente a chegar para Teixeira, para fazer desta terra o lugar de todos eles, e de todos nós a viver; baianos, mineiros e capixabas, gente de todos os lugares, pessoas de todos os naipes, novos cidadãos sonhadores que vieram se juntar aos nativos que por aqui habitavam a sobreviver. De maneira desinformada, muito contextuada com a época do progresso desenfreado, os de antes e os chegantes entre nós, juntos, buscando a riqueza que a nossa terra propagandeava longe; todo mundo correu a derrubar as nossas matas, todo mundo correu a transformar o nosso habitat, todo mundo correu a destruir o que tínhamos de mais caro, de mais sadio, e de mais virtuoso na gente. Ninguém era inocente, todos se lançaram a este crime pela ganância de egoístas interesses, sim!!! Ninguém era culpado, todos se prejudicaram nisto por viverem uma época que era assim.

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A HISTÓRIA GEOGRÁFICA XVIII... Pelos idos de 1980, Teixeira já é outra, irreconhecível, o povoado já tem outra cara, é um gigante ansioso na espera de sua emancipação velada e construída; todo mundo de todo canto veio dar outra roupagem, outra campagem ao que se organiza como lugar de de sonhos e deslumbramentos, um espaço de gente determinada e instruída. Inegavelmente, o núcleo toma força, deixa de ser um aglomerado de pessoas sem destino, um amontanhado de peregrinos, torna-se uma semi-cidade com voz política, comercial e até industrial; não havia mais como o Estado não ter os olhos voltados para este lugar, deixar desapercebido o que se construía por cá, não havia como não reconhecer a estrutura que estava se fazendo verdadeiro manancial. A força produtora, comercial e política que se conquistava por toda a região; destacava a futura cidade, Teixeira, como capital antecipada, na Bahia, de todo este baiano cantão.

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A HISTÓRIA GEOGRÁFICA XIX... Olhando-se do futuro, para aquele passado, mesmo antes da sonhada emancipação, um fator tem sido visto como essencial para o desenvolvimento do lugar; a chegada das serrarias, o primeiro beneficiamento da madeira colhida por toda a mata que estava sendo derrubada, a exportação da madeira beneficiada produzida ao comerciar. Notava-se que o número de serviços, profissionais, comércio e pequenas indústrias, crescera, todo o movimento paralelo forçava o povoado e a região a experimentar uma movimentação sem paralelos; estava confirmado o progresso, o futuro que estava chegando a Teixeira, fazendo-a o lugar de aspirações, de riquezas, de gente boa que vinha de todo canto com seus sonhos singelos. Rapidamente, o povoado já se materizalizava como cidade, antes de ser cidade; se materializava como lugar de futuro, antes do futuro, com toda sua generosidade.

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A HISTÓRIA GEOGRÁFICA XX... Antes da emancipação, início dos anos 80, os grandes movimentos trazidos e mantidos pelas serrarias, trouxe outros resultados que forçou o amadurecimento de nosso lugar; o comércio foi um dos grandes resultados, um dos grandes fatores para o ligeiro progresso que todos traziam e que todos queriam, para, morando, e aqui fazendo suas riquezas, todos pudessem desfrutar. A região inteira passou a vir para cá fazer compras, a região inteira passou a vir para cá vender os seus negócios, Teixeira passou a ser centro convergente de comércios em desenvolvimento; gente do sul e do norte, vinha se juntar às gentes que para aqui chegavam a comprar e vender o que precisavam ou produziam nos seus quintais, cozinhas, pequenas ou médias indústrias e fomentos. O povoado com porte de cidade, progredia a todo vapor; promovia, de todas as formas, incentivos para que os seus e outros trabalhassem com ardor.

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A HISTÓRIA GEOGRÁFICA XXI... Junto com a transformação que acontecia muito rápida e essencial para o aparecimento de Teixeira como mais que um povoado à beira da grande estrada; junto com pasto que invadia ousadamente a Mata Atlântica para atender os baianos e mineiros que por aqui se aprochegavam na produção bovina que na forte economia se engendrava; junto com as serrarias que, da mesma forma, invadia o resto da mata que sobrou, levando para longe o fruto do nosso desmatamento, trazendo riquezas que, mais ainda, nos dava porte, disposição, e nos aparelhava; as nossas terras foram mostrando outra vocação, outra forma de melhor aproveitar o tamanho de prejuízo que estávamos trazendo sobre nós com tanta "desmatação" que, por si, nos conclamava. Éramos um lugar rico para a agricultura de produção; nossos desvios abriram olhos para amenizar as derrubadas infames, nos dando outra evolução.

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A HISTÓRIA GEOGRÁFICA XXII... Nos anos de 1970, quando o “Milagre Brasileiro” aquecia o mercado nacional, especialmente o sul e sudeste do país quanto ao produzir e consumir desenfreado; Teixeira de Freitas também viveu os resultados benéficos de tudo aquilo, vendo a sede e a fome dos sulistas exigirem que sua madeira e agricultura fosse passado a eles, entre seus importados. O nosso comércio emergente se fazia presente e frutífero nas feiras, nas lojas, nos supermercados e shoppings pelo Brasil a dentro, estávamos lá com nossos produtos de boa aceitação nos meios mais exigentes; e, com isto, o povoado crescia, se desenvolvia, com facilidade produzia, e nossa terra, e nossa gente se fazia mais forte, mais fértil, mais trabalhadora, e, em muitos sentidos, crescente. A futura cidade se despontava em sua propensão; tudo lhe abria as portas favorecendo sua via de desenvolvimento, sua via de importância para toda uma nação.

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A HISTÓRIA GEOGRÁFICA XXIII... Com toda pujança vivida pelo povoado de Teixeira de Freitas, pelos anos 70 e 80, pelo que já produzia para mercados do sul e sudeste, ao longe, pelo Brasil; algo novo passa a compor o histórico de crescimento para o que já acontecia, algo novo de benefício a todos passa a acontecer, elevando o vilarejo a degraus mais altos no seu triunfante historial. As terras férteis, agora mais conhecidas e cobiçadas, tornam-se atraente singular para outras gentes, mais gentes, de várias partes do país, todos ávidos de trazer e desfrutar mais vantagens; migrantes agricultores e empresas cooperativas passam a chegar ou se aproximar do que Teixeira era, ou do que Teixeira produzia, juntaram-se acrescentando mais riquezas à nossa produtiva engrenagem. Estava crescendo, uma locomotiva a todo vapor; o povoado se desenvolvia de todas as formas, com tudo isto que vinha em seu favor.

A HISTÓRIA GEOGRÁFICA XXIV... Nos anos 80, o povoado alegre estava cada vez mais repleto de gente vinda de quase todas as partes do país, principalmente das regiões mais perto; estavam por todos os cantos, por todos os lados, envolvidos em quase tudo que respirava o desenvolvimento de nossa gente e nossa terra, que dizia respeito ao progresso mais esperto. Eram pessoas ávidas por produção e lucro rápido, ansiosos por investir e ver o resultado imediato de seus investimentos, uma cultura suigeners que ardilava todas as relações no momento; era o que tinha trazido tanta gente, era o que ainda chamava gente de todos os cantos, era Teixeira com suas promessas facilmente acreditadas pelos daqui e os distantes naquele tempo. Ela prometia, e rapidamente todos viam que ela cumpria; todos, a um, entendia, e o povoado ia se formando e reformulando, era assim que ele crescia.

A HISTÓRIA GEOGRÁFICA XXV... Anos Antes, e até quando da emancipação, duas atividades enriqueciam o povoado, e fazia Teixeira conhecida por todos os lados do país em desenvolvimento; o beneficiamento da madeira, as serrarias produzindo e, com isto, conquistando o nordeste e o sul do Brasil, com caminhões e caminhões levando longe a produção do lamentável desmatamento; e, também, a agricultura produtiva, frutas e legumes em alta produtividade, abastecendo a cidade, a região, e indo longe aos mercados mais exigentes e bons de pagamento. Junto com tudo isto, e numa escala um pouco menor, outras áreas se desenvolviam a reboque; estão em alta o comércio que já abastece a região, a valorização dos imóveis, e outros investimentos em seu enfoque; Teixeira era um espaço aberto para novos investimentos, novos ganhos, e novos estoques.

A HISTÓRIA GEOGRÁFICA XXVI... Um fator comercial que deu muita sustentabilidade a Teixeira e ao seu porte produtor, tanto no beneficiamento da madeira, quanto na agricultura produtora; era, naqueles tempos, um mercado promissor e assegurado para todos os produtos aqui originados, um mercado consumidor de portas abertas às empresas e iniciativas compradoras. Tudo que aqui fosse feito para vender, o nordestes e o sul estavam prontos a receber, prontos a consumir, Teixeira tinha freguesia certa, sempre fiel, escoamento perfeito para o que tinha; isso dava tranquilidade para os produtores da nossa terra, dava estabilidade para nossa economia, dava firmeza ao nosso crescimento constante, para o futuro que já nos vinha. Naquele período, chegamos a ser o maior produtor de mamão do mundo inteiro; era o Brasil e o exterior, os mercados que recebiam os frutos do nosso canteiro.

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A HISTÓRIA GEOGRÁFICA XXVII... E Teixeira crescia, e se fazia maior, e se fortalecia, e seu desenvolvimento era notório e gratificava toda a região, todo mundo ganhava com isto; os que eram, os que chegaram, os que chegavam, os que estavam para chegar, todos eram Teixeira, e com todos, todos queriam estar, todos se faziam de Teixeira, pelo bem visto. Assim, tudo era progresso nesta terra, e da mesma forma, a pecuária tomava rumos surpreendentes, eram as pastagens ganhando força e relevância no desenvolvimento desta terra alegre; o leite, a carne, tudo que ela podia oferecer, abastecia o povoado, as cidades vizinhas, toda uma região, e ia além, para outros lugares levando virtudes, e trazendo os lucros em febre. Era mais um ramo de negócios para a nossa terra e a nossa maravilhosa gente; era mais um jeito sadio e coletivo de fazer Teixeira ser, sem modéstia alguma, o paraíso do lucro crescente.

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A HISTÓRIA GEOGRÁFICA XXVIII... Somando-se a tudo que já lembramos, para o progresso rápido e surpreendente desta nossa terra maravilhosa e cheia de muita graça, que muita alegria nos trás; um fato não pode ficar sem ser lembrado e retribuído para o resultado que todos temos assanhado, a Estrada Nacional que veia a nós, e que de nós segue para outros mundos que nos apraz. Portas foram abertas, escancaradas com a BR 101 que bateu à nossa porta, se oferecendo como o caminho que precisávamos para chegarmos aos sonhos que ambicionávamos desde o começo de tudo; ela chegou, e antes de se concluir, já era fator essencial para o crescimento desenfreado que desceu sobre nossa gente, sobre nosso lugar, ela simplesmente trouxe o mundo às nossas portas de sortudos. Sem ela, não teríamos, talvez, chegado a lugar nenhum; sem ela, nossa história teria sido outra, pra nós, talvez, a história “nem thum”.

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A HISTÓRIA GEOGRÁFICA XXIX... Povoado muito grande que ficava cada vez maior, mais grande, com mais gente chegando, com mais famílias povoando, era assim que rápido Teixeira crescia; pelo que saiu, pelo que chegava, muita e muita gente vinha de longe ou perto, mas todos vinham trazendo suas malas, suas vidas, seu trabalho, sua disposição de crescer e fazer crescer a terra que nascia. A aspiração era uma só, o anseio era um só, a vontade era a mesma com todos, as pretensões eram uma só, uma só avidez a comandar todos os corações que haviam ou chegavam por aqui; a vontade de viver, de crescer, de trabalhar, de enricar, de fazer dinheiro, ganhos, de promover mais conforto e segurança para si e para os seus, eram todos no mesmo sonho, eram todos mesmo assim. E Teixeira crescia, e não parava de crescer, não cessava de ver gente nova todo dia, a todo momento, gente que chegava para conosco viver.

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A HISTÓRIA GEOGRÁFICA XXX... Antes da emancipação, durante e após isto acontecer em 1985, tudo está contribuindo para o desenvolvimento apressado do povoado, para o progresso muito esperado. Os baianos, os mineiros, os capixabas, e tantos outros de cantos tantos que se juntaram a estes no que chegavam com suas famílias e sonhos, com seu trabalho e fome de viver melhorado; a agricultura produtora, o rebanho de gado promissor, a madeira de lei beneficiada, e outros tantos produtos que somatizaram os desejos de nossos forasteiros em ficar conosco e nos ajudar a ser esmerados; a bendita estrada nacional que escancarou todas as nossas melhores entradas, e facilitou todas as nossas lucrativas saídas, nos construindo como povoado de enriquecimento consagrado; tudo isto, e muito mais que nos envolveu em consequência disto, foram motivos mais que justificados para entendermos o nosso crescimento acelerado.

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A HISTÓRIA GEOGRÁFICA XXXI... Teixeira era uma locomotiva apressada, crescia e por isso, e por causa disso, atraia mais e mais gente, mais e mais negócios, mais e mais progresso; ainda era um povoado da possessão de Alcobaça e Caravelas, ainda vivia sua dependência integral das duas cidades vizinhas, o que lhe era incômodo, empecilho, o seu caminho histórico opresso. Tudo vinha para cá, tudo acontecia por aqui, tudo tinha vida e robustez, por ser daqui ou estar por aqui, era assim que o povoado vivia sua existência de ascendência, de desenvolvimento coletivo e comercial; mesmo sendo povoado, já tomava posturas de capital, de centro do extremo sul, de um lugar pronto para fazer acontecer todo o desenvolver das cidades vizinhas, de todo este canto baiano, regional. Era uma locomotiva, sustentava a si mesma, as cidades matriarcas, e outras cidades; produzia, vendia e imponente construía seu futuro de facilidades.

Novembro 2014... A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO

Foto de Jônatas David Brandão Mota.

A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO I... Em 15 de novembro de 1984, ano contente, no ardor das discussões cívicas de nossa terra e nossa gente; foi realizado o plebiscito que trazia muita esperança e satisfação para a vida do povoado de Teixeira de Freitas; onde a cidadania, dividida pela Avenida Castelo Branco, entre Caravelas e Alcobaça, com todas as políticas e suas espreitas; escolheram não depender mais das cidades-sede de então; escolheram ser independentes como outras tantas cidades da região. À Flor da pele, estavam todos os moradores apaixonados pelo ambiente que o povoado já ministrava entre os seus pilares; foi o grande momento de todos se manifestarem pela construção social que num todo, já convergiam em seus lidares. No plebiscito entoado em favor do que parecia ser o desejo popular, e que veio concretizar este pretenso anseio municipal; trouxe um novo ar político às conversas, às discussões, à toma de posição que trouxe condição de entender o querer populacional.

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A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO II... Quase no final do ano de 1984, pouco antes da emancipação oficial da Igreja Batista Central, que seria no início de Dezembro daquele ano; a população do povoadão de Alcobaça e Caravelas, foi chamado às urnas para dizer se queria ser independente, ou se gostaria de continuar naquele submetido cotidiano. O povo prontamente atendeu, tomou fôlego e foi determinar seu futuro, tomou fôlego e foi manifestar os seus sonhos e prumos; foi assim que todas as conversas por todos os cantos, os lamentos e desencantos, tudo foi colocado em pratos limpos para a lei que abriu as portas para o povo tomar seus próprios rumos. Teixeira votou em Teixeira, o plebiscito contou por tim tim em seus registros, o desejo desenfreado de todos em construir seus próprios manejos; a totalidade da população se convenceu em transformar reclames e propostas, solfejos e apostas, nas linhas jurídicas que disse em alto e bom som, que o povo queria reger os seus lampejos.

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A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO III... Em 1986, quando das eleições municipais em todo o país; Teixeira voltou às urnas para escolher seu prefeito, seu primeiro prefeito escolhido, eleito no que quis. Até lá, até aquele momento de cívica escolha; a nova cidade se organizava, se formalizava juridicamente, implantava seus organismos e entidades, capazes de dá-la pujança de município novinho em folha. Nomes que antes se enveredaram nas lutas por aquela desejada emancipação tão bem vinda; agora juntava forças e lideranças para estabilizar os sonhos populares de uma terra ingovernável dos anseios coletivos provinda. De 1984 até aquele ano, era como estar fora da realidade, era como estar nas nuvens de ufanistas; tudo que todos queriam, tudo que todos ambicionavam, agora era tudo que as possibilidades podiam oferecer ao pior dos pessimistas. Teixeira não era mais a mesma, o povoado era passado; agora nascia um município de norteado a ser muito grande e muito determinado.

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A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO IV... Em 1986, com ares de cidade, de cidade grande, de cidade que percorria os seu destino aceito; Teixeira de Freitas foi às urnas votar, foi civilizadamente às urnas manifestar, foi escolher entre seus candidatos, o que seria seu Prefeito. Naquele ano, quando a democracia tomava algumas tímidas formas em todo o país, quando na nova cidade o olhar de todos, na mesma democracia, também, se notava muito bem fito; o povo foi à festa da votação, como cidadãos, como parte da nova história que estava sendo escrita, a maioria elegeu o carismático Timóteo Alves de Brito. Naquele evento cívico espontâneo e claramente, pela coletividade, festejada; o povo escolheu o seu interventor, o brigão das lutas populares, como o primeiro prefeito da cidade recém-emancipada. A cidade criança tornou-se adulta, a beleza precoce formou-se na bruta; o futuro estava posto, os sonhos deixavam o encosto, e, da subta paixão, Teixeira de Freias tornava-se a capital da região.

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A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO V... Em maio de 1985, quando da emancipação da nova cidade, ainda na luta que todos travavam para o feito acontecer; uma grande festa foi realizada, festança que se espalhou pelas principais avenidas, uma grande celebração para um povo a merecer. Cidadãos chamados à rua, não para protestos ou coisa parecida, não para reivindicação na na campanha pelo emancipar; cidadãos chamados à rua para demonstração de seu triunfo, chamados à rua para, desta forma, também, se contemplar. Teixeira não era mais um povoado, não era mais um lugar de disputas alheias, não era mais um espaço dividido e cobiçado; Teixeira de Freitas, agora, era uma cidade, um município com todos os atributos de município, um sonho sonhado que se tornou realizado. Era festa mesmo, festa nas ruas, festa com o povo, festa que abriu caminho para futuros a vencer; era festa que trazia a população para a rua, para que, nua e crua, ela se identificasse com seu querer ser.

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A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO VI... Em maio de 1985 a emancipação chegou, os poderes constituídos do país determinam que Teixeira de Freitas não é mais povoado; instou-se a todos os pulmões que o lugar agora é cidade, e a população foi às ruas comemorar, saíram todos à festa que há muito estava ensaiado. Pelas ruas, pelas avenidas, por todos os cantos da cidade havia a melhor das festas pra sonhar; todos eram cúmplices, o desejo comum estava alcançado, a luta comum chegou ao final com triunfo a desfrutar. Um dos principais focos de toda a festa foi a grande praça da Rodoviária, um largo inteiro tomado de gente nos festejos do novo futuro que aparecia; naquele momento todo o espaço foi tomado como símbolo cívico, onde as esperanças de promessas tornavam-se compromissos de todos a há uma só voz como se ouvia. Políticos e outras autoridades tomaram palanques, assumiram arranques, contemplaram todos os festejantes com seus discursos de alto-falantes.

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A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO VII... A partir de maio de 1995, entre outras diferenças esperadas pelas gentes que por aqui moravam, gentes que por aqui viviam, mesmo que com muitos limites; uma era de novas possibilidades a vigorarem, possibilidades a se formalizarem, trazendo condições e estruturas de cidade capaz de zelar bem da população que lhe assiste. Teixeira sempre foi um bairro grande de duas cidades vizinhas, bairro próspero, as vezes até melhor ou maior que as duas cidades podia dizer que tinha; porém, era um bairro, um povoado, um lugar segundo, com sacrifício profundo, que não conseguia oferecer um mínimo de condição aos seus munícipes com o que lhe vinha. Com a emancipação tudo haveria de mudar, tudo haveria de melhorar, e as festas ocorridas tinha esta mensagem a dar; o povo abraçava estas possibilidades, o anseio militante de ser reconhecido como um bom lugar para se viver, para se cantar, para se apregoar como céu a se provar.

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A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO VIII... Até aos dias da festa, nos anos que se passaram, até o horizontes se tornarem reais e promessas de melhorias se oferecessem ao pessoal; a “cidade” era um só barro, era uma só areia, por todos os cantos, por todas as ruas e ladeiras, o lugar estava todo no chão, havia um mal trato geral. Era um areal sem medida por todos os cantos que se corresse querendo chegar a algum lugar; era tanta areia que muitas vezes os carros atolavam nelas, as pessoas afogavam os pés nelas, se chovesse rápido elas se secavam, não havia como o pé molhar. Com a emancipação, uma atenção especial tudo isto iria receber, um tratamento principal a tudo isto iria-se promover, e a “cidade” iria receber cara de cidade, e o povo iria desfrutar de mais esta felicidade. Quem vivia naquele tempo, quem se lembra deste momento, recorda-se da grande expectativa que todos tinham diante do que viviam, o que dava ainda mais gás à festa, mais fôlego a toda aquela cívica seresta.



A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO IX... Em 1985, marcava o encerramento de todo o processo político, jurídico, e outros mais, para que o povoado pudesse ser tomado como apto ao reconhecimento federal de cidade; era o limite temporal que nossa história tinha para esvaziar-se, tornar-se mobilizadora, na busca de todos os trâmites possíveis e necessários para operar a sua historicidade. Registra-se que os primeiríssimos passos em tudo isto que veio nos escorrer, iniciou-se desde os idos de 1972 quando nossas demandas, junto com outras tantas em povoados na mesma situação, se agigantava no peito de nossa gente, exigindo um resolver. Dinheiro, tempo, prestígios, mobilizações e outras cargas que foram executadas visando este quinhão; forjaram homens e lutadores, políticos e empreendedores, todos versados no mesmo interesse de ver Teixeira de Freitas fazer-se a delicada, bela e grande beleza de nossa região. Não deu outra, a cidade cidade se tornou com toda paixão.



A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO X... Desde 1972, quando no auge das benfeitorias que a BR 101 recebia, para oferecer como BR que atravessava todo o país quase pelo litoral; Teixeira de Freitas se sentia amarrada, não livre, impedida de voar, de ir longe, de ser naquela estrada de longes, a cidade das cidades, no espaço regional. As construções e já as primeiras passagens verificadas no caminho que abria o Brasil para o norte e para sul, que abria as esperanças para todo o horizonte azul, dava asas para o povoado que se incomodava com todos os limites que sua condição lhe impunha ser; e foi nestes ardores sonbris que as principais lutas emancipatórias se concretizaram, dando mais e mais esperanças para o que a população irrequieta se aglomerava a ter. Desde aquele início de construções vizinhas, que incluía o imenso povoado às suas margens; a longa estrada brasileira passou a corroborar, também assim, desbancando os moradores com a liberdade do ir e vir em suas mensagens.



A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO XI... Desde 1972, entre as muitas arrumações que um grande povoado se antecipa até mesmo por suas demandas e mazelas; uma muito atuante no convívio de Teixeira de Freitas, era a presença de políticos, domiciliados por aqui mesmo ou em Alcobaça e Caravelas. Por um motivo ou outro, e mais ainda quando na procura por votos, mediante suas promessas e reconhecimentos; eles iam e vinham, estavam sempre evidenciando a importância política do tão buscado e eficiente credenciamento. Com isto, nomes foram se tornando, cada vez mais, figuras representativas dos interesses messiânicos do povoado; marcos fundamentais para uma gente que queria muito se fazer liderada e bem representada para as conquistas essenciais ao sonho almejado. Desde aquela época, quando todas as forças convergiam no interesse de transformar esta terra numa cidade maravilhosa; os políticos já se faziam presentes, para serem os menos ausentes ante a emancipação audaciosa.

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A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO XII... Em 9 de Maio de 1985, acontece a tão esperada emancipação, Teixeira de Freitas passa a ser, num só momento, uma enorme cidade da Bahia, maior que muitas cidades de direito; no processo de autonomia, neste ano, também, junto com as eleições de deputados e senadores, o ex-povoado deveria escolher o seu primeiro e futuro Prefeito. Vitor Ferreira de Guimarães, um dos expoentes da nossa independência; Francistônio Pinto, outro nome nosso de grande imponência; e Timóteo Alves de Brito que ao final assumiu a proeminência, sendo eleito pela maioria dos votos contados na ocasião. Qualquer dos nomes que ganhasse a disputa, naquela situação, pelo engajamento em todo o movimento emancipatório do município, pelo potencial particular na administração naquele princípio, qualquer dos nomes teria muito o que oferecer; e, aprouve ao pleito popular escolher um deles, o que iria as expectativas atender, levar Teixeira aos trilhos do futuro que estamos a viver.



A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO XIII... Após o 9 de Maio de 1985, dia da emancipação, durante o ano da campanha política, as discussões acaloradas deram um toque de anormalidade em todo o processo; um grande ardor, de todas as partes, ficou muito evidente, todos interessados em caminhos diferentes para o tão ambicionado progresso. Ânimos exaltados e muita “briga” entre partidários, tornaram-se as notícias mais comuns naqueles meses de comícios, corpo a corpo e outros trejeitos eleitoreiros praticados; se entre os políticos envolvidos, isto aconteceu com muita frequência, mais ainda foram realidades entre os eleitores contaminados. Onze mil títulos foram concedidos irregularmente, um número exagerado de fraude que mostrava a gravidade da disputa para aquelas eleições; infelizmente um início medonho para um cidade que aspirava lugar de destaque em suas projeções; mas, felizmente, episódio que, na vida da cidade, não veio determinar atrasos, amargores e outras detrações.



A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO XIV... Aquele ano de 1985, ano da primeira campanha para escolha do primeiro prefeito para a história de nossa Teixeira de Freitas, com todos os terríveis relatos lembrados; trouxe incidentes amargos, na disputa pelo poder, incidentes terríveis que até hoje macula os momentos iniciais desta terra que busca ter passos em seu progresso acelerado. Devido à violência e confrontos até entre partidários, devido à acirrada defesa de candidaturas em todo aquele processo, naqueles meses de grande tensão e dedicação extremada; duas mortes tiveram comprometimento com tudo que acontecia, duas vítimas deram resultado fatídico aos tristes encaminhamentos de uma cadência política conturbada. Foram mortes violentas, exatamente como os motivos que ceifaram as duas vidas que, por acreditarem em seus candidatos, lançaram-se a provocar e a vier provocação aguerrida; foram mortes violentas que trouxeram dor emocional, mas muito mais dor cívica para um povo que tem a paz, como preferida.



A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO XV... Naquele ano de 1985, ano de violência extrema, durante a campanha política na escolha do primeiro prefeito desta terra e desta gente sem igual; algumas providências essenciais foram tomadas na busca de garantir a paz e a tranquilidade, bem como a justiça e o bom senso, durante o período político a se considerar normal. Além do cancelamento de mais de onze mil títulos de eleitores, apontados como fruto de fraude de um ou outro candidato a vereador ou a prefeito; a justiça coordenadora de todo o pleito municipal, pediu reforço federal, entendendo que as coisas poderiam se agravar com mais intensidade, quanto mais próximo ficasse a eleição e seus feitos. Tropas do Exército chegaram para trazer tranquilidade maior ao que todos ansiavam naquele momento histórico de nossa cidade; chegaram trazendo um ambiente de maior segurança para todos os candidatos, para todos os eleitores, um ambiente propício para a cidadania plena de toda municipalidade.



A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO XVI... Naquele ano, ano das eleições, 1985, mesmo com todos os eventos com tanta violência, e até mortes em apelação; mesmo com ambiente desesperador para o momento cívico da nossa população; as eleições ocorrerão com muita tranquilidade, aconteceram com muita paz e com total participação. As forças federais presentes e garantindo a segurança, presentes e impedindo maiores abusos comuns nestes momentos de tanta euforia; vieram chamados para dar a tranquilidade necessária, o que aconteceu, exatamente como se gostaria. Chegou Novembro, todo mundo foi às urnas, pessoas foram eleitas, e tudo correu exemplarmente, e a primeira eleição da cidade se concretizou; foi um marco, foi um momento inusitado para a história de nossa gente, civilizadamente tomamos postura de cidade, o que se efetivou. O povoado tornou-se cidade, a garota tornou-se mocinha, seus primeiros passos de emancipação, e ela seguiu em frente em novo bordão.



A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO XVII... Em 1985, no calor da emancipação, no ardor da eleição, com todos os eventos negativos ficados para trás, com as tropas federais presente em nossas ruas e nos nossos arraiais, a contagem dos votos transcorreu em clima de tranquilidade e emulações; é certo que houve muito rigor das autoridades, nas bocas de urnas, no local das contagens, afastando definitivamente todas as possíveis especulações. Timóteo Alves de Brito vence com doze mil e seiscentos e sessenta votos, e seus correligionários se desdobram em alegria e muita festa; e com o desenrolar apurado no final da campanha e no dia da votação, mesmo entre os perdedores lamentosos, nenhum candidato contesta. Chegou a emancipação, os dias de lutas estão no passado, nada mais a se esforçar neste sentido, o povoado agora é município feito; chegou a eleição, este momento foi bem contemplado, este ultimato já estava muito bem cumprido, o povo já escolhera o seu primeiro Prefeito.



A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO XVIII... Em 1985, a emancipação, em seus primeiros momentos, no embalo de todas as suas festanças adornadas de política e sonhos de bons futuros ao povoado; não se tratou de independência somente para nós aqui, em nossos torrão, mas também, por vários motivos, às duas cidades mães, como pensam os, de tudo, bem lembrados. Ganhou Teixeira em seu novo passo de evolução, de crescimento, de história e de anseios quanto ao que gostaria de ser e fazer; mas, também, ganhou Alcobaça, ganhou Caravelas, ganhou a região, ganhou toda a gente, pois no papel de progresso, foi essencial o que cada cidade passou a exercer. Motivos políticos, sociais, de proeminência, rescaldos turísticos, e até por motivos de geografia; todos concordam no bem que a emancipação do grande povoado promoveu no correr do tempo nas gentes envolvidas na porfia; ou mesmo, as virtudes da viração chegaram até nas cidades onde ninguém desconfia.



A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO XIX... Em 1985, no alge da emancipação, no coroamento de toda a luta que uniu e desuniu pessoas, no confronto dos confrontos entre as forças influentes; considera-se que entre os todos que saíram ganhando com o feito, dizem os analistas observadores, Alcobaça foi quem mais saiu em triunfo emergente. A pesar de aparente perda, mesmo no aspecto tributário, ou no número na de habitantes para as verbas federais; a nossa cidade vizinha, segundo os entendidos naquela época, ganhou muito com o advento da autonomia jurídica de Teixeira, com todas as suas dificuldades sociais. Estava posto o marco zero na história atrevida e geniosa de nossa região, incluindo a nova cidade em seus anais de evolução; estava estabelecido o favorável divisor de águas que mostrava Teixeira em sua nova margem, em sua nova pagem, sendo ela em sua pressa de avançar, sendo ela em sua vocação de alavancar, levar consigo toda uma região.



A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO XX... São muitos os motivos mencionados para se acreditar que todos ganharam com a dita autonomia política que ao povoado chegou; mas há um outro motivo que os faladores mais afoitos e críticos sempre pronunciaram, o Prefeito de Alcobaça quase que morava e atendia em Teixeira de Freitas, o que acabou. A emancipação que movimentava a todos, trazia exigências que a nenhuma cidade vizinha se permitiu furtar, forçava cumprimentos que a todos contribuía por depurar; o povoado se tornaria cidade, se fortaleceria como o maior município para toda a região, aos menores, neste aprendizado circunstancial, caberia a busca do auto-ajustar. Prefeitos e Vereadores, políticos de todos os naipes, judiciário em todos os níveis, a uma, todos deveriam se formatizar em melhoramentos de suas funções; Teixeira vinha com seus sonhos, mas trazia consigo, para todos em toda vizinhança, novos ares, novas tendências, novos gestos de aptidões.



A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO XXI... Em 1986, no início do ano, foi dado posse ao novo e primeiro Prefeito da cidade de Teixeira de Freitas, numa festa memorável à história dessa gente lutadora e de visão; estava posto o fim do começo do historiado que nascera no sonho e trabalho de pioneiros que vieram voluntários ou trazidos por circunstâncias que enriqueceram uma região. No Country Clube Jacarandá ocorreram todos os cerimoniais jurídicos para a efetivação de um processo emancipatório que culminava com um Executivo e um Legislativo devidamente eleitos e aptos a exercerem seus dignos cargos; e assim foi, o primeiro momento dos muitos que a cidade viveria para chegar onde chegou, para crescer como cresceu, para ser o que é, com eleitos e população, cada um, dignificando os seus encargos. Agora, de verdade, nasce a Teixeira de Freitas cidade, com toda ferocidade, abrindo-se como uma grande cidade aberta a toda municipalidade.



A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO XXII... Desde antes de 1985, durante a campanha política, e logo depois de posse dos eleitos, uma das unanimidades mais comentadas e esperadas, era o fato de Teixeira de Freitas tornar-se a capital, em muitos ou todos os sentidos, do extremo sul da Bahia, ante as cidades e posição geográfica facilmente contempladas. Plantava-se naquela oportunidade, com a emancipação concretizada, com sua liderança política empossada, uma nova face para esta distante região, pelo Estado esquecida; plantava-se uma nova moldura política, cultural e social, totalmente efervescente, evidentemente emergente, como novo polo de ação estadual, em atenção merecida. Teixeira ganhava, toda a região ganhava, o Estado ganhava, o Brasil estava ganhando, a emancipação trazia um novo olhar político de todo os envolvido regional; a capital do Extremo Sul acontecia e fazia acontecer todo o contexto, o que consolidava sua hegemonia natural.

Foto de Jônatas David Brandão Mota.

A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO XXIII... Nos tempos de autonomia municipal, uma das marcas de Teixeira de Freitas, em sua nova fase, era seu grande potencial agrícola a fundo; longos espaços já eram ocupados por plantações de mamão, de melancia, e outros produtos, cuja produção, promovia levas e levas de caminhões para todos os lados do mundo. Teixeira já nascia grande, poderosa, detentora de muita exportação quanto ao que plantava e produzia por todo o seu território, pelas muitas mãos que a manejava assim; a emancipação vinha para dar mais corda ao que já era orgulho de todos, os que plantavam com disposição, e os que consumia o fruto ou as consequências colhidas pelos afins. A emancipação veio e trouxe mais espaços a serem conquistados com tudo que já se conseguia na agricultura robusta que se via, e que fazia Teixeira em todos os cantos; riquezas estavam estampadas, fazendo nossa gente ser mais atraente em seus encantos.

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A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO XXIV... Nos tempos da autonomia municipal, Teixeira já detinha títulos importantes em sua galeria de desenvolvimento e progresso real; com robustez de um território rico em nutrientes suficientes para produções intensas, em larga escala e de alta qualidade reconhecida pelo comércio internacional; a nova cidade já ostentava resultados da maior produtora de mamão-exportação do mundo, e de segundo polo graneleiro, na melhor estimativa estadual. Já nascia grande, uma cidade maior que muitas cidades antigas no Estado e no país; município aberto para tantos que ainda chegavam para seus investimentos, era tudo que o povo sempre quis. Anos se passaram com o enorme povoado sempre se mostrando imponente, sempre se mostrando interessado em crescer e levar consigo toda uma região; e assim que veio sua independência, não teve como conter esta dedicada confirmação; Teixeira não precisou nem ir atrás, o progresso chegou mais ainda, as oportunidades mais ainda, investidores mais ainda, e todo o convívio regional tem reconhecido o significado daquela necessária emancipação.

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A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO XXV... A agricultura do município, depois daqueles dias, depois de 1986, sofreu reveses normais àquela alta produtividade do mamão nas suas carências; com a terra se cansando do volume que tanto produziu, e o mercado dando as diretrizes de suas exigências. Com isto, o polo do mamão se transferiu para outra região no Estado da Bahia; e hoje, vivemos outra realidade para a agricultura que ainda tem muito a oferecer, é a vez produtiva da melancia. Já há a festa para cristalizar esta cultura que já faz parte do cotidiano dos cidadãos, da vida financeira de todos nós que por aqui vivemos; a festa da melancia denota a importância desta atividade para o progresso de nossa gente, para o espírito de progresso que todos temos. Viva a melancia, cultura que tem tudo para ascender-se entre nós, entre nossas riquezas; a melancia é nosso feito agricultável, que abre horizontes para termos em Teixeira, outras tantas e fecundas belezas.

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A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO XXVI... Muitos anos se passaram desde aquelas festas de independência, desde os cortejos triunfantes desta terra emancipada de vez; hoje podemos ver a agricultura que nos chegou e que hoje está construindo a Teixeira que marcha por seus caminhos de progresso, de muita determinação, e de muita intrepidez. Não somos mais o que éramos nos primeiros tempos de nossa autonomia, entre os primeiros de uma determinada cultura agricultável que nos deu forças extras para um começo viril; mas, agora, no futuro, temos outras lavouras, outros programas que nos fazem estar bem no que plantamos, temos uma posição invejável à grande parte do nosso Brasil. Temos a melancia, um plantio imenso, que tem dado muitas riquezas ao nosso povo, que tem nos recolocado no comércio dos estados do Sul e do Norte; temos o eucalipto que entre os reclames de uma e de outra parte, tem nos dado virtudes incomensuráveis, nos fazendo uma gente de produção forte.

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A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO XXVII... Os moradores dos tempos da emancipação, têm facilidade de recordar, as festanças que ocorrerão naquela importantíssima ocasião; as festas religiosas, com as igrejas, de uma forma ou outra, participando, cada qual no seu cada qual, nas alegrias, cada uma fazendo, aos seus jeitos, a devida comemoração; as festas culturais, com muitos artistas mostrando seu empenho, vivendo os mesmos motivos populares, convertendo em arte, o momento histórico de toda aquela badalação; e a festa da cidade, a festa ao ar livre, quando todos, por alguns dias, vieram à praça, desfrutar da alegria que todos tinham, por estarem sendo o centro dos favores da emancipação. Foi uma festa de todos, foi uma grande festa, onde o povoado veio dar adeus ao passado de limites, o passado de sonhos, veio dar ponta pé aos novos tempos que amanhecia; a cidade acordava como cidade, acordava trazendo novos manejos para o futuro, como cidade, como bem lhe parecia.

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A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO XXVIII... Depois das primeiras festas da cidade, comemorando aquelas lutas e vitórias pela independência do nosso município; outras festas vieram, outras comemorações chegaram, e o povo sempre esteve voltado àqueles dias de triunfo, aqueles dias de vibração cívica estampada no princípio. Vieram os Axés Teixeira, os Vivas Teixeira, e os Teixeiras Folia, vieram todas com nomes e marcas diferentes, denominações criativas e gastos festivos surpreendentes ao tempo; foram maneiras variadas de se fazer a mesma continência aos reais significados que a festa originária esteve a bradar e ao mundo contagiar por todo o inicial momento. A festa sempre foi a mesma, os motivos sempre foram os mesmos, e os fundadores sabem muito bem do que se trata ao se viver tanta euforia com a população na rua; a festa sempre será a mesma, com os mesmos motivos de antes, e os primeiros moradores sabem muito bem do que se grafa ao ver o povo no topo da lua.

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A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO XXIX... O tempo passou, muitas festas vieram, muitos nomes e apelidos tentam denominar a alegria civil de nossa gente; mas, não tem jeito, a festança só tem um nome para todo mundo, não importa quando, não importa a nomenclatura que se está dando, só um nome, “festa da cidade”, é assim que a gente sente. Entra Maio e sai Maio, ano após ano, os feriados municipais daquele mês, é um só, á para um só, colocar o povo na rua para foguetear a tão sonhada emancipação; o que todo mundo pretende, é dar força aos novos para que continuem empenhados em festejar o que os mais velhos conseguiram com muita luta, e com muito coração. Tem sido muito fácil fazer isto acontecer, não só pelos rios de dinheiro pelo entretenimento badalador de todos os anos, não só isso para o que é a festa das festas do nosso povo egresso; mas pelo espírito guerreiro que ainda nos herancia o passado, nos fazendo continuadores do mesmo esforço de ver essa terra em seu pleno progresso.
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A EMANCIPAÇÃO DO POVOADO XXX... A emancipação estava nos anos de lutas por sua conquista, o povo às ruas e aos palanques cobrando isto de seus políticos engajados; a emancipação estava em 1985, ano da conquista, ano da primeira festa, ano dos comícios para a eleição que concretizaria o triunfo final, em todos, estampado; a emancipação estava na posse eufórica do primeiro Prefeito e sua Câmara de Vereadores, políticos que assumiram em um todo esperançoso e animado; emancipação, sim, que estava e tem estado, nas muitas festas que se sucederam, lembrando aquele dia de festa perpétua, que todos os anos nos faz relembrar aquele passado. Teixeira faz história, a cidade tem ido embora, levando consigo suas aspirações, fazendo seus bordões, construindo um espaço que só a ela pertence no seu futuro; Teixeira faz história, tem dado de si para uma região rica e formosa, com progressos e esperanças fogosas, jeitos ardis de trazer mais esperanças para este povo que sabe o que é dar duro.